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Bolsonaro quadruplica faltas na Câmara dos Deputados

31 Março 2018 - 17:20

Bolsonaro quadruplica faltas na Câmara dos Deputados

Foto: Agência Brasil

A taxa de ausência do deputado Jair Bolsonaro quadruplicou em 2017, um ano antes da eleição à presidência - para a qual já se lançou como pré-candidato. As proposições de sua autoria também caíram no ano passado em comparação a 2016. Os dados são de um levantamento da Folha de São Paulo sobre a presença de presidenciáveis com mandato legislativo. No ano passado, Bolsonaro teve mais faltas não justificáveis em dias com sessões deliberativas nas respectivas casas do que os seus possíveis concorrentes ativos no legislativo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os senadores Alvaro Dias (Podemos-PR) e Fernando Collor (PTC-AL) e a deputada estadual Manuela D’Ávila (PC do B-RS). Segundo dados da Câmara, o presidenciável faltou em 13,5% dos 199 dias com sessão de presença obrigatória. Ainda segundo a Folha, pelo menos metade das faltas aconteceram devido a viagens relacionadas com a corrida presidencial.

 

Segundo informações do jornal, Alvaro Dias e Collor tiveram ausências não justificadas em dois dias, ou seja, 1,8% do total no Senado. Na Assembleia gaúcha, D’Ávila também teve duas faltas não justificadas, o que representa 1,6% na Câmara do Rio Grande do Sul. Já Maia, que é presidente da Câmara desde julho de 2016, não teve ausências não justificadas em 2016 e 2017. O número de projetos apresentados pelo deputado Bolsonaro também caiu em 2017. De acordo com a folha, o número de textos apresentados de sua autoria ou co-autoria passou de 18, em 2016, para 9 no ano passado. Apesar de ter sido o único pré-candidato a registrar uma queda na quantidade de proposições no Congresso - com exceção de Maia, atual presidente da Câmara, os números de Bolsonaro se mantêm mais altos que os de Collor, com apenas três propostas em 2017. Segundo a Folha, assessoria de Jair Bolsonaro afirmou que não se manifestaria. Já os assessores de Collor se posicionaram ao afirmar que praticamente todas as faltas do Senador foram justificadas e que “não é o número de proposições apresentadas que qualifica a atividade parlamentar”.