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Um sargento aposentado da Polícia Militar foi encontrado morto dentro da própria residência na tarde deste domingo (17), no povoado de Lagoa do Timóteo, zona rural do município de Cândido Sales, no sudoeste da Bahia. Segundo informações da Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 18h24 após uma denúncia de encontro de cadáver no imóvel. Equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) se deslocaram até o endereço para averiguar a situação. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados por familiares de que o militar aposentado já não apresentava sinais vitais. Durante a verificação da residência, não foram encontrados sinais de violência, arrombamento ou qualquer vestígio que indicasse ação criminosa. De acordo com as autoridades, a ausência de indícios de crime reforça a hipótese inicial de que o óbito tenha ocorrido por causas naturais. Mesmo assim, os procedimentos legais foram adotados para apuração do caso. A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela realização da perícia no local. Após os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, onde será submetido à necropsia para confirmação da causa da morte.
Uma investigação sobre a atuação de grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, identificou repasses que somam aproximadamente R$ 15 milhões em um período de dois anos e meio a um policial militar aposentado que está preso e responde a processos sob acusação de comandar uma milícia privada envolvida em grilagem de terras na região. De acordo com informações do Ministério Público da Bahia, as transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram detectadas por meio de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento aponta movimentação considerada atípica nas contas de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ex-sargento da PM baiana. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os valores eram transferidos para Erlani ou para sua empresa de segurança e, posteriormente, redirecionados para contas suspeitas de serem utilizadas como interpostas pessoas. O Ministério Público sustenta que os principais remetentes são empresas do setor agropecuário atuantes na região de Correntina e municípios vizinhos. Entre as empresas citadas estão a Agrothathi Ltda., que teria transferido R$ 2,6 milhões no período investigado; a Agropecuária Ubatuba, com quase R$ 1 milhão; e a empresa Água Santa, ligada ao cultivo de batata-inglesa, que também teria realizado repasses superiores a R$ 1 milhão. As empresas afirmam que mantiveram contratos formais e lícitos de prestação de serviços, com emissão regular de notas fiscais, e negam qualquer irregularidade. O Ministério Público aponta que Erlani é réu em dois processos, sob acusações de constituição de milícia privada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com as denúncias, o grupo investigado teria atuado com ameaças, agressões e sequestros em disputas fundiárias na região. Além dele, um suposto ajudante também está preso. As investigações seguem em andamento e, embora mencionadas nos relatórios financeiros, as empresas citadas não figuram como rés nas ações até o momento. O oeste da Bahia é considerado um dos principais polos agropecuários do país e registra histórico de conflitos relacionados à posse de terras. A defesa do policial aposentado nega as acusações e afirma que ele atuava regularmente por meio de empresa de segurança patrimonial contratada por produtores rurais. O caso continua sob apuração do Ministério Público e da Justiça estadual.
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