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Isolado na base, Geraldo Jr. enfrenta desgaste na chapa de Jerônimo
POLíTICA 30/Mar/2026 - 15h00
Foto: Blog Regional

Isolado na base, Geraldo Jr. enfrenta desgaste na chapa de Jerônimo

O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, atravessa um dos momentos mais delicados desde que foi alçado à condição de aliado estratégico na eleição de 2022. Integrante da chapa do governador Jerônimo Rodrigues, ele passou de símbolo de articulação política a nome questionado dentro da própria base governista. O desgaste não é recente. Desde o período em que foi lançado como candidato à Prefeitura de Salvador em 2024 — em uma disputa considerada difícil contra o prefeito Bruno Reis — Geraldo Jr. já demonstrava perda de protagonismo. Internamente, era visto como figura secundária e acabou vinculado a funções com pouco peso político, sem inserção efetiva nas decisões centrais do governo. Nos bastidores, a avaliação negativa se intensificou nos últimos meses. A situação se agravou após um episódio em que o vice teria compartilhado, ainda que por engano, um conteúdo com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, nome que desponta como candidato ao Senado na chapa governista. O episódio ampliou o desconforto dentro do grupo político. O cenário ficou ainda mais evidente em declarações públicas do próprio governador, que passou a admitir a possibilidade de mudanças na composição da chapa, inclusive com a entrada de outro partido na vaga de vice. A movimentação abriu espaço para o PSD, liderado pelo senador Otto Alencar, como possível ocupante do posto. Dentro do MDB, partido de Geraldo Jr., a reação foi imediata. Lideranças como Geddel Vieira Lima passaram a defender a permanência do vice na chapa, argumentando que qualquer substituição sem uma solução política seria interpretada como deslealdade. A tensão ultrapassou o cenário estadual e chegou ao debate nacional, diante do interesse do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o MDB alinhado ao governo. Mesmo assim, o enfraquecimento político de Geraldo Jr. permanece evidente. Ainda que permaneça na chapa, o vice-governador entra no novo ciclo eleitoral sob pressão e com menor capital político. Nos bastidores, cresce a percepção de que sua permanência depende mais de arranjos partidários do que de protagonismo próprio — um retrato das disputas internas que marcam a construção das alianças na Bahia.

Rui Costa define chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora do arranjo
POLíTICA 26/Jan/2026 - 11h24
Foto: Blog Regional

Rui Costa define chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora do arranjo

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou publicamente a composição da chapa governista para as eleições de 2026 na Bahia e deixou o senador Angelo Coronel fora do arranjo. A declaração foi feita durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no sábado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner. Durante entrevista, Rui Costa disse que deixará o ministério no fim de março para disputar uma vaga no Senado e que a chapa majoritária seria formada por Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo e Jaques Wagner ao Senado. O ministro também voltou a descartar qualquer possibilidade de disputar o governo estadual. A agenda em Maracás incluiu a inauguração de uma escola em tempo integral e simbolizou a unidade do grupo petista. Angelo Coronel e o senador Otto Alencar não participaram do evento. As declarações de Rui contrastam com o posicionamento adotado por Jerônimo Rodrigues, que tem evitado tratar a chapa como definida e afirma que as negociações seguem em andamento, sem descartar publicamente Coronel. Jaques Wagner tem sinalizado preferência por uma chapa composta apenas por nomes do PT, mas também afirma que o processo de negociação ainda não foi encerrado. O presidente Lula deve participar das articulações políticas. Do lado do PSD, Angelo Coronel mantém o discurso de que será candidato à reeleição. Otto Alencar já declarou que o senador terá legenda para concorrer, mesmo que de forma independente, caso fique fora da chapa governista.

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