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Dengue, zika e chikungunya estão entre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e, de acordo com dados do InfoDengue, o Brasil pode atingir em 2026 um pico de 1,8 milhão de novos casos. Diante desse cenário, os estudantes Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, no município de Presidente Dutra, desenvolveram um repelente em creme à base de cravo-da-índia como alternativa acessível para a prevenção das picadas do mosquito. Orientadora do projeto, a professora Mirian de Carvalho explica que a pesquisa busca compartilhar conhecimento e oferecer soluções simples e de baixo custo, destacando que os ingredientes utilizados são acessíveis e fáceis de encontrar, o que torna o produto viável para comunidades com menor poder aquisitivo. Samara Pereira ressalta que o repelente utiliza o Syzygium aromaticum, nome científico do cravo-da-índia, conhecido por suas propriedades repelentes, sendo uma opção natural para quem busca reduzir o uso de substâncias químicas, além de apresentar melhor fixação na pele, maior conforto na aplicação e auxílio na hidratação. Já o estudante Yêgo Gabriel destaca que a ideia surgiu da necessidade de prevenção aliada ao aproveitamento de recursos naturais abundantes na região, valorizando o conhecimento popular e oferecendo uma alternativa complementar para comunidades com acesso limitado a produtos comerciais. O projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e, segundo a professora Mirian, entra agora em novas etapas de aprimoramento, que incluem ajustes na fórmula, melhorias no aroma e na durabilidade do efeito repelente, além da realização de testes mais detalhados para avaliar a aceitação do produto e possíveis reações na pele, sempre com cautela.
Os casos de dengue na Bahia apresentaram uma redução de 86% em 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Ao todo, foram registradas 32.715 notificações da doença neste ano, contra 232.645 casos contabilizados em 2024. A queda também foi expressiva nos casos de chikungunya e zika. De acordo com a Sesab, a chikungunya apresentou redução de 84,7%, com 2.562 casos prováveis em 2025. Já a zika teve diminuição de 74,4%, totalizando 305 casos no mesmo período. O número de mortes provocadas pela dengue também caiu de forma significativa. Em 2024, o estado registrou 182 óbitos pela doença. Em 2025, esse número caiu para 14, representando uma redução de 92,3%. Outro dado destacado pela secretaria é que nenhum município baiano se encontra atualmente em situação de epidemia, cenário diferente do ano anterior, quando seis cidades enfrentavam esse quadro. Segundo a Sesab, os resultados refletem a atuação conjunta do Governo do Estado da Bahia e dos municípios no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses. Para reforçar as ações, foram investidos cerca de R$ 32 milhões em equipamentos, veículos para aplicação de fumacê, kits destinados aos agentes de combate às endemias, insumos estratégicos e campanhas educativas voltadas à população. A secretaria informou que as ações de vigilância, prevenção e controle seguem sendo realizadas de forma contínua para manter a redução dos casos e evitar novos surtos das doenças no estado.
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