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O prazo da chamada janela partidária para as eleições de 2026 se encerra nesta sexta-feira (3), marcando o fim de um período estratégico para a reorganização das forças políticas no país. O mecanismo, aberto no dia 5 de março, permite que deputados federais, estaduais e distritais troquem de partido sem risco de perder o mandato. Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a regra estabelece um intervalo de 30 dias em anos eleitorais para a mudança de legenda por parlamentares eleitos pelo sistema proporcional. A medida funciona como uma “justa causa” para a desfiliação, dispensando justificativas formais durante esse período. Neste ano, o benefício alcança apenas deputados federais, estaduais e distritais. Vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela, já que não estão em fim de mandato. Já os ocupantes de cargos majoritários — como presidente da República, governadores e senadores — podem mudar de partido a qualquer momento, sem necessidade de justificativa legal. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o mandato nos cargos proporcionais pertence ao partido político, e não ao candidato eleito. Por isso, fora da janela partidária, a troca de sigla só é permitida em situações específicas, como mudança no programa partidário, discriminação política pessoal ou anuência da legenda, conforme previsto na legislação. Criada a partir da reforma eleitoral de 2015 e consolidada pela Emenda Constitucional nº 91 de 2016, a janela partidária se tornou um dos principais instrumentos de movimentação política pré-eleitoral, influenciando diretamente a formação de alianças e estratégias para as eleições, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
O governador Jerônimo Rodrigues aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia, segundo levantamento encomendado ao Instituto TML e registrado na Justiça Eleitoral. Os dados indicam vantagem numérica nos cenários estimulados avaliados. No primeiro cenário apresentado aos entrevistados, com múltiplos nomes, Jerônimo soma 52,51% das intenções de voto. ACM Neto registra 35,65%. José Carlos Aleluia aparece com 1,03% e Ronaldo Mansur com 0,93%. Brancos e nulos totalizam 0,93%, enquanto 8,95% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Nesse cenário, o percentual do atual governador ultrapassa a metade dos votos válidos. Em um segundo cenário estimulado, considerando apenas dois postulantes, Jerônimo Rodrigues atinge 54,24%, enquanto ACM Neto marca 37,70%. Brancos e nulos somam 0,73%, e 7,33% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Na modalidade espontânea, quando não são apresentados nomes previamente, Jerônimo registra 22,54% das menções, seguido por ACM Neto, com 15,94%. João Roma aparece com 2,10%, e Rui Costa com 2,05%, embora estes dois últimos não figurem como pré-candidatos ao governo estadual. O levantamento foi realizado entre terça-feira (18/02/2026) e sexta-feira (21/02/2026), com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,17 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número BA-07735/2026 no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.
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