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Brasil faz 8.850 testes de varíola dos macacos
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Saúde 17 Ago 2022 - 14:00
Brasil faz 8.850 testes de varíola dos macacos

Até o momento, foram realizados cerca de 8.850 exames nos laboratórios de referência, em todo o Brasil, para comprovação de casos de varíola dos macacos, informou na terça-feira (16) à Agência Brasil o Ministério da Saúde. O número de exames realizados diariamente varia de acordo com as notificações e a chegada das amostras aos laboratórios. O país acumula 3,1 mil casos da doença, espalhados por 27 estados, segundo dados divulgados na noite desta terça-feira pelo Ministério da Saúde. Atualmente, oito unidades de referência realizam o diagnóstico, sendo quatro laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen), localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, e mais quatro unidades de referência nacional, sendo duas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro e no Amazonas; uma da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e uma no Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. Dessa forma, o ministério assegurou que “é possível garantir a cobertura do diagnóstico de todo o país”. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na última sexta-feira (12), que todos os laboratórios centrais de saúde pública estarão aptos a fazer o teste do tipo RT-PCR para varíola dos macacos até o final de agosto.

Expansão
O coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da (UFRJ), Amilcar Tanure, defendeu hoje, em entrevista à Agência Brasil, que sejam realizados mais testes e que o número de laboratórios aptos a realizar a testagem seja ampliado. “Eu acho que tem que aumentar isso, para que os pacientes tenham mais acesso. Além disso, como o vírus está dando lesões não tão exuberantes, a recomendação é que pessoas que desconfiem que seja varíola dos macacos procurem atendimento médico, uma unidade de pronto atendimento, e vão se testar”. Tanure disse que é intenção da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro criar dois locais para centralizar esses pacientes para coleta de amostras. Um dos centros de testagem funcionaria no Maracanã, na capital, e outro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. “É muito importante expandir os locais de teste e de coleta e treinar os profissionais de saúde para fazerem uma coleta correta para o teste funcionar bem. Quanto mais a gente testar, mais vai conseguir isolar pessoas infectadas e bloquear a transmissão do vírus”. A secretaria confirmou que vai abrir nas próximas semanas um posto para coleta de material para testagem de casos suspeitos de varíola dos macacos. O serviço será realizado apenas para pacientes encaminhados por unidades de saúde, após exame clínico. As amostras serão enviadas para análise no Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz e nos Laboratórios de Biologia Molecular de Vírus e de Virologia Molecular da UFRJ, que são referenciados pelo Ministério da Saúde no estado do Rio de Janeiro. Não foi informado, entretanto, onde será o local de coleta de material.

Fundão
Amilcar Tanure acrescentou que a universidade também está tentando ampliar a testagem. “A gente está tentando abrir um sítio desses no Fundão, no mesmo local onde já atende pacientes com covid-19”, mencionou. Possivelmente, será localizado no mesmo prédio onde funciona o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes da UFRJ, ligado à Faculdade de Medicina. O núcleo dá assistência aos pacientes e acompanhamento clínico para ver quando ocorre a melhora e diminuição das lesões. O Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ realizou até agora 1,3 mil testes de varíola dos macacos, a partir de amostras recebidas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A taxa de positividade de 40% foi considerada elevada pelo pesquisador. O laboratório faz o teste molecular para identificar o vírus que está na pele das pessoas. Até hoje, 368 casos foram confirmados no estado, de acordo com a Secretaria de Saúde

Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana
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Saúde 16 Ago 2022 - 14:00
Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana

O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos. Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega. “Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. “Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde. A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Livramento: Piso de Agentes de Saúde e Endemias é aprovado na Câmara Municipal
Foto: Patrick Cassiano - Blog Regional
Saúde 11 Ago 2022 - 08:00
Livramento: Piso de Agentes de Saúde e Endemias é aprovado na Câmara Municipal

O piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias de Livramento de Nossa Senhora deve ser de dois salários mínimos, equivalentes, neste ano, a R$ 2.424,00. O Projeto de Lei, que institui e fixa este valor, foi aprovado na sessão da última sexta-feira (08). De autoria do Poder Executivo, a propositura recebeu todos os votos favoráveis dos vereadores presentes. O projeto prevê que o piso salarial será pago aos servidores que cumpram jornada de 40 horas semanais, como também, determina o pagamento retroativo ao mês de maio do exercício de 2022. Os agentes comunitários terão, em razão dos riscos inerentes às funções desempenhadas, aposentadoria especial e, somado aos vencimentos, adicional de insalubridade. As despesas decorrentes da presente Lei terão cobertura de dotações orçamentárias específicas, de acordo com a Emenda Constitucional nº 120, de 05 de maio de 2022.

Livramento: Piso de Agentes de Saúde e Endemias é aprovado na Câmara Municipal
Foto: Patrick Cassiano - Blog Regional
Varíola dos macacos: entidades criticam estigma a homossexuais
Foto: Reprodução
Saúde 08 Ago 2022 - 19:00
Varíola dos macacos: entidades criticam estigma a homossexuais

A contaminação pela varíola dos macacos vem se espalhando pelo mundo e trazendo um problema já observado historicamente, quando surgiram os primeiros casos de HIV. Chamada na década de 80 por diversos nomes pejorativos relacionados a homossexualidade, a Aids carregou por anos essa estigmatização. No último dia 1º, um editorial publicado na Revista Brasileira de Enfermagem alerta para a repetição desse risco, pois o olhar discriminatório ao paciente contaminado com a varíola dos macacos pode prejudicar o tratamento, protelando o seu diagnóstico e até mesmo a procura por cuidados com a saúde. “O fato de relacionar a orientação sexual com o vírus Monkeypox não faz qualquer sentido, já que existem opções de comunicação que se podem mostrar igualmente efetivas, como, por exemplo, focar na prática de relações sexuais entre indivíduos infectados, sem categorizar sexualidades ou práticas em específicos, assumindo uma posição globalizada das ações sanitárias e de controle epidemiológico”, diz o texto. A própria agência das Nações Unidas para a Aids mostrou preocupação com o fato de a mídia ter reforçado estereótipos homofóbicos e racistas na divulgação de informações em torno da varíola dos macacos.

Doença
A monkeypox, como é conhecida internacionalmente, não é uma infecção sexualmente transmissível, embora possa se espalhar pelo contato íntimo durante as relações sexuais, quando existe erupção cutânea ativa. A infecção é transmitida a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas de uma pessoa doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele. Foi o que ocorreu com o professor de inglês Peter Branch, de 48 anos. Ele e seu companheiro moram na capital paulista e foram infectados pela doença. O britânico, que vive no Brasil há mais de 9 anos, queixa-se do preconceito envolvendo a enfermidade. “Fomos infectados indo a um bar heterossexual. Acho que o mais grave é que homens e mulheres heterossexuais não estão prestando atenção aos sintomas e, portanto, infectando os outros também”, disse. “O que incomoda é que as pessoas pensam que isso é só na comunidade gay”, completou. Ele conta que apresentou febre, dor de cabeça, cansaço, e que as lesões surgiram depois. Ele recebeu atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “As manchas doeram um pouco, o chato foi o isolamento, não poder brincar com meus cachorros”. Peter já se sente bem e acompanha a recuperação de seu companheiro.

Varíola dos macacos pode adiar flexibilização das máscaras em voos
Foto: Divulgação
Saúde 08 Ago 2022 - 09:41
Varíola dos macacos pode adiar flexibilização das máscaras em voos

Diante do novo alerta sanitário causado pela varíola dos macacos no país, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e contra-almirante da reserva da Marinha, Antonio Barra Torres, tomou mais uma vez posição contrária à do presidente Jair Bolsonaro em relação às medidas que serão adotadas no enfrentamento da doença. Em entrevista ao jornal O Globo, Barra Torres, que se desentendeu com Bolsonaro ao longo do último ano por defender a vacinação contra a Covid-19 e a utilização de máscaras em ambientes fechados, contou quais serão os próximos passos da Agência diante da nova ameaça. Questionado sobre a compra de vacinas pelo Ministério da Saúde sem o aval da Anvisa, o diretor do órgão relativizou a situação e ressaltou que a pasta tem o poder legítimo de superar atribuições da Agência em situações onde entenda haver necessidade. Em relação ao trânsito entre fronteiras, o contra-almirante informou que nenhuma mudança está sendo avaliada pela Anvisa como medida para conter a varíola dos macacos, visto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não preconiza restrições de ir e vir em relação à monkeypox.  Embora a forma de contágio não seja a mesma, as práticas para evitar a Covid-19 que se encontram vigentes em aeroportos e aeronaves, como o uso obrigatório de mascaras, vêm sendo aplicadas. Sobre a possibilidade de uma pandemia da varíola dos macacos virar uma pandemia, Barra Torres destacou que não é atribuição do órgão regulador avaliar a questão, cabendo às sociedades de epidemiologia e infectologia do país, bem como a Câmara Técnica de Avaliação Epidemiológica do Ministério da Saúde, dizer se pode haver um surto pandêmico. Ao primeiro sinal de arrefecimento da pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro derrubou medidas de proteção e enfrentamento da doença. Portos e aeroportos, porém, são atribuição da Anvisa, que mantém a exigência.

Ministro da Saúde anuncia compra de antiviral contra varíola dos macacos
Foto: Reprodução - Ministro da saúde - Marcelo Queiroga
Saúde 02 Ago 2022 - 11:00
Ministro da Saúde anuncia compra de antiviral contra varíola dos macacos

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou em uma rede social, nesta segunda-feira (1), que o Brasil receberá o antiviral tecovirimat, medicamento usado contra a varíola dos macacos. A compra será realizada por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). De acordo com Queiroga, as primeiras remessas serão destinadas a “casos mais graves” da doença. O objetivo é reforçar o enfrentamento ao surto que ocorre no Brasil. O último boletim registrado aponta 1.066 casos no Brasil. Apesar de ter divulgado a aquisição, o ministro não informou quantas doses serão compradas nem o prazo para que o remédio chegue ao Brasil. Em maio deste ano, a revista Lancet divulgou resultados de testes com dois antivirais: tecovirimat e brincidofovir. Em ambos os casos, houve redução no tempo dos sintomas, assim como no período em que o infectado transmitia a doença para outras pessoas. Na sexta-feira (29), o governo federal confirmou a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. O óbito foi registrado na quinta-feira (28/7), e a vítima era um homem de 41 anos, que faleceu em Belo Horizonte (Minas Gerais).

Ministério da Saúde alerta sobre importância da vacinação contra Influenza
Foto: Divulgação - Myke Sena - Ministério da Saúde
Saúde 01 Ago 2022 - 20:00
Ministério da Saúde alerta sobre importância da vacinação contra Influenza

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra Influenza através da campanha de vacinação. O objetivo da mobilização é prevenir complicações decorrentes da doença, diminuir os óbitos e a pressão sobre o sistema de saúde. Ao todo, 80 milhões de doses foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. Até o momento, 50 milhões de doses foram aplicadas, sendo 33,6 milhões nos grupos específicos formados exclusivamente por crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas, idosos e professores. Para se vacinar, é só comparecer em uma unidade de saúde levando a caderneta de vacinação e um documento com foto para que os profissionais de saúde localizem o cadastro no sistema de informação. No entanto, não ter a caderneta em mãos não é impeditivo para tomar as vacinas ofertadas pelo Ministério da Saúde.

Primeiras vacinas contra varíola dos macacos devem chegar em setembro
Foto: Reprodução
Saúde 30 Jul 2022 - 07:15
Primeiras vacinas contra varíola dos macacos devem chegar em setembro

As primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) destinadas ao Brasil deverão chegar em setembro, informaram há pouco o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, e o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros. Cerca de 20 mil doses desembarcarão no país em setembro; e 30 mil, em outubro. Apenas profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes serão vacinados. O esquema de vacinação será feito em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. A aquisição será feita por meio de convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) porque a empresa dinamarquesa produtora da vacina não-replicante não tem escritório no Brasil nem pretende abrir representação no país. “Existe um pedido da Opas para a aquisição de 100 mil doses de vacinas para as Américas. Dessas 100 mil doses, 50 mil serão adquiridas pelo Ministério da Saúde”, detalhou Medeiros. Os secretários do Ministério da Saúde concederam, nesta tarde, entrevista coletiva para explicarem as ações da pasta, no dia da inauguração do Centro de Operação de Emergência (COE), que coordenará os trabalhos de monitoramento e de combate à doença. Segundo o secretário de Vigilância Sanitária, o ministério informou que não haverá campanha de vacinação em massa porque não existe recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “A OMS não preconiza uma vacinação em massa, então a gente não está falando de uma campanha de vacinação como falávamos para a covid-19. São vírus absolutamente distintos, é uma clínica absolutamente distinta, um contágio absolutamente diferente, uma letalidade diferente. São doenças absolutamente distintas”, justificou. Embora, neste primeiro momento, o Brasil compre as doses de uma empresa dinamarquesa, Medeiros não descartou a possibilidade de que, no futuro, o Ministério da Saúde compre doses do Instituto Butantan ou do Laboratório de Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, caso essas unidades produzam algum imunizante não-replicável contra a varíola dos macacos e caso haja necessidade.

Governo inaugura centro de operação para monitorar varíola dos macacos
Foto: Marcello Casal Jr - Agência Brasil
Saúde 29 Jul 2022 - 17:00
Governo inaugura centro de operação para monitorar varíola dos macacos

Diante do aumento de casos de varíola dos macacos no país, começa a funcionar nesta sexta-feira (29) o Centro de Operação de Emergências (COE) criado pelo Ministério da Saúde. O principal objetivo da iniciativa é acompanhar a situação epidemiológica e elaborar um plano de vacinação contra a doença no país. Foram convidados a participar do colegiado, membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e representantes de outras secretarias do Ministério da Saúde, além da própria Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). “Mesmo quando não havia nenhum caso no Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu um fluxo de vigilância ativa para o país. Foi definido o que seria um caso suspeito, um caso confirmado e um caso descartado. Também foi imediatamente determinado um fluxo para o diagnóstico e testagem”, destacou a pasta.

Vacinação
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, a vacina a ser adquirida possivelmente será de vírus não replicante. A previsão é de que 50 mil doses sejam destinadas ao Brasil, de acordo com solicitação feita à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os primeiros imunizantes devem ser destinados a profissionais de saúde e o desembarque das vacinas está previsto para ocorrer ainda em 2022. "O esquema de imunização deve ser de duas doses com intervalo de 30 dias entre elas. Já estamos em tratativas com as fabricantes para adquirir os imunizantes. O COE vai acompanhar todo o processo pandêmico em relação à monkeypox", destacou Arnaldo Medeiros. O último balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde ontem, indica que o Brasil registra, até o momento, 978 casos confirmados da doença.

Varíola dos macacos
Causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. A transmissão por meio de gotículas requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, por isso, trabalhadores da saúde, membros da família, parceiros e parceiras têm maior risco de contaminação.

Ministério da Saúde classifica varíola dos macacos como surto no país
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Saúde 29 Jul 2022 - 14:00
Ministério da Saúde classifica varíola dos macacos como surto no país

Após o Brasil ultrapassar a marca de 1 mil casos de varíola dos macacos, o Ministério da Saúde classificou a doença como “surto” no país.  A pasta usou o termo em um texto divulgado na quinta-feira  (28), para informar a ativação de um Centro de Operações de Emergência (COE) com o objetivo de acompanhar o comportamento da enfermidade no país. O último boletim divulgado pelo órgão nacional mostra que o Brasil já registrou 1.066 casos da doença, em 16 estados. São Paulo tem a maior quantidade, com 823. A Bahia tem cinco casos confirmados.

Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência para Varíola dos Macacos
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Saúde 28 Jul 2022 - 16:04
Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência para Varíola dos Macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu criar um Comitê Técnico da Emergência Monkeypox (varíola dos macacos) para que as áreas técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de farmacovigilância e de terapias avançadas atuem em processo colaborativo, inclusive com os profissionais de saúde e a comunidade científica. A expectativa é que esse comitê reúna as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas.  “A equipe técnica atuará com orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde pública. O objetivo dessas orientações para desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários para a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações”, informou a Anvisa.

O que é 

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Essa doença começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos. Uma erupção geralmente se desenvolve de um a três dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A  doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto. 

Histórico

Em 23 de julho de 2022, a varíola dos macacos foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Desde o início do recente surto da varíola, a Anvisa tem acompanhado a situação, inclusive com orientação de ações na área de portos, aeroportos e fronteira, emissão de notas técnicas para orientar os serviços de saúde e doação de sangue.

Brasil negocia compra de vacinas contra a varíola dos macacos
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Saúde 27 Jul 2022 - 14:00
Brasil negocia compra de vacinas contra a varíola dos macacos

Com mais de 800 casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil, o país negocia com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição da vacina contra o vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença. Em nota, o Ministério da Saúde publicou que está em tratativas com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a OMS para aquisição de doses para a população. O ministério está trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais, a depender da capacidade de produção da empresa e da capacidade de aquisição. A Opas está em tratativas com o fabricante para que, o mais breve possível, essas vacinas estejam disponíveis. A varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. É considerada uma zoonose viral, ou seja, o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais. Os sintomas são semelhantes aos da varíola chamada smallpox, erradicada em 1980. Mesmo os sintomas sendo parecidos, eles são considerados clinicamente menos graves.

São Gonçalo dos Campos tem caso suspeito de varíola do macaco
Foto: Dado Ruvic - Reuters
Saúde 27 Jul 2022 - 09:00
São Gonçalo dos Campos tem caso suspeito de varíola do macaco

O município de São Gonçalo dos Campos tem um caso suspeito de varíola dos macacos. A informação foi divulgada pela secretaria estadual da Saúde. Ao todo 38 casos suspeitos aguardam diagnóstico laboratorial. Os casos em investigação são dos municípios de Barra (1), Ibicaraí (2), Laje (1), Lauro de Freitas (1), Mutuípe (3), Porto Seguro (1), Salvador (18), Santa Cruz Cabrália (1), Santo Antônio de Jesus (3), São Miguel das Matas (1) e Vitória da Conquista (3). A varíola do macaco pode ser transmitida pelo contato com fluidos corporais, secreções respiratórias, lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas. Há também o risco de contaminação pela utilização de materiais contaminados, como toalhas, roupas de cama e utensílios domésticos contaminados e/ou contato com animais infectados pelo vírus. Os principais sintomas observados nos indivíduos infectados são febre, dor de cabeça, dores nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, lesões na pele, que começam no rosto e se espalham pelo corpo, atingindo principalmente as mãos e os pés. O vírus tem um período de incubação que pode variar de cinco a 13 dias. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os sintomas duram de 16 a 21 dias. 

Sesab confirma caso de varíola dos macacos em Ilhéus
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Saúde 26 Jul 2022 - 14:36
Sesab confirma caso de varíola dos macacos em Ilhéus

O primeiro caso no interior da Bahia da varíola dos macacos foi confirmado pela Secretaria de Saúde da Bahia nesta terça-feira (26). A notificação foi do município de Ilhéus. Com este novo registro, o estado soma seis casos. O paciente tem histórico de viagem para Europa. A Sesab não deu mais informações sobre o paciente. Outros 31 casos suspeitos da doença causada pelo vírus Monkeypox estão sendo investigados. São notificações dos municípios de Barra (01), Ibicaraí (02), Laje (01), Mutuípe (03), Porto Seguro (01), Salvador (15), Santa Cruz Cabrália (01), Santo Antônio de Jesus (03), São Miguel das Matas (01) e Vitória da Conquista (03). Em todos os casos, as medidas sanitárias de monitoramento dos contactantes próximos, bem como isolamento foram adotadas, segundo a pasta. Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.

Confirmado segundo caso de varíola dos macacos na Bahia
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Saúde 15 Jul 2022 - 08:30
Confirmado segundo caso de varíola dos macacos na Bahia

Um segundo caso da doença causada pelo vírus Monkeypox (conhecida como varíola do macaco) foi confirmado pelos centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Salvador e o da Bahia, nesta quinta-feira (14). O indivíduo reside em Salvador e tem histórico de viagem internacional. O primeiro caso na Bahia foi confirmado nesta quarta-feira (13). O outro registro suspeito foi descartado e mais quatro notificações de residentes em Salvador estão sendo investigadas. As medidas sanitárias de monitoramento dos contactantes próximos, bem como isolamento foram adotadas. Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.  A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões. 

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