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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou nesta segunda-feira (30), durante evento político realizado em Feira de Santana, que a chapa apresentada pela oposição reúne os melhores quadros da Bahia para tirar o governo das mãos do PT e mudar o destino do estado. Segundo ele, ACM Neto (União Brasil) fez a lição de casa, trazendo para perto um nome forte do interior, como Zé Cocá (PP), reatando com antigos aliados, como João Roma (PL), e atraindo quem estava do outro lado em 2022, como Ângelo Coronel (Republicanos). Bruno lembrou da história de ACM Neto, que em 2008 perdeu a sua primeira eleição para prefeito de Salvador, mas que em 2012 voltou ainda mais forte, fazendo o dever de casa e se elegendo. Essa trajetória, segundo ele, tornou Neto um gestor ainda melhor para a capital baiana. “Vai ser como aconteceu com você antes, Neto: você não venceu em 2022, mas agora em 2026 a Bahia te espera para você entrar para a história como o maior governador de todos os tempos desse estado”, disse. O prefeito de Salvador disse que há quatro anos os eleitos da Bahia foram enganados por um candidato que ninguém conhecia e que se escondeu atrás de um número. “Só tínhamos uma coisa a dizer sobre ele: que era inexperiente e despreparado. E isso se confirmou, está aí o que estamos sofrendo. Agora já se passaram quatro anos e todos conhecem ele e sabem que a Bahia só fez piorar, em todas as áreas, nesses 20 anos do PT”, afirmou. “Por isso, chegou a hora da mudança com segurança. O governador que está aí foi testado e reprovado. Neto, diferentemente dele, já foi testado e aprovado, e está pronto para governar a Bahia para os mais carentes, para o interior da Bahia, para levar progresso para os quatro cantos do nosso estado”, completou. Bruno disse que, desde 2024, ele e outros prefeitos eleitos e reeleitos pela oposição, como o anfitrião da noite, José Ronaldo (União Brasil), almejavam ter Zé Cocá como pré-candidato a vice-governador. “Porque ele é um quadro público qualificado, mostrou seu potencial à frente da prefeitura de Lafaiete Coutinho, foi deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da UPB. Portanto, é um representante legítimo e nato do interior da Bahia”, comentou. Ele também comentou que a escolha de João Roma como pré-candidato ao Senado mostra que a oposição está mais unida do que nunca, e que sempre desejou trazer Ângelo Coronel para o seu grupo. Segundo ele, a chegada do atual senador mostra que ele reconhece que a Bahia merece muito mais do que o atual governo estadual entrega.
A disputa política na Bahia ganhou novos contornos nesta terça-feira (31), após uma declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre a situação do vice-governador Geraldo Júnior dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues. Ao comentar a indefinição sobre a permanência de Geraldo Jr. na chapa para a próxima eleição, Bruno criticou o que classificou como falta de respeito ao atual vice. Segundo ele, o cargo estaria sendo oferecido a diferentes nomes aliados do Partido dos Trabalhadores, sem uma definição clara. “O que estão fazendo com o atual vice-governador é algo deplorável. É uma desconsideração pública. Já ofereceram o cargo dele a mais de dez nomes e nenhum aceitou”, afirmou o prefeito. A fala teve repercussão imediata e provocou reação dentro do MDB. Horas depois, o ex-ministro e presidente de honra da sigla na Bahia, Geddel Vieira Lima, respondeu publicamente ao prefeito nas redes sociais. No comentário, Geddel relembrou episódios do passado político envolvendo Bruno Reis, especialmente o período em que o MDB indicou seu nome para compor chapa com ACM Neto na disputa pela Prefeitura de Salvador. Em tom crítico, o dirigente afirmou que a escolha de Bruno não teria sido consensual e que houve resistência interna. “Você sabe, e sabe também que tenho como provar, que Neto não te queria. Foi preciso eu, que tinha muita força à época, enfiar, depois de muita humilhação para você, seu nome pela goela dele”, escreveu. Geddel ainda completou dizendo que o MDB teve papel decisivo na trajetória política de Bruno Reis e pediu que o prefeito evitasse críticas ao partido. O episódio evidencia o clima de tensão nos bastidores da política baiana, especialmente diante das articulações para a formação de chapas e alianças visando as próximas eleições.
O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, atravessa um dos momentos mais delicados desde que foi alçado à condição de aliado estratégico na eleição de 2022. Integrante da chapa do governador Jerônimo Rodrigues, ele passou de símbolo de articulação política a nome questionado dentro da própria base governista. O desgaste não é recente. Desde o período em que foi lançado como candidato à Prefeitura de Salvador em 2024 — em uma disputa considerada difícil contra o prefeito Bruno Reis — Geraldo Jr. já demonstrava perda de protagonismo. Internamente, era visto como figura secundária e acabou vinculado a funções com pouco peso político, sem inserção efetiva nas decisões centrais do governo. Nos bastidores, a avaliação negativa se intensificou nos últimos meses. A situação se agravou após um episódio em que o vice teria compartilhado, ainda que por engano, um conteúdo com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, nome que desponta como candidato ao Senado na chapa governista. O episódio ampliou o desconforto dentro do grupo político. O cenário ficou ainda mais evidente em declarações públicas do próprio governador, que passou a admitir a possibilidade de mudanças na composição da chapa, inclusive com a entrada de outro partido na vaga de vice. A movimentação abriu espaço para o PSD, liderado pelo senador Otto Alencar, como possível ocupante do posto. Dentro do MDB, partido de Geraldo Jr., a reação foi imediata. Lideranças como Geddel Vieira Lima passaram a defender a permanência do vice na chapa, argumentando que qualquer substituição sem uma solução política seria interpretada como deslealdade. A tensão ultrapassou o cenário estadual e chegou ao debate nacional, diante do interesse do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o MDB alinhado ao governo. Mesmo assim, o enfraquecimento político de Geraldo Jr. permanece evidente. Ainda que permaneça na chapa, o vice-governador entra no novo ciclo eleitoral sob pressão e com menor capital político. Nos bastidores, cresce a percepção de que sua permanência depende mais de arranjos partidários do que de protagonismo próprio — um retrato das disputas internas que marcam a construção das alianças na Bahia.
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