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27 Novembro 2016 - 18:43

ACM Neto e Rui Costa analisam saída de Geddel do governo

(Foto: Manu Dias | Secom)

A queda do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) da Secretaria de Governo foi comentada na noite da última sexta-feira, 25, pelos dois principais líderes políticos da Bahia e possíveis adversários em 2018: o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), aliado do ex-articulador político do governo Temer, e o governador da Bahia, Rui Costa (PT). O prefeito destacou que o ex-ministro fez um trabalho importante para a Bahia e Salvador na sua passagem pelo primeiro escalão do governo e disse que “continua firme” a sua parceria com PMDB. “Tenho certeza que ele (Geddel) vai continuar a nos ajudando na construção das políticas públicas na cidade e vamos continuar usando nossa articulação em Brasília (com o governo federal) para defender os interesses da cidade”, afirmou Neto. Para o gestor municipal, a saída do ministro do governo não altera o atual quadro das forças políticas na Bahia, depois que a oposição saiu fortalecida da última eleição. “Geddel continuará sendo importante ator político no Estado. O PMDB é forte na Capital e no interior”, avalia ACM Neto. O governador Rui Costa (PT) não quis comentar sobre as repercussões políticas geradas pela demissão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Mas disse esperar que o episódio não contamine o esforço que os estados vêm fazendo para superar a crise orçamentária. “É importante a união de todos os segmentos no sentido de recompor o equilíbrio fiscal e garantir os investimentos para importantes obras de infraestrutura e a geração de emprego. Meu foco está distante destas questões políticas”, afirmou Rui Costa.
 

25 Novembro 2016 - 11:11

Geddel pede demissão após crise gerada com denúncia de ex-ministro

(Foto: Bahia Verdade)

Acusado de ter pressionado o ex-titular da Cultura Marcelo Calero para liberar uma obra em Salvador, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, enviou na manhã desta sexta-feira (25), por e-mail, uma carta de demissão ao presidente Michel Temer. Geddel, que está na capital baiana desde quarta (23), conversou por telefone com o presidente depois de encaminhar a solicitação para se desligar do primeiro escalão. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Temer aceitou o pedido de Geddel, que era responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional. Em meio ao turbilhão que atingiu até mesmo seu gabinete, o presidente tentará sair de foco nos próximos dias. Ele anunciou que vai viajar para sua residência em São Paulo na tarde desta sexta. Geddel é o sexto ministro a deixar o governo desde que Michel Temer assumiu o comando do país em maio. Antes dele, caíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Fábio Medina Osório (AGU), Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Marcelo Calero (Cultura). Na carta de demissão, na qual se referiu ao presidente da República como "fraterno amigo", Geddel escreveu que "avolumaram-se as críticas" sobre ele e, em Salvador, vê o"sofrimento" de sua família, que é o "limite da dor que suporta". Ele, então, diz ao presidente que "é hora de sair". Na mensagem, ele também pediu desculpas a Temer pela dimensão das "interpretações dadas", referindo-se à acusação de Marcelo Calero de que Geddel o pressionou para desembargar a construção de um condomínio de luxo em um bairro nobre de Salvador que havia sido barrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.

24 Novembro 2016 - 09:46

Geddel ganhou relógio de 85 mil dólares da Odebrecht por aniversário de 50 anos

(Foto: Bahia Verdade)

O ministro da Secretaria do Governo Geddel Vieira Lima ganhou da Odebrecht um relógio no valor de US$ 25 mil (R$ 85 mil na atual cotação do dólar), como presente por seu aniversário de 50 anos, em março de 2009. Segundo informações do site Buzzfeed Brasil, o relógio era o suícço Patek Philippe, modelo Calatrava, e foi entregue acompanhado de um cartão de felicitações assinado por Emílio Odebrecht, por seu filho, Marcelo, e pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho. Marcelo está preso desde junho de 2015 em Curitiba e já foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. No mesmo ano, Geddel ainda estava no comando do Ministério da Integração do governo Lula, na cota do PMDB. A pasta liberou R$ 35,2 milhões para a Construtora Norberto Odebrecht em 2009, para uma das etapas de implantação do projeto de irrigação Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, executado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), órgão vinculado ao ministério.

22 Novembro 2016 - 20:40

Geddel chora ao receber apoio de líderes partidários

(Foto: Bahia Verdade)

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, chorou nesta terça-feira (22), durante reunião no Palácio do Planalto, com líderes partidários, ao receber apoio dos parlamentares. Na ocasião, Geddel recebeu solidariedade dos deputados por sua permanência no governo, mesmo depois do  episódio no qual ele foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo contra interdição de um prédio em Salvador (BA). Geddel começou a ouvir depoimentos dos aliados, como o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), e, já nesse momento, ficou com os olhos marejados. Ao fazer seu discurso, Geddel lembrou do pai, o ex-deputado Afrísio Vieira Lima, já falecido, e ficou com a voz embargada. Segundo relatos, o ministro estava muito emotivo.