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Uma investigação sobre a atuação de grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, identificou repasses que somam aproximadamente R$ 15 milhões em um período de dois anos e meio a um policial militar aposentado que está preso e responde a processos sob acusação de comandar uma milícia privada envolvida em grilagem de terras na região. De acordo com informações do Ministério Público da Bahia, as transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram detectadas por meio de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento aponta movimentação considerada atípica nas contas de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ex-sargento da PM baiana. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os valores eram transferidos para Erlani ou para sua empresa de segurança e, posteriormente, redirecionados para contas suspeitas de serem utilizadas como interpostas pessoas. O Ministério Público sustenta que os principais remetentes são empresas do setor agropecuário atuantes na região de Correntina e municípios vizinhos. Entre as empresas citadas estão a Agrothathi Ltda., que teria transferido R$ 2,6 milhões no período investigado; a Agropecuária Ubatuba, com quase R$ 1 milhão; e a empresa Água Santa, ligada ao cultivo de batata-inglesa, que também teria realizado repasses superiores a R$ 1 milhão. As empresas afirmam que mantiveram contratos formais e lícitos de prestação de serviços, com emissão regular de notas fiscais, e negam qualquer irregularidade. O Ministério Público aponta que Erlani é réu em dois processos, sob acusações de constituição de milícia privada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com as denúncias, o grupo investigado teria atuado com ameaças, agressões e sequestros em disputas fundiárias na região. Além dele, um suposto ajudante também está preso. As investigações seguem em andamento e, embora mencionadas nos relatórios financeiros, as empresas citadas não figuram como rés nas ações até o momento. O oeste da Bahia é considerado um dos principais polos agropecuários do país e registra histórico de conflitos relacionados à posse de terras. A defesa do policial aposentado nega as acusações e afirma que ele atuava regularmente por meio de empresa de segurança patrimonial contratada por produtores rurais. O caso continua sob apuração do Ministério Público e da Justiça estadual.
O governo da Bahia exonerou o major PM Fábio Luiz Magalhães Ferreira do comando da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe Central), sediada em Jequié. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (6) e encerra a passagem do oficial pela unidade, iniciada em outubro. A exoneração ocorreu após o major ser condenado pelo Tribunal do Júri de Salvador a 18 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida pela juíza Monique Ribeiro de Carvalho Gomes, que também determinou a prisão preventiva do oficial, impossibilitando que ele recorra em liberdade. O processo se refere a um homicídio qualificado ocorrido em 29 de junho de 2009, quando Fábio Ferreira ainda era capitão. O Conselho de Sentença entendeu que o crime foi motivado por razão fútil e manteve a acusação apresentada pelo Ministério Público. Outros três policiais militares que respondiam no mesmo caso foram absolvidos. Na definição da pena, a magistrada destacou a gravidade do fato, ressaltando que o réu ocupava função de comando e tinha responsabilidade ampliada sobre a proteção da vida. Também pesaram na análise as circunstâncias consideradas desfavoráveis, já que o disparo foi feito com arma de grosso calibre e atingiu o rosto da vítima, que deixou uma filha pequena. Com a pena superior a 15 anos, a Justiça aplicou o entendimento vigente do Supremo Tribunal Federal e ordenou a inclusão do mandado de prisão no Banco Nacional de Mandados (BNMP). O major ingressou na Polícia Militar em 1999 e possui formação em Direito, além de especializações em gestão de pessoas, comunicação, oratória e segurança pública. Durante sua carreira, atuou em unidades de Vera Cruz, Salvador, Ilhéus, Camaçari e na Cipe Cacaueira, antes de assumir o comando da Cipe Central.
Na tarde desta segunda-feira, dia 24, o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Magalhães, recebeu o major Wagner Rocha, responsável pelo comando da 46ª CIPM de Livramento de Nossa Senhora. Durante o encontro, o oficial apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela unidade, com foco nas atividades operacionais e nas iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança pública na região. O comandante-geral ouviu relatos sobre o empenho da tropa e o impacto das operações no cotidiano da comunidade atendida pela companhia. Durante a reunião, o coronel foi convidado a participar da 1ª Corrida da 46ª CIPM, evento que será realizado em Paramirim e que busca aproximar ainda mais a corporação da população por meio da prática esportiva. A atividade é organizada pela própria companhia e integra o conjunto de ações destinadas ao incentivo ao bem-estar e à promoção de hábitos saudáveis. No encontro, Coronel Magalhães ressaltou o trabalho desenvolvido pelos policiais da unidade e destacou a relevância das operações realizadas pela tropa na missão institucional de proteger e servir, com foco na preservação de vidas e na manutenção da ordem pública.
O Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO), por meio do Centro de Valorização Profissional (CEVAP), lançou uma nova iniciativa voltada para a saúde mental dos policiais militares que atuam na região. No dia 5 de abril de 2025, foi publicado no Diário Oficial do Estado o edital para credenciamento de clínicas de psicologia e profissionais autônomos, como parte do projeto “Fortalecendo Guardiões”. O objetivo da ação é oferecer suporte psicológico especializado aos policiais militares, fortalecendo o cuidado com o bem-estar mental desses profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública. Segundo o coronel PM Paulo Guimarães, comandante do CPRSO, o projeto segue as diretrizes estabelecidas pelo comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PMBA), coronel PM Magalhães.
A proposta prevê, em sua fase inicial, o atendimento exclusivo a unidades do sudoeste baiano. No entanto, há expectativa de expansão para outras regiões do estado futuramente, consolidando-se como uma política permanente de valorização da tropa. Além do credenciamento de psicólogos, o projeto também prevê novas chamadas públicas para incluir outras especialidades que contribuam para a saúde integral dos profissionais da PM. A medida representa um avanço no cuidado com os servidores da segurança pública, reconhecendo a importância da saúde emocional no exercício das funções operacionais.
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