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O Governo da Bahia abriu processo seletivo simplificado com 170 vagas temporárias para o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia. Entre os municípios contemplados está Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, que contará com uma vaga para a função de atendente. De acordo com o edital divulgado pelo Estado, os salários podem chegar a R$ 3.810,40, a depender do cargo. As inscrições começam nesta segunda-feira (11) e seguem até sexta-feira (15), sendo realizadas exclusivamente pela internet. A seleção será realizada por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e contará com etapa única de avaliação curricular, de caráter eliminatório e classificatório. As oportunidades são destinadas a candidatos de níveis médio e superior nas áreas de administração, ciências contábeis, ciências jurídicas, jornalismo, engenharia civil, arquitetura, psicologia, examinador de trânsito e atendente. Além de Livramento de Nossa Senhora, o edital prevê vagas em municípios como Brumado, Vitória da Conquista, Jequié, Itabuna, Feira de Santana e Salvador. Os contratos terão duração inicial de até 36 meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Para os cargos de nível superior, a remuneração inclui vencimento básico, gratificação, auxílio refeição e auxílio transporte. O processo seletivo também prevê reserva de vagas para pessoas negras e candidatos com deficiência. A seleção terá validade de um ano, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
A prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Batista Silva Morais Sampaio, apresentou nesta sexta-feira (10) um levantamento sobre o endividamento do município durante sessão na Câmara de Vereadores, no Sudoeste da Bahia. Em uma fala de forte tom, a gestora defendeu sua administração e criticou duramente gestões anteriores. A prefeita afirmou que se sentiu na obrigação de mostrar à população a situação em que recebeu o município. "Jamais eu iria aceitar as críticas que eu vejo nesses grupos dizendo que Joanina não tem competência para administrar o município. Mas hoje chegou a hora do município saber o porquê", declarou. Segundo Joanina, a dívida acumulada totaliza R$ 184.771.623,98, além de um débito de PASEP no valor de R$ 6.198.653. A prefeita comparou com o endividamento de 2016, quando a dívida era de R$ 68.910.000. "É dinheiro que dá para qualquer prefeito administrar o município e deixar o seu legado", afirmou. A gestora informou que a atual administração paga mensalmente R$ 2.696.572 em parcelas de débitos deixados por gestões anteriores. Somente em outubro foram pagos R$ 1.194.000 para quitar dívidas herdadas. "Tiraram dos cofres do município 1 milhão 194 todo mês para pagar débitos de gestores anteriores. Desde quando o município vai dizer que isso está certo?", questionou aos vereadores. Joanina destacou que parte da dívida se refere a impostos que deveriam ter sido pagos mensalmente, mas foram deixados em aberto. "Jamais irá existir um débito de INSS, de impostos que não foram pagos nas gestões anteriores. É vergonhoso", declarou. A apresentação ocorreu em meio às discussões sobre um empréstimo de até R$ 100 milhões em análise pela Câmara. Segundo a prefeita, o recurso seria destinado a investimentos diante das limitações orçamentárias. Joanina afirmou que convocou os vereadores desde o início das negociações para apresentar os detalhes, negando interesse pessoal ou informações escondidas. "Disseram ontem nas redes sociais que não ficou nenhum débito para a prefeita e que a prefeita hoje não faz se ela quiser, ou talvez porque ela não tem a competência. Mas Livramento vai ver", afirmou a gestora, rebatendo críticas nas redes sociais. A prefeita informou que está negociando a renegociação do débito de PASEP, buscando desconto de 60% e parcelamento em 120 meses. "Recorri, fui lá e tentamos negociar. Porque se não for assim, a gente não consegue pagar", explicou. Joanina também destacou investimentos na saúde. O município conta com 11 especialidades médicas, faltando apenas neurologia e nefrologia. O investimento em 2025 foi de R$ 21.970.000, superior aos R$ 15 milhões de anos anteriores. A prefeita afirmou que tem conseguido emendas de deputados que não possuem votos em Livramento, mas reconhecem seu trabalho. A gestora encerrou pedindo aos vereadores que fiscalizem sua administração e reafirmando compromisso até 2028. A sessão também teve homenagem póstuma à moradora Dona Didi.
Na última segunda-feira (23), a prefeita Joanina Sampaio cumpriu agenda oficial em Salvador acompanhada do secretário municipal de Educação, Probo Meira, do deputado federal Daniel Almeida, da reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Adriana Marmori, e de Elias Dourado. O encontro teve como pauta principal a ampliação da oferta de ensino superior no município de Livramento de Nossa Senhora. Durante a reunião institucional, foi protocolado oficialmente o pedido para que a Uneb passe a ofertar cursos de graduação no município, por meio de parceria com a Prefeitura. A proposta prevê a construção de um modelo de cooperação que permita a implantação de cursos superiores públicos e gratuitos, atendendo à demanda local e regional. A iniciativa busca ampliar o acesso ao ensino superior sem que os estudantes precisem se deslocar para outros centros urbanos. Segundo a gestão municipal, a medida integra o planejamento estratégico da política educacional, com foco na formação acadêmica, no fortalecimento do desenvolvimento regional e na geração de novas oportunidades para a juventude livramentense. Durante o encontro, a reitora Adriana Marmori sinalizou que a universidade fará análise técnica sobre a viabilidade da proposta, considerando critérios acadêmicos, estruturais e orçamentários. Também deverão ser avaliados os trâmites institucionais necessários para eventual formalização da parceria.
O Carnaval da Bahia de 2026 registrou o maior investimento da história na área da saúde. Segundo o Governo do Estado da Bahia, foram aplicados R$ 15 milhões em ações estratégicas na capital e no interior, um aumento de 189% em comparação ao ano anterior. De acordo com a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, a ampliação dos recursos permitiu estruturar um plano integrado com foco em prevenção, diagnóstico precoce, assistência e resposta rápida durante o período da festa. Durante os dias de folia, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia realizou 34.672 testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Os atendimentos ocorreram em seis postos instalados em Salvador, Itabuna, Juazeiro, Porto Seguro e Brumado, representando um crescimento de 91% no número de exames em relação ao ano anterior. Também foram distribuídos cerca de 1,2 milhão de preservativos, além de 1.382 autotestes de HIV e insumos como PEP e PrEP. A campanha promovida pela Fundação Hemoba arrecadou 1.584 bolsas de sangue, número 375,7% superior ao registrado em 2025. O reforço nas ações de mobilização e na estrutura de atendimento foi apontado como fator determinante para o aumento das doações, garantindo maior segurança nos estoques da rede hospitalar. O reforço nas escalas de plantão assegurou equipes técnicas de prontidão nas unidades estaduais. Ao todo, foram registradas 127 ocorrências nos circuitos da folia, além das demais demandas emergenciais. No Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, foram atendidos 80 casos relacionados diretamente ao Carnaval ao longo dos seis dias de festa. O Centro de Atendimento a Múltiplas Vítimas do HGE também permaneceu de prontidão. A estrutura, com capacidade para atender até 60 pacientes simultaneamente, não precisou ser acionada. Na capital, o serviço de Assistência à Mulher Exposta à Violência Sexual (AME), mantido no Hospital da Mulher, funcionou 24 horas durante o Carnaval. Segundo a Sesab, não houve registros de atendimentos no período.
A Prefeitura de Guanambi, no sudoeste da Bahia, enfrenta uma crise financeira que tem provocado atrasos no pagamento de servidores contratados. A situação foi divulgada nesta segunda-feira (12) pela radialista Layane Cotrim, da Rádio Alvorada FM, após relatos de trabalhadores que afirmam não receber os vencimentos conforme o calendário esperado. Segundo os servidores, os atrasos têm se repetido e já comprometem o orçamento familiar. Entre as principais dificuldades relatadas estão pagamentos de contas de água, energia e despesas básicas de alimentação. Muitos afirmam que dependem exclusivamente do salário para manter a rotina doméstica e que a instabilidade tem gerado preocupação e desgaste emocional. Até o momento, os trabalhadores dizem não ter recebido esclarecimentos da administração municipal sobre os motivos da demora nos repasses. A falta de informações tem ampliado o clima de insegurança e ampliado a cobrança por transparência. A categoria aguarda um posicionamento oficial da prefeitura e a regularização dos pagamentos, enquanto o cenário segue sem previsão de resolução.
Na cidade de Jussiape, na Chapada Diamantina, servidores da educação vêm enfrentando recorrentes atrasos no pagamento dos salários, situação atribuída à gestão do prefeito José Santos Luz (Avante). De acordo com informações da categoria, os vencimentos vêm sendo creditados sistematicamente após o prazo legal de cinco dias úteis de cada mês, comprometendo a organização financeira dos trabalhadores. Além do atraso, educadores relatam desigualdade na liberação dos pagamentos, já que parte dos profissionais recebe antes e outro grupo permanece aguardando por mais tempo. Segundo o diretor da APLB-Sindicato, professor Dourival Caíres, o problema se intensificou no final do ano, quando servidores passaram a virada sem receber os salários de dezembro e sem o terço constitucional de férias. Diante do cenário, o sindicato acionou seu setor jurídico e protocolou, em 14 de outubro de 2024, um Mandado de Segurança Coletivo para garantir que o pagamento seja realizado dentro do prazo legal e de forma igualitária entre todos os trabalhadores. Em despacho emitido em 16 de dezembro, o juiz responsável determinou que o Município de Jussiape se manifeste em até dez dias sobre as alegações apresentadas. O caso segue em tramitação, enquanto educadores aguardam uma solução definitiva para assegurar a regularidade salarial e o cumprimento dos direitos da categoria.
Os Correios anunciaram na segunda-feira (29) um plano de reestruturação que prevê o fechamento de 16% das agências próprias em funcionamento no país. A medida representa cerca de mil unidades, de um total aproximado de 6 mil mantidas diretamente pela estatal. Segundo a empresa, a iniciativa tem como objetivo reduzir os déficits registrados desde 2022. Com o fechamento das agências, a estimativa é de uma economia de R$ 2,1 bilhões. Atualmente, além das unidades próprias, cerca de 10 mil pontos de atendimento operam por meio de parcerias, prestando serviços à estatal em todo o território nacional. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que o processo será conduzido de forma a não comprometer a obrigação legal da empresa de garantir a universalização do serviço postal. “A gente vai fazer a ponderação entre resultado financeiro das agências e o cumprimento da universalização para não ferir esse princípio ao fecharmos pontos de venda”, disse durante coletiva de imprensa em Brasília. Além do fechamento de unidades, o plano prevê uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028. Entre as medidas anunciadas estão a venda de imóveis e a implementação de dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs), com a expectativa de reduzir o quadro de funcionários em até 15 mil empregados até 2027. De acordo com Rondon, cerca de 90% das despesas da estatal são classificadas como fixas, o que dificulta ajustes rápidos diante das mudanças no mercado. O presidente destacou que essa rigidez tem impacto direto nos resultados financeiros da empresa. A reestruturação já era esperada diante dos sucessivos prejuízos acumulados desde 2022. Segundo a direção da estatal, os Correios enfrentam um déficit estrutural anual de aproximadamente R$ 4 bilhões, atribuído ao custo de manter a universalização dos serviços. Em 2025, a empresa registra um saldo negativo de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano e um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.
O prefeito de Jussiape, Zé Luz (Avante), apresentou esclarecimentos sobre questionamentos relacionados à contratação de serviços terceirizados na rede municipal de ensino. A apuração teve origem em denúncia apresentada pela APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia e pela Auditoria Pública Cidadã Baiana (AUCIB), que apontam supostas irregularidades no uso de recursos do Fundeb. As entidades questionam um contrato firmado entre a Prefeitura de Jussiape e a empresa Sertel Serviços Terceirizados Ltda., no valor global de R$ 11,45 milhões, que contempla funções como auxiliar de classe e monitor escolar. Segundo a denúncia, essas atividades integrariam a atividade-fim da educação básica e, por isso, não poderiam ser terceirizadas, além de estarem, supostamente, substituindo cargos efetivos do quadro municipal. Em resposta, a gestão municipal sustenta que não há irregularidade na contratação e que os valores pagos com recursos do Fundeb respeitam os limites legais. Conforme informações apresentadas pela Prefeitura, o gasto total com a empresa terceirizada ao longo do ano, custeado com recursos do Fundeb, foi de R$ 556.788,28, valor distribuído ao longo em cinco repasses: R$ 68.285,71, R$ 178.476,13, R$ 147.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 133.026,44. O montante corresponde a menos que 13% do total recebido pelo município via Fundeb no exercício analisado. “O que precisa ficar claro é que não houve extrapolação da lei. O percentual utilizado está muito abaixo do limite permitido. A legislação autoriza que até 30% do Fundeb seja destinado a esse tipo de despesa, e em Jussiape usamos menos de 13%”, afirmou o prefeito Zé Luz, destacando que a administração age com responsabilidade fiscal e transparência na aplicação dos recursos públicos. O governo reforça ainda que as contratações terceirizadas atendem a necessidades específicas da rede municipal de ensino e não configuram substituição irregular de servidores efetivos. A gestão afirma estar à disposição do Ministério Público para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia que, com a análise técnica dos dados e documentos apresentados, ficará demonstrada a legalidade dos atos administrativos.
Um lavrador de 36 anos, morador da zona rural de Igaporã, perdeu R$ 11.580 após ser alvo do golpe do “falso advogado”. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia. De acordo com o boletim, Edinardo Selvino da Silva recebeu mensagens pelo WhatsApp de um número com DDD 77. Os golpistas utilizaram o nome do advogado Léo Humberto Guanais, de Riacho de Santana, e informaram falsamente que uma ação judicial movida por ele teria sido decidida de forma favorável. Na sequência, outro estelionatário entrou em contato por vídeo chamada usando um número com DDD 11. Ele orientou o agricultor a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, afirmando que o valor seria devolvido juntamente com um suposto crédito de R$ 45 mil. Após o depósito inicial, os criminosos exigiram mais R$ 1.580, quantia que também foi enviada. A vítima desconfiou da fraude quando o contato foi encerrado repentinamente. Ao procurar a secretária do advogado, soube que nenhuma ação estava em andamento e que se tratava de um golpe. O caso será investigado pela Polícia Civil.