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PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre o Banco Master
BRASIL 21/Jul/2026 - 23h04
Foto: Blog Regional

PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre o Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito da investigação que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master. O inquérito tramita sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva faz parte do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, além da adoção de medidas de restrição relacionadas às suas atividades econômicas, por determinação judicial. Segundo a investigação, a PF apura uma possível ligação entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas vinculadas ao Banco Master. Os investigadores buscam esclarecer se houve o repasse de vantagens econômicas ao parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias relacionadas à instituição financeira. Os autos também apontam que Jaques Wagner teria mantido contato frequente com Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master e investigado por operações financeiras relacionadas ao caso. Conforme a Polícia Federal, ele seria o responsável por intermediar supostos benefícios destinados ao senador. Jaques Wagner nega ter recebido qualquer vantagem indevida e afirma que demonstrará a legalidade de sua conduta durante a investigação. Até o momento, o senador não foi denunciado pelo Ministério Público nem é réu no processo, permanecendo sob a garantia da presunção de inocência.

Polícia Federal cumpre mandado em imóvel de Jaques Wagner durante nova fase da Operação Compliance Zero
BAHIA 18/Jun/2026 - 09h31
Foto: Blog Regional

Polícia Federal cumpre mandado em imóvel de Jaques Wagner durante nova fase da Operação Compliance Zero

O senador Jaques Wagner, líder do Governo Federal no Senado, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.


A ação faz parte de uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça relacionado ao Banco Master. Nesta etapa da operação, policiais federais realizaram diligências em endereços localizados no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.


Em Salvador, o mandado foi executado em um apartamento ligado ao senador, situado no bairro do Corredor da Vitória, uma das áreas mais valorizadas da capital baiana. O local foi alvo de buscas determinadas pela Justiça no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.


Até a última atualização das informações, a assessoria de comunicação de Jaques Wagner não havia se manifestado sobre a operação. O parlamentar é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e possui longa trajetória política na Bahia, onde exerceu mandatos como deputado federal e governador do estado antes de chegar ao Senado.


A Operação Compliance Zero investiga movimentações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e privados. A Polícia Federal e os órgãos responsáveis pelo caso seguem reunindo elementos para esclarecer os fatos apurados durante a investigação.


O cumprimento de mandado de busca e apreensão não representa condenação ou reconhecimento de culpa, tratando-se de uma medida prevista em lei para coleta de provas e aprofundamento das investigações em andamento.

CPI do Crime Organizado mira integrantes do STF e da PGR
POLíTICA 14/Abr/2026 - 12h31
Foto: Pedro França/Agência Senado

CPI do Crime Organizado mira integrantes do STF e da PGR

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um relatório que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República. Entre os nomes citados estão os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet. A base do pedido está relacionada ao caso envolvendo o Banco Master. Segundo o relator, há indícios de crimes de responsabilidade, como atuar em julgamento mesmo estando legalmente impedido e adotar condutas incompatíveis com a função pública. As infrações citadas estão previstas na Lei nº 1.079/1950 e podem ser julgadas pelo próprio Senado Federal. O relatório, que possui 221 páginas, ainda precisa ser analisado e votado pela comissão. Um eventual pedido de vista pode adiar a decisão. Ao justificar a medida, o senador destacou que o foco está em casos que fogem dos mecanismos tradicionais de investigação.

Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 3,6 milhões de banco para empresa de ACM Neto
BAHIA 11/Mar/2026 - 18h00
Foto: Divulgação

Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 3,6 milhões de banco para empresa de ACM Neto

Uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto recebeu cerca de R$ 3,6 milhões em repasses do Banco Master, instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central do Brasil. De acordo com reportagem do jornal O Globo, os pagamentos teriam ocorrido logo após as eleições de 2022, com transferências registradas em dezembro daquele ano e também entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado pela publicação, ACM Neto confirmou o recebimento dos valores e afirmou que os recursos são referentes a serviços de consultoria prestados. Segundo a reportagem, o político baiano é sócio da empresa A&M Consultoria Ltda., criada em (28) de dezembro de 2022, ao lado da esposa, com capital social inicial de R$ 2 mil. Dados analisados pelo Coaf indicam que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da gestora Reag Investimentos e R$ 1,3 milhão em nove transferências do Banco Master, totalizando R$ 2,9 milhões nesse período. Ainda segundo as informações, durante aproximadamente um ano a empresa distribuiu a ACM Neto cerca de R$ 4,2 milhões em rendimentos, por meio de 14 repasses. O relatório também aponta que, em março de 2023 e junho de 2023, a empresa recebeu R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag. Dados da Receita Federal do Brasil indicam que a A&M Consultoria está registrada com atividade principal de consultoria em gestão empresarial e atividade secundária voltada ao apoio à educação. Em resposta ao jornal, ACM Neto informou que se manifestaria inicialmente por meio de nota elaborada com seu advogado. No texto enviado à reportagem, ele afirmou que criou a empresa após deixar cargos públicos e que passou a prestar serviços de consultoria a diferentes clientes, incluindo o Banco Master e a Reag. No comunicado, o ex-prefeito declarou que os contratos foram firmados formalmente, com recolhimento de impostos e execução efetiva de serviços, relacionados principalmente à análise da agenda político-econômica nacional e à realização de reuniões com equipes técnicas e jurídicas das instituições contratantes. O político também afirmou que os serviços prestados não têm relação com eventuais investigações mencionadas em reportagens e que os valores recebidos, declarados e distribuídos são compatíveis com as atividades desenvolvidas pela empresa.

STF determina prisão de Daniel Vorcaro e bloqueio bilionário de bens
BRASIL 04/Mar/2026 - 21h51
Foto: Reprodução/Internet

STF determina prisão de Daniel Vorcaro e bloqueio bilionário de bens

O banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal, denominada Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição. No momento da detenção, Vorcaro estava em São Paulo. Além da prisão preventiva, o ministro determinou o sequestro e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper transações financeiras do grupo investigado e preservar valores que podem estar relacionados às irregularidades apuradas. A Operação Compliance Zero chegou à terceira fase e investiga um suposto esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master. Segundo as autoridades, as apurações buscam identificar a extensão das operações e possíveis beneficiários do sistema investigado. Após a prisão, o empresário foi encaminhado para a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.

Reportagens apontam contrato milionário entre banco e escritório da esposa de ministro do STF
JUSTIçA 11/Dez/2025 - 18h52
Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Reportagens apontam contrato milionário entre banco e escritório da esposa de ministro do STF

Reportagens publicadas pelos sites Metrópoles e O Globo apontam a existência de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Advogados, que teria valor total de R$ 129 milhões. De acordo com as informações divulgadas, o pagamento estaria previsto para ocorrer ao longo de 36 meses, a partir do início de 2024, o que representaria repasses mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões. O escritório é comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ainda segundo as reportagens, dois dos três filhos do ministro também atuam profissionalmente na banca. Uma cópia digital do contrato teria sido encontrada no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em meados do mês passado. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira. De acordo com a apuração divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o contrato não estaria vinculado a um processo específico, mas previa a prestação de serviços jurídicos em diferentes demandas, conforme a necessidade do banco. Após a publicação das informações, os veículos informaram que tentaram contato com o ministro Alexandre de Moraes e com o escritório Barci de Moraes Advogados para manifestação, mas não obtiveram resposta até a última atualização. Os textos informam que eventuais posicionamentos serão acrescentados caso haja retorno. Ainda segundo reportagens anteriores do Metrópoles, a família do ministro adquiriu recentemente um imóvel de alto padrão no Lago Sul, área nobre de Brasília. O imóvel, com cerca de 725 metros quadrados, teria sido adquirido por R$ 12 milhões, com pagamento à vista, conforme noticiado pelo portal.

Toffoli viaja em jatinho de empresário dias antes de assumir caso do Banco Master
JUSTIçA 08/Dez/2025 - 10h14
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Toffoli viaja em jatinho de empresário dias antes de assumir caso do Banco Master

Dias antes de assumir o controle integral do processo envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e outros executivos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli realizou uma viagem internacional que passou a chamar atenção. O destino foi Lima, onde assistiu à final da Copa Libertadores da América, em que o Palmeiras foi derrotado. O deslocamento de ida e volta não ocorreu em voos comerciais. Toffoli utilizou uma aeronave particular pertencente ao empresário Luiz Oswaldo Pastore, torcedor do clube paulista. A viagem no jatinho privado aconteceu às vésperas das decisões tomadas pelo ministro no processo relacionado ao Master, no qual ele decretou sigilo máximo. No mesmo voo estava o advogado Augusto Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça no governo federal e também torcedor do Palmeiras. Ele atua na defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master, que foi preso na operação da Polícia Federal que também deteve Vorcaro. A viagem contou ainda com a presença do ex-deputado Aldo Rebelo, que acompanhou o grupo até o Peru.

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