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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que deve deixar o cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado, caso confirme a candidatura nas eleições do próximo ano. Segundo ele, uma conversa definitiva sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prevista para o início de janeiro. De acordo com Rui Costa, a possível candidatura faz parte da estratégia do governo federal de fortalecer a presença política no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Ele lembrou que a legislação eleitoral determina a desincompatibilização de ministros seis meses antes do pleito e informou que sua programação é deixar o comando da Casa Civil no dia 13 de abril. As especulações em torno da candidatura ganharam força após a divulgação, na última semana, de um vídeo publicado pelo senador Jaques Wagner nas redes sociais, no qual aparece ao lado de Rui Costa e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A movimentação ampliou os comentários sobre a formação de uma chapa majoritária composta exclusivamente por nomes do PT nas eleições de 2026. Caso a articulação avance, a Bahia poderá ter três ex-governadores disputando cargos majoritários no próximo pleito, cenário que reforça o peso político do estado no contexto nacional.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quarta-feira (10), o parecer que recomenda a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli. Por 32 votos a 2, os parlamentares rejeitaram o relatório do deputado Diego Garcia, que defendia a continuidade do mandato, e optaram pelo texto apresentado pelo deputado Cláudio Cajado. Com a decisão, o processo seguirá para votação no plenário da Câmara ainda nesta quarta. Para que a perda do mandato seja confirmada, será necessário o apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados federais. Durante o debate na comissão, parlamentares aliados à deputada se posicionaram contra o encaminhamento aprovado pela CCJ. O deputado Luiz Gastão criticou a derrubada do relatório que recomendava a manutenção do mandato. Zé Trovão também contestou a recomendação de cassação, afirmando que os documentos técnicos analisados no processo não indicariam participação de Zambelli no ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Em junho, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do CNJ, caso que também levou ao indiciamento do hacker Walter Delgatti Neto. O plenário da Câmara será responsável pela decisão final sobre o futuro do mandato da parlamentar.
O governo federal decidiu apresentar um relatório próprio sobre a jornada de trabalho, em meio ao impasse na subcomissão que discute mudanças nas regras atuais. A proposta deve substituir o texto conduzido pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que enfrentou críticas após manter a escala 6×1 e sugerir apenas ajustes graduais na carga horária. Segundo informações encaminhadas ao Congresso, o novo relatório prevê a adoção definitiva da escala 5×2 e a extinção explícita da jornada 6×1. O texto também estabelece carga semanal de 40 horas, com oito horas diárias, mas com transição: 42 horas em 2027 e 40 horas a partir de 2028. A iniciativa, articulada pelo Palácio do Planalto, garante manutenção dos salários, amplia o descanso semanal para dois dias consecutivos e define que, a cada três semanas, ao menos um domingo deverá ser reservado ao trabalhador. Além disso, o relatório impede acordos individuais que flexibilizem direitos já previstos em lei. Internamente, a movimentação é vista como uma tentativa do governo de reassumir o protagonismo no debate trabalhista, considerado estratégico para a campanha presidencial de 2026. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, foi escolhido para apresentar e defender oficialmente o texto na Câmara dos Deputados.
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