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Um homem foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (3), suspeito de tentar vender canetas emagrecedoras na rua, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. A prisão ocorreu por volta das 15h, na Avenida Presidente Dutra, no cruzamento com a Avenida Maria Quitéria, na região central do município. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a ação foi realizada após uma denúncia anônima informar que o suspeito comercializava a substância tirzepatida nas proximidades de uma farmácia, sem registro sanitário na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Durante a abordagem, os policiais encontraram duas caixas de isopor utilizadas para armazenamento térmico. Dentro delas estavam oito ampolas identificadas como T.G IS – Tirzepatida 15mg/0,5ml, de fabricação estrangeira. Segundo a polícia, cada caixa contendo quatro ampolas era vendida por cerca de R$ 1,4 mil. O suspeito foi conduzido para a 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, onde foi autuado pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais sem registro sanitário. O material apreendido será encaminhado para perícia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a origem da substância e possíveis outros envolvidos na distribuição do produto.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (9), o regime de urgência para a análise do Projeto de Lei nº 68/2026, que propõe declarar de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound e autorizar a quebra de patente dos produtos. O requerimento foi aprovado por ampla maioria, com 337 votos favoráveis e 19 contrários, o que permite que a proposta seja analisada diretamente em plenário, sem passar pelas comissões temáticas da Casa. O projeto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Os medicamentos citados são agonistas do receptor GLP-1 e ficaram popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, utilizadas tanto no tratamento do diabetes quanto para perda de peso. A discussão no Congresso ocorre em um momento de alerta das autoridades sanitárias sobre o uso inadequado desse tipo de medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que, apesar de os riscos já constarem nas bulas, houve aumento nas notificações de eventos adversos no Brasil e em outros países, o que levou ao reforço das orientações de segurança. Entre os medicamentos da classe GLP-1 estão substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. A Anvisa ressaltou a necessidade de acompanhamento médico durante o uso desses fármacos. No cenário internacional, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido também divulgou, no início do mês, um alerta sobre o risco — considerado baixo — de pancreatite aguda grave associado ao uso das canetas emagrecedoras. Com a aprovação do regime de urgência, o projeto que trata da quebra de patente pode ser incluído na pauta do plenário a qualquer momento, acelerando a discussão sobre acesso, custo e segurança desses medicamentos no país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira (21), a comercialização, fabricação, distribuição, importação, divulgação e o uso de medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos que contenham retatrutida, de todas as marcas e lotes. Conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”, os itens vinham sendo comercializados principalmente por meio de redes sociais, como o Instagram. Segundo a Anvisa, os produtos são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador, o que torna a comercialização irregular em todo o território nacional. Em nota, a agência alertou que, por se tratarem de medicamentos de origem incerta, não há garantia quanto à composição, qualidade, eficácia ou segurança. Por esse motivo, a Anvisa afirmou que os produtos não devem ser utilizados “em nenhuma hipótese”. “A ausência de controle sanitário impede qualquer confirmação sobre o que, de fato, está sendo aplicado no organismo do consumidor”, destacou o órgão. A resolução que determina a proibição foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor. O descumprimento da medida pode gerar sanções administrativas, incluindo multas e apreensão dos produtos, além de responsabilização civil e criminal dos envolvidos. A Anvisa reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados e com prescrição médica, quando exigida, e orienta a população a denunciar a venda de produtos irregulares pelos canais oficiais do órgão.
Uma mulher de 60 anos foi presa na noite de quarta-feira (19) durante a Operação Olho Vivo, acusada de receptar canetas emagrecedoras roubadas de farmácias em Salvador. A prisão foi realizada por equipes do Batalhão Apolo após uma denúncia indicar a venda dos produtos na Rua Pará. Ao chegarem ao local informado, os policiais encontraram a mulher na porta de um imóvel, carregando uma sacola. Na abordagem, foram encontradas diversas unidades das canetas emagrecedoras. Em depoimento inicial, ela afirmou que o filho era responsável por fornecer os produtos e que apenas realizava a venda e a entrega. A suspeita também indicou que mais itens estavam guardados dentro da edificação, armazenados em uma geladeira. Após a verificação, os agentes apreenderam 27 caixas do medicamento, avaliadas em cerca de R$ 60 mil, além de dinheiro em espécie. A mulher foi conduzida à Delegacia de Repressão a Roubos e Recuperação de Cargas (DERRC), onde foram adotadas as medidas legais. Todo o material apreendido foi encaminhado à autoridade policial para continuidade das investigações.
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