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O Instituto Nacional do Seguro Social suspendeu por tempo indeterminado o recebimento de novas averbações de crédito consignado do Agibank após uma auditoria da Controladoria-Geral da União identificar irregularidades consideradas graves. Segundo o órgão, há indícios consistentes de que o banco realizou operações sem o consentimento dos beneficiários e praticou condutas que levantam suspeita de fraude em larga escala. A CGU apontou a existência de 1.192 contratos firmados depois da morte dos titulares entre 2023 e 2025. Desse total, 163 foram registrados mesmo após o benefício estar oficialmente cessado nos sistemas do INSS. O relatório também registrou um caso em Fortaleza no qual um segurado teve sete contratos vinculados ao seu nome, três deles ausentes dos registros oficiais. A ação irregular acrescentou mais de 17 mil reais à dívida, sem repasse ao beneficiário. Outro ponto considerado crítico pelo levantamento foi o comportamento das taxas de juros aplicadas pelo banco. Mais de cinco mil contratos apresentaram juros inferiores a 0,4% ao mês e outros 33 mil registraram percentuais abaixo de 1%, valores muito distantes da prática de mercado e que, segundo a auditoria, podem ter sido usados para burlar mecanismos de controle durante a averbação. Diante dos achados, o INSS comunicou a Polícia Federal e a Corregedoria do próprio instituto. A suspensão das operações com o Agibank permanecerá vigente até o encerramento do processo administrativo, que inclui prazo para defesa da instituição financeira.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, concluída em outubro, identificou aumento no tempo de espera para atendimento em diversas especialidades médicas da rede pública entre 2019 e 2024. O levantamento apontou piora em 14 das 26 áreas avaliadas, mesmo com a ampliação de leitos e investimentos pontuais no período. Segundo o relatório, procedimentos de média e alta complexidade estão entre os mais afetados. A espera para cirurgias torácicas, por exemplo, passou de uma média de quatro dias para mais de dez, podendo chegar a 17 dias em algumas regiões do estado. Também houve crescimento no tempo de resposta para consultas em especialidades como Hematologia, Oncologia, Urologia e Pneumologia. O estudo mostrou ainda que somente nove especialidades apresentaram melhora e outras três permaneceram estáveis. Apesar disso, o TCE concluiu que a estrutura atual da rede estadual não tem sido suficiente para reduzir a fila de atendimento. A auditoria também destacou falhas operacionais e administrativas que contribuem para o aumento das filas, como a quantidade reduzida de médicos nas centrais de regulação, o uso predominante de trabalhadores terceirizados e a ausência de concursos públicos desde 2019. Outro ponto crítico levantado foi a centralização do sistema de regulação desde 2020, quando os complexos regionais foram desativados e a Central Estadual de Regulação passou a coordenar quase toda a demanda. A unidade hoje atende 389 municípios e mais de 13 milhões de habitantes. Especialistas ouvidos pelo Tribunal afirmaram que a demora está relacionada à baixa cobertura de atenção básica e à falta de profissionais especializados, sobretudo em áreas consideradas sensíveis, como oncologia e hematologia. A Secretaria de Saúde do Estado foi procurada para se manifestar sobre os resultados da auditoria, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
A conselheira Aline Peixoto, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, indeferiu o pedido de medida cautelar apresentado após denúncias de supostas irregularidades no Carnaval de 2025 em Rio de Contas. O processo foi movido pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho, o Bado, contra o prefeito Célio Evangelista da Silva, o servidor municipal Amarildo Nunes de Souza e a secretária municipal de Finanças, Carla Patrícia Araújo Bonfim. Na representação, o vereador apontou possíveis falhas como arrecadação informal de valores junto a ambulantes, inclusão de pessoas na folha de pagamento sem vínculo funcional, confecção posterior de recibos para justificar despesas, contratações sem processo administrativo regular e eventual promoção pessoal do prefeito durante a festa. Segundo o parlamentar, o cantor Pedro Silva de Souza teria recebido nove mil reais em lançamento único na folha municipal, sem comprovação de vínculo ou serviço prestado. Ao analisar o pedido, a relatora reconheceu que os fatos relatados exigem apuração detalhada, por envolverem recursos públicos e possíveis irregularidades administrativas. No entanto, destacou que as situações narradas se referem a um evento já encerrado e não apresentam sinais de continuidade ou risco imediato ao erário que justifiquem a adoção de medida urgente. A conselheira ressaltou que as questões levantadas serão examinadas no julgamento de mérito, após a formação do contraditório. Também foi registrado no processo que parte dos fatos já está sob apuração do Ministério Público da Bahia.
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