Essa tag tem 2 posts encontrados
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um relatório que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República. Entre os nomes citados estão os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet. A base do pedido está relacionada ao caso envolvendo o Banco Master. Segundo o relator, há indícios de crimes de responsabilidade, como atuar em julgamento mesmo estando legalmente impedido e adotar condutas incompatíveis com a função pública. As infrações citadas estão previstas na Lei nº 1.079/1950 e podem ser julgadas pelo próprio Senado Federal. O relatório, que possui 221 páginas, ainda precisa ser analisado e votado pela comissão. Um eventual pedido de vista pode adiar a decisão. Ao justificar a medida, o senador destacou que o foco está em casos que fogem dos mecanismos tradicionais de investigação.
A CPI do Crime Organizado aprovou, na quarta-feira (25), a convocação do ex-ministro da Cidadania João Roma, atual presidente do PL na Bahia, para prestar depoimento nas próximas semanas. Como convocado, ele terá comparecimento obrigatório diante do colegiado. João Roma integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e comandou o Ministério da Cidadania. Segundo o relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a convocação não implica, necessariamente, que o ex-ministro seja alvo de investigação formal. O parlamentar afirmou que a CPI também chama testemunhas consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos, destacando que o crime organizado depende de infiltração em estruturas financeiras para prosperar. Após a decisão, João Roma se manifestou por meio das redes sociais. Ele declarou não ter qualquer relação com os fatos investigados e classificou a convocação como de natureza política. Em publicação, afirmou que a medida envolveria também o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e criticou o que chamou de movimento sem fundamento razoável. O ex-ministro atribuiu a iniciativa a uma estratégia política para desviar o foco de questões da atual gestão federal. Além da convocação, os senadores aprovaram a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, bem como o envio de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também foram autorizadas diligências relacionadas a empresas vinculadas ao grupo financeiro investigado. A comissão tem como objetivo aprofundar a apuração sobre possíveis conexões entre organizações criminosas e estruturas do Estado, com foco em movimentações financeiras e relações societárias. As oitivas devem ter início nas próximas semanas. Entre as convocações aprovadas estão Paulo Guedes, João Roma e Ronaldo Vieira Bento. Já na condição de convidados constam nomes como os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes; Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil; Tomás Miguel Ribeiro Paiva, comandante do Exército; além de integrantes do Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Civil, especialistas em compliance, financiamento ao terrorismo e representantes de órgãos de segurança pública no Brasil e na Argentina.
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

