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Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Bahia, evitaram comentar o aumento da pressão para que o vice-governador Geraldo Júnior deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues nas eleições deste ano. O silêncio ocorre em meio ao crescimento das especulações sobre possíveis mudanças na composição da chapa governista. Nos bastidores, as articulações são conduzidas principalmente pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Otto Alencar, que defendem maior espaço para o Partido Social Democrático (PSD). Durante coletiva de imprensa realizada na manhã de segunda-feira (09), o governador Jerônimo Rodrigues admitiu a possibilidade de alterações na chapa para contemplar o partido aliado. Segundo ele, há compromisso político com o senador Otto Alencar e a participação do PSD na majoritária faz parte das discussões em andamento. As especulações ganharam força após Geraldo Júnior compartilhar, na semana passada, em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas, uma mensagem com críticas ao ministro Rui Costa. A publicação foi apagada pouco tempo depois, mas repercutiu entre integrantes da base governista. Em meio ao episódio, Rui Costa fez uma manifestação interpretada como indireta ao vice-governador. Dentro do Palácio de Ondina, sede do governo estadual, aliados avaliam que a permanência de Geraldo Júnior na chapa se tornou mais incerta diante da pressão de partidos que integram a base política. No domingo (08), Rui Costa, Otto Alencar e o senador Jaques Wagner se reuniram para discutir o cenário e possíveis alternativas para a vaga de vice, entre elas o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, filiada ao PSD. A indefinição também levanta questionamentos sobre o futuro do MDB dentro da coalizão governista. Nos bastidores, há relatos de conversas entre integrantes do partido e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre uma possível reaproximação com o grupo oposicionista. O cenário político ficou ainda mais movimentado após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente sua saída do PSD e do grupo governista. O parlamentar negocia filiação ao Podemos, legenda que ficou sem representantes na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados no início da janela partidária.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou publicamente a composição da chapa governista para as eleições de 2026 na Bahia e deixou o senador Angelo Coronel fora do arranjo. A declaração foi feita durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no sábado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner. Durante entrevista, Rui Costa disse que deixará o ministério no fim de março para disputar uma vaga no Senado e que a chapa majoritária seria formada por Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo e Jaques Wagner ao Senado. O ministro também voltou a descartar qualquer possibilidade de disputar o governo estadual. A agenda em Maracás incluiu a inauguração de uma escola em tempo integral e simbolizou a unidade do grupo petista. Angelo Coronel e o senador Otto Alencar não participaram do evento. As declarações de Rui contrastam com o posicionamento adotado por Jerônimo Rodrigues, que tem evitado tratar a chapa como definida e afirma que as negociações seguem em andamento, sem descartar publicamente Coronel. Jaques Wagner tem sinalizado preferência por uma chapa composta apenas por nomes do PT, mas também afirma que o processo de negociação ainda não foi encerrado. O presidente Lula deve participar das articulações políticas. Do lado do PSD, Angelo Coronel mantém o discurso de que será candidato à reeleição. Otto Alencar já declarou que o senador terá legenda para concorrer, mesmo que de forma independente, caso fique fora da chapa governista.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, negou rumores de que poderia abrir mão da pré-candidatura à reeleição para dar lugar ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, na disputa pelo Palácio de Ondina. Em entrevista à Rádio Baiana FM, o petista classificou as informações como falsas e afirmou que não há debate interno sobre mudança na cabeça da chapa governista. Segundo Jerônimo, a discussão dentro da base aliada está concentrada na definição das vagas ao Senado, que envolvem os nomes dos senadores Jaques Wagner, Angelo Coronel e Rui Costa. O governador afirmou que sua condição de pré-candidato ao governo está consolidada e que não foi questionada em nenhum momento. Jerônimo também afirmou que, no âmbito do PT, não houve abertura para disputa interna pelo governo estadual. De acordo com ele, nenhum outro nome do partido se colocou para concorrer ao cargo, o que mantém sua pré-candidatura como consenso até o momento. O governador disse ainda que a composição da chapa está em construção e que a definição final deve ocorrer a partir do diálogo entre os aliados.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que deve deixar o cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado, caso confirme a candidatura nas eleições do próximo ano. Segundo ele, uma conversa definitiva sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prevista para o início de janeiro. De acordo com Rui Costa, a possível candidatura faz parte da estratégia do governo federal de fortalecer a presença política no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Ele lembrou que a legislação eleitoral determina a desincompatibilização de ministros seis meses antes do pleito e informou que sua programação é deixar o comando da Casa Civil no dia 13 de abril. As especulações em torno da candidatura ganharam força após a divulgação, na última semana, de um vídeo publicado pelo senador Jaques Wagner nas redes sociais, no qual aparece ao lado de Rui Costa e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A movimentação ampliou os comentários sobre a formação de uma chapa majoritária composta exclusivamente por nomes do PT nas eleições de 2026. Caso a articulação avance, a Bahia poderá ter três ex-governadores disputando cargos majoritários no próximo pleito, cenário que reforça o peso político do estado no contexto nacional.
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