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13 Março 2017 - 14:34

Ex-diretor da Odebrecht delata caixa dois ao agora ministro Aloysio Nunes, em 2010

Foto: Reprodução

Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da Odebrecht, denunciou em sua delação premiada o pagamento de R$ 500 mil por meio de caixa dois para a campanha de Aloysio Nunes (PSDB-SP) ao Senado em 2010. De acordo com a Folha de S. Paulo, o delator disse que o pedido pelo dinheiro foi feito pelo próprio Aloysio e o valor foi entregue em duas ou três parcelas em hotéis na cidade de São Paulo. Em 2010, Aloysio se tornou o senador mais votado da história de São Paulo, com mais de 11 milhões de votos, o equivalente a 30% do total. O parlamentar arrecadou R$ 9,2 milhões na campanha, mas a Odebrecht não aparece entre os doadores. Na última semana, ele foi nomeado ministro das Relações Exteriores. O ex-executivo da empreiteira relatou que Aloysio designou uma pessoa de confiança para combinar o local e senhas para a entrega do dinheiro. Paschoal é um dos 78 delatores ligados a Odebrecht que tiveram os depoimentos homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

14 Fevereiro 2017 - 12:30

Defesa de Lula interrompe depoimento e acusa Moro de fazer ”perguntas de inquisidor”

(Foto: Reprodução)

Ex-presidente da Petrobras, o baiano José Sérgio Gabrielli foi ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de segunda-feira (13). Ao longo do depoimento, a defesa de Lula interrompeu um questionamento feito pelo juiz Sérgio Moro para declarar que o magistrado fazia ”perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz”. De acordo com informações do G1 Paraná, a discussão aconteceu quando Moro questionou Gabrielli sobre o motivo da substituição de Nestor Cerveró por Jorge Zelada – ambos já condenados na Operação Lava Jato – na diretoria internacional da Petrobras, em 2008. O ex-presidente da estatal justificou que a decisão foi tomada pelo Conselho Administrativo, a partir de uma solicitação de representantes do governo, mas que antes disso, uma reestruturação do governo já estava sendo pensada pela empresa. Segundo Gabrielli, o conselho não discute questões partidárias e a indicação do PMDB só foi conhecida por ele através da imprensa. Nesse momento, Moro quis saber se Gabrielli não se indignou quanto à mudança da diretoria e foi aí que a equipe de defesa interrompeu o juiz na tentativa de limitar as perguntas. Em resposta, Moro afirmou que não induzia a testemunha, apenas fazia perguntas e prosseguiu com o depoimento. No processo, o Ministério Público Federal (MPF) acusa Lula de receber R$ 3,7 milhões em propina da OAS. A ação penal da Operação Lava Jato envolve o caso do tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O depoimento de Gabrielli abordou também a construção da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, a qual ele esclareceu ter sido realizada a partir de decisões técnicas e econômicas. O baiano ainda ressaltou que suas conversas com Lula foram ”sempre no plano da importância da Petrobras para o Brasil”, no sentido de “ter a melhor gestão possível para alcançar os objetivos definidos”.

Agência Brasil

31 Janeiro 2017 - 09:22

Eike Batista depõe à tarde na Polícia Federal

Foto Divulgação

O empresário Eike Batista, que está preso desde ontem (30) no Rio de Janeiro, deverá depor na tarde de hoje (31) na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), no centro da cidade. Ele deverá deixar o Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu) no início da tarde e iniciar seu depoimento por volta das 15h. O empresário, que está preso preventivamente acusado de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para se beneficiar com contratos públicos, será ouvido pela Delegacia de Combate a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor). A operação para prender Eike Batista e mais oito pessoas foi desencadeada no último dia 26, mas como o empresário estava em Nova York, ele foi considerado foragido. Eike retornou ao Brasil ontem e foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. O empresário foi inicialmente encaminhado para o presídio Ary Franco e, depois de duas horas, transferido para a penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no complexo de Bangu.

30 Janeiro 2017 - 12:18

Empresário Eike Batista é preso ao desembarcar no Rio

Foto: Reprodução

O empresário Eike Batista, que estava foragido desde a última quinta-feira (26), foi preso na manhã desta segunda (30), no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Eike estava em viagem de negócios em Nova York desde terça-feira (24) e embarcou nesta madrugada em voo da companhia American Airlines. Ele foi detido por agentes da Polícia Federal assim que desceu da aeronave por volta das 10h10. O empresário foi encaminhado para a delegacia da PF, dentro do aeroporto. Depois será levado para o Instituto Médico Legal (IML) para, em seguida, ser conduzido para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. Eike teve a prisão decretada quando foi o principal alvo da segunda fase da Operação Lava Jato no Rio, batizada de Operação Eficiência. As investigações apontaram que o empresário pagou propina no valor de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) usando uma conta no Panamá. Para dar aparência de legalidade às transações, foi feito em 2011 um contrato de fachada de compra e venda de uma mina de ouro. Os valores ilícitos eram depositados numa conta no Uruguai, em nome de terceiros, mas o dinheiro era direcionado a Cabral.

26 Janeiro 2017 - 12:28

Advogado diz que Eike vai se entregar o mais rápido possível

Foto: Reprodução

O advogado do empresário Eike Batista afirmou hoje (26) que seu cliente pretende se entregar à Justiça o mais breve possível. Fernando Martins informou que o empresário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio. "Estamos em contato com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, e a intenção dele é cooperar com esses órgãos, como sempre cooperou, e retornar o mais rápido possível", disse o advogado. A Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra Eike e mais oito pessoas acusadas de desvio de dinheiro de obras públicas, corrupção ativa, passiva e organização criminosa. Entre as prisões, está a do ex-governador Sérgio Cabral, que já está detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio. Policiais federais também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário. A defesa de Eike ainda não se posicionou sobre as acusações do MPF, que motivaram o pedido de prisão. O advogado também afirmou que os documentos estão sendo analisados e que um posicionamento deve ser emitido por meio de nota à imprensa, até o fim do dia. O mandado de prisão está incluído na Operação Eficiência, que é desdobramento da Operação Calicute. As investigações fazem parte da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

13 Dezembro 2016 - 11:19

Lula, Marisa, Antônio Palocci e mais quatro são indiciados pela PF na Operação Lava Jato

(Foto: Agência Estadão)

A Polícia Federal, nesta segunda-feira (12), decidiu indiciar o ex-presidente Lula, a sua esposa Marisa Letícia, o ex-ministro Antônio Palocci e mais quatro na Operação Lava Jato. O petista foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto todas as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. Segundo o G1, o indiciamento trata de dois casos distintos: o primeiro é sobre a compra de um terreno, que seria utilizado para a construção de uma sede do Instituto Lula. O segundo é sobre o aluguel do apartamento que fica em frente ao que o ex-presidente mora. Foram indiciados: Luiz Inácio Lula da Silva – ex-presidente da República, Marisa Letícia Lula da Silva – ex-primeira-dama Antônio Palocci Filho – ex-ministro nos governos Lula e Dilma, Glaucos da Costa Marques – Sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava Jato, Demerval de Souza Gusmão Filho – Dono da empresa DAG Construtora, Roberto Teixeira – Advogado do ex-presidente Lula, Branislav Kontic – Assessor do ex-ministro Palocci.
 

11 Dezembro 2016 - 19:32

Executivo da Odebrecht cita doações a campanhas de Wagner e Rui

(Foto: Reprodução)

O ex-governador baiano Jaques Wagner (PT) foi citado pelo executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, em pré-delação ao Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o executivo, Wagner, que atualmente é Coordenador de Desenvolvimento Social, teria se reunido em 2006 com Marcelo Odebrecht em um restaurante de Brasília, ocasião que depois gerou um repasse de R$ 3 milhões ao petista, feitos de forma oficial e via caixa 2. Conforme o G1, o delator contou que, assim que Wagner ganhou o pleito, encaminhou assuntos de interesse da empreiteira no Polo Petroquímico de Camaçari, que o ex-governador ajudou a destravar. O ex-governador também seria beneficiado com repasse nas eleições de 2010, com R$ 7,5 milhões, divididos em 10 parcelas, pagas entre agosto de 2010 e março de 2011. Ainda segundo Cláudio F ilho, o esquema voltou a se repetir em 2014, na campanha de Rui Costa (PT) para o governo da Bahia. O executivo disse que não participou desses pagamentos, mas acredita que foram repassados R$ 10 milhões. O agora coordenador de desenvolvimento social do governo Rui Costa também teria recebido presentes da empreiteira, segundo Cláudio Filho, sendo presenteado com um relógio de R$ 20 mil, em 2012.

08 Dezembro 2016 - 12:12

Lula inclui fotos de Moro com Aécio em processo para afastar juiz da Lava Jato

Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Lula anexou na última quarta-feira (7), a uma ação aberta contra o juiz Sérgio Moro, fotos e registros jornalísticos em que o juiz responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância aparece em eventos com caciques tucanos na condição de homenageado, todos nesta semana. Em sete documentos, os advogados do petista pretendem reforçar a tese de que Moro, que julga Lula em uma ação penal da Lava Jato, age de maneira tendenciosa. Os registros anexados foram encaminhados ao desembargador federal João Pedro Gebran, titular do Tribunal Regional Federal (TRF-4) da 4ª Região. Um deles mostra Moro em um palanque ao lado do governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), em um evento de governo na capital Cuiabá. Nesse compromisso, o juiz fez discurso elogioso ao deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), que votou contra o dispositivo do pacote anticorrupção, aprovado e desfigurado na Câmara, que pune juízes, membros do Ministério Público e autoridades policiais por abuso de autoridade. “Não gosto de falar mal de ninguém, mas, vendo a lista dos deputados federais deste estado, um único deputado votou contra essa emenda de criminalização de juízes. Não é política partidária. Então, vou me permitir falar bem do Nilson Leitão”, discursou Moro. Segundo texto veiculado no site de Lula, trata-se da ação de um militante tucano. “Magistrado que julga Lula é o mesmo que é chamado para dar palestra em evento do governo do PSDB e que elogia deputado tucano acusado de desviar dinheiro de secretaria estadual de Educação”, diz a matéria.
 

05 Dezembro 2016 - 14:07

PF faz buscas na casa de ministro do TCU e de ex-presidente da Câmara

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (5) mandados judiciais em Brasília, na Paraíba e no Rio Grande do Sul em endereços pessoais, funcionais e empresariais relacionados ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS) e ao ex-senador e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo, relator e presidente, respectivamente, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, instalada em 2014. De acordo com a corporação, a chamada Operação Deflexão cumpre nove mandados expedidos pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, referentes ao Inquérito 4.261 instaurado no âmbito da Operação Lava Jato. A ação tem apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal. “O inquérito apura se parlamentares teriam solicitado a empresários contribuição financeira para que não fossem convocados a prestar depoimento na CPMI. Os executivos afirmam ter repassado valores superiores a R$ 5 milhões para evitar retaliações e contribuir para campanhas eleitorais”, informou a corporação por meio de nota. O nome da operação faz referência ao verbo defletir, que significa provocar mudança ou alteração no posicionamento normal de algo. Uma alusão, segundo a PF, ao fato de que, mediante propina, empreiteiros investigados passaram à condição de blindados de uma eventual responsabilização.

04 Dezembro 2016 - 20:50

Protesto em defesa da Lava Jato reúne manifestantes em 200 cidades do Brasil

(Foto:Marcelo Casal/Agência Brasil )

Com a segurança reforçada, milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo e empunhando bandeiras do Brasil se reuniram hoje (4) em cerca de 200 cidades, de acordo com os organizadores, entre elas Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O protesto é em defesa da Operação Lava Jato e contra o pacote de medidas anticorrupção aprovado com modificações pela Câmara dos Deputados na madrugada do dia 30 de novembro. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, na Esplanada dos Ministérios até as 11h15 entre 4 e 5 mil pessoas participavam pacificamente do protesto, previsto para ser encerrado às 13h. Para os organizadores, são mais 15 mil manifestantes. Entre os movimentos que convocaram os protestos, estão o Vem pra Rua e o Avança Brasil. As manifestações estão permitidas apenas no gramado da Esplanada dos Ministérios, a partir da Catedral de Brasília até a Avenida das Bandeiras, mas alguns manifestantes conseguiram chegar próximo ao espelho d'água do Congresso Nacional, onde espalharam desenhos de ratos, simbolizando, segundo eles, os políticos.

28 Novembro 2016 - 21:14

Moro veta parte de perguntas da defesa de Cunha para Temer

(Foto: Reprodução)

O juiz federal Sérgio Moro decidiu hoje (28) vetar 21 das 41 perguntas feitas pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao presidente Michel Temer que vai depor por escrito como testemunha no processo contra Cunha na Operação Lava Jato. Na decisão, Moro considerou os questionamentos inapropriados por não terem relação com a ação penal a que Cunha responde na Justiça Federal em Curitiba. A maioria das perguntas formuladas pela defesa trata de questões que envolvem os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Zelada. O restante das perguntas foi mantido por ter pertinência,"mesmo que um pouco remota" com as acusações. "Considerando o teor inapropriado de parte dos quesitos, que, nos depoimentos extrajudiciais do colaborador Nestor Cuñat Cerveró, apesar de sua afirmação de que teria procurado o então deputado federal Michel Temer para lograr apoio político para permanecer no cargo de diretor da Petrobras, não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito ou mesmo que a conversa então havida tenha tido conteúdo ilícito", decidiu Moro. Mesmo não tendo relação com as acusações contra Cunha, Temer foi arrolado como testemunha de defesa. De acordo com o Código de Processo Penal (CPP), qualquer pessoa poderá ser testemunha, e a dispensa somente pode ocorrer nas hipóteses previstas na norma, como parentesco com o acusado, ou em casos em que a testemunha deva manter o sigilo profissional, como situações envolvendo médicos e advogados, por exemplo. Temer tem direito a responder a perguntas por escrito em função de outra regra do CPP. De acordo com o Artigo 221 do código, o presidente da República, ministros e outras autoridades podem marcar previamente local da audiência ou responder aos questionamentos por escrito.