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A Justiça manteve a prisão de Lucas Santos Lima, de 29 anos, suspeito de assassinar a jovem Manuela Vieira Matos Silva, de 23 anos, em Vitória da Conquista. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, e o investigado foi transferido nesta quarta-feira (1º) para o Conjunto Penal da cidade. Lucas confessou o crime e afirmou ter agido sozinho. Ele foi preso na segunda-feira (30), em Ilhéus, após fugir da cidade onde ocorreu o assassinato. Segundo a investigação, o suspeito relatou que matou a vítima após uma discussão enquanto os dois usavam drogas. O corpo de Manuela foi encontrado no domingo (29), dentro do congelador de uma geladeira, em um imóvel no bairro Alto Maron. A jovem estava desaparecida desde o dia 25 de março. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a causa da morte ainda será confirmada por meio do laudo cadavérico, que deve ser concluído em até 10 dias. A vítima era mãe de duas crianças, de 4 e 2 anos. Familiares relataram que ela enfrentava dificuldades pessoais e estava abalada por estar afastada dos filhos, que vivem em uma instituição de acolhimento. O sepultamento ocorreu na terça-feira (31), em cerimônia restrita a familiares e amigos. O corpo foi localizado após a companheira do suspeito acionar a polícia ao ir até o imóvel. Apesar de questionamentos levantados por familiares, a mulher não é considerada suspeita no momento. O caso segue sob investigação e continua gerando forte repercussão na cidade.
A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, deixou a prisão na manhã de terça-feira (17), após permanecer mais de um ano detida por suspeita de envolvimento na fuga de 16 detentos da unidade. De acordo com informações, ela passará a cumprir prisão domiciliar. A decisão foi confirmada após a saída da unidade prisional, onde ela estava custodiada junto com a filha, uma bebê de oito meses nascida durante o período de detenção. A Justiça não detalhou, até a última atualização, os motivos que levaram à concessão do benefício. A ex-diretora é acusada pelo Ministério Público da Bahia de facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando um grupo armado invadiu o presídio enquanto internos escapavam por um buraco aberto no teto de uma cela. Segundo as investigações, a ação teria sido planejada com apoio interno. A ex-gestora também é investigada por suposto envolvimento com integrantes de organização criminosa, incluindo um relacionamento com um dos detentos que fugiram. Até o momento, apenas um dos fugitivos foi recapturado. Outros dois morreram em confrontos com a polícia e 13 seguem foragidos. As investigações continuam em andamento e o caso segue sob responsabilidade da Justiça baiana.
Um mutirão de atendimentos realizado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia garantiu assistência jurídica gratuita a todas as (751) pessoas privadas de liberdade do Conjunto Penal de Brumado e evitou ao menos cinco prisões indevidas. A ação permitiu a regularização de situações em que custodiados continuavam presos mesmo após decisões judiciais favoráveis à liberdade. O trabalho ocorreu na última semana, com apoio da Unidade Móvel da Defensoria, e envolveu defensores e servidores da (15ª) Regional, além da coordenação da Especializada Criminal e de Execução Penal e equipes vindas de Salvador. O atendimento alcançou toda a população carcerária da unidade, incluindo pessoas que deram entrada no sistema prisional durante o período do mutirão. Entre os casos analisados, chamou atenção o de um idoso de (78) anos, preso desde agosto por uma prisão preventiva relacionada a um fato ocorrido há (28) anos, em (1997), no estado de São Paulo. Após análise do processo, a Defensoria identificou a prescrição da ação penal, que deveria ter sido arquivada desde (2017), o que resultou na extinção do processo e na liberação do custodiado. Além das solturas, a atuação da Defensoria possibilitou maior agilidade no cumprimento de alvarás já concedidos pela Justiça, mas que permaneciam pendentes por falhas administrativas ou de comunicação. Também foram organizados procedimentos relacionados a remição de pena, progressão de regime e atestados de cumprimento de pena. Outro ponto identificado durante o mutirão foi a falha na comunicação entre o Judiciário e a unidade prisional, que em alguns casos mantinha presos detidos por mais tempo do que o devido. As inconsistências foram comunicadas à direção do presídio, que acionou as varas responsáveis para a regularização imediata das solturas. A (15ª) Regional da Defensoria Pública, com sede em Guanambi, é responsável pelo atendimento em Brumado e atua de forma permanente na defesa dos direitos das pessoas privadas de liberdade na região, com apoio das unidades de Salvador, Guanambi e Bom Jesus da Lapa.
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