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Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 3,6 milhões de banco para empresa de ACM Neto
BAHIA 11/Mar/2026 - 18h00
Foto: Divulgação

Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 3,6 milhões de banco para empresa de ACM Neto

Uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto recebeu cerca de R$ 3,6 milhões em repasses do Banco Master, instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central do Brasil. De acordo com reportagem do jornal O Globo, os pagamentos teriam ocorrido logo após as eleições de 2022, com transferências registradas em dezembro daquele ano e também entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado pela publicação, ACM Neto confirmou o recebimento dos valores e afirmou que os recursos são referentes a serviços de consultoria prestados. Segundo a reportagem, o político baiano é sócio da empresa A&M Consultoria Ltda., criada em (28) de dezembro de 2022, ao lado da esposa, com capital social inicial de R$ 2 mil. Dados analisados pelo Coaf indicam que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da gestora Reag Investimentos e R$ 1,3 milhão em nove transferências do Banco Master, totalizando R$ 2,9 milhões nesse período. Ainda segundo as informações, durante aproximadamente um ano a empresa distribuiu a ACM Neto cerca de R$ 4,2 milhões em rendimentos, por meio de 14 repasses. O relatório também aponta que, em março de 2023 e junho de 2023, a empresa recebeu R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag. Dados da Receita Federal do Brasil indicam que a A&M Consultoria está registrada com atividade principal de consultoria em gestão empresarial e atividade secundária voltada ao apoio à educação. Em resposta ao jornal, ACM Neto informou que se manifestaria inicialmente por meio de nota elaborada com seu advogado. No texto enviado à reportagem, ele afirmou que criou a empresa após deixar cargos públicos e que passou a prestar serviços de consultoria a diferentes clientes, incluindo o Banco Master e a Reag. No comunicado, o ex-prefeito declarou que os contratos foram firmados formalmente, com recolhimento de impostos e execução efetiva de serviços, relacionados principalmente à análise da agenda político-econômica nacional e à realização de reuniões com equipes técnicas e jurídicas das instituições contratantes. O político também afirmou que os serviços prestados não têm relação com eventuais investigações mencionadas em reportagens e que os valores recebidos, declarados e distribuídos são compatíveis com as atividades desenvolvidas pela empresa.

Polícia Federal analisa mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro e não identifica irregularidades
BRASIL 09/Mar/2026 - 10h53
Foto: Victor Piemonte/STF

Polícia Federal analisa mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro e não identifica irregularidades

A Polícia Federal informou que trata com cautela as mensagens atribuídas a conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, até o momento não foram identificados indícios de conduta irregular do magistrado que justifiquem a abertura de investigação sobre a relação entre os dois. Durante a análise do celular de Vorcaro, investigadores localizaram registros de ligações e trocas de mensagens com Moraes, inclusive no dia em que o ex-banqueiro foi preso. A existência dos diálogos foi revelada inicialmente pelo jornal O Globo. Os horários das conversas coincidem com anotações encontradas em um bloco de notas no aparelho de Vorcaro. Nas imagens, há textos que indicariam tratativas relacionadas a um processo para evitar a liquidação do Banco Master. Esse material integra um documento encaminhado pela Polícia Federal à CPI do INSS. Segundo a apuração, as mensagens teriam sido enviadas por meio de visualização única. O ex-banqueiro escrevia o conteúdo em um bloco de notas e, em seguida, encaminhava o texto como imagem por aplicativo de mensagens, que desaparecia após ser visualizada. Em um dos registros citados pela reportagem de O Globo, datado do dia (17), Vorcaro relata negociações para tentar viabilizar soluções financeiras que evitassem a liquidação do banco, mencionando tratativas com a financeira Fictor. O ministro Alexandre de Moraes afirmou, em nota, que não recebeu as mensagens e que elas teriam sido enviadas a outra pessoa. Investigadores também apontam que não é possível recuperar, no aparelho analisado, as imagens que teriam sido enviadas por aplicativo de mensagens. Segundo a Polícia Federal, até o momento não há menção ao ministro em relatórios da investigação nem elementos que indiquem necessidade de apuração sobre sua conduta. O cenário é diferente do caso envolvendo o ministro Dias Toffoli. Em fevereiro, a Polícia Federal encaminhou ao ministro Edson Fachin um documento com informações sobre relações entre Toffoli e o Banco Master que, segundo a corporação, levantariam suspeitas de eventuais irregularidades financeiras. Toffoli não é investigado pela Polícia Federal, embora as apurações relacionadas ao Banco Master envolvam fundos que foram sócios do resort Resort Tayayá, empreendimento do qual o ministro e seus irmãos também participaram como sócios.

Caso Master: Presidente da CPMI reage a vazamento de mensagens envolvendo Moraes
POLíTICA 08/Mar/2026 - 00h00
Foto: Reprodução

Caso Master: Presidente da CPMI reage a vazamento de mensagens envolvendo Moraes

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a comissão não foi responsável pelo vazamento de supostas mensagens envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi publicada pelo senador nas redes sociais nesta sexta-feira (06). Na mensagem, ele afirmou que a comissão atuou dentro das normas legais e pediu que seja investigada a origem das informações divulgadas. “A CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais. Por isso, é fundamental esclarecer de onde surgiu a informação de que esse conteúdo teria sido divulgado pela comissão. Antes de atribuir essa responsabilidade ao Parlamento, é preciso identificar com precisão a origem desses documentos”, escreveu o parlamentar. A manifestação ocorreu após o ministro André Mendonça determinar a abertura de inquérito para apurar o vazamento de dados sigilosos de Vorcaro que teriam sido obtidos pela comissão. O gabinete de Alexandre de Moraes também divulgou nota negando que tenha havido troca de mensagens entre o ministro e o banqueiro. A suposta conversa foi divulgada em reportagem do jornal O Globo. Segundo a publicação, o diálogo teria ocorrido no dia 17 de novembro de 2025, quando Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

STF determina prisão de Daniel Vorcaro e bloqueio bilionário de bens
BRASIL 04/Mar/2026 - 21h51
Foto: Reprodução/Internet

STF determina prisão de Daniel Vorcaro e bloqueio bilionário de bens

O banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal, denominada Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição. No momento da detenção, Vorcaro estava em São Paulo. Além da prisão preventiva, o ministro determinou o sequestro e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper transações financeiras do grupo investigado e preservar valores que podem estar relacionados às irregularidades apuradas. A Operação Compliance Zero chegou à terceira fase e investiga um suposto esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master. Segundo as autoridades, as apurações buscam identificar a extensão das operações e possíveis beneficiários do sistema investigado. Após a prisão, o empresário foi encaminhado para a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.

Toffoli viaja em jatinho de empresário dias antes de assumir caso do Banco Master
JUSTIçA 08/Dez/2025 - 10h14
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Toffoli viaja em jatinho de empresário dias antes de assumir caso do Banco Master

Dias antes de assumir o controle integral do processo envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e outros executivos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli realizou uma viagem internacional que passou a chamar atenção. O destino foi Lima, onde assistiu à final da Copa Libertadores da América, em que o Palmeiras foi derrotado. O deslocamento de ida e volta não ocorreu em voos comerciais. Toffoli utilizou uma aeronave particular pertencente ao empresário Luiz Oswaldo Pastore, torcedor do clube paulista. A viagem no jatinho privado aconteceu às vésperas das decisões tomadas pelo ministro no processo relacionado ao Master, no qual ele decretou sigilo máximo. No mesmo voo estava o advogado Augusto Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça no governo federal e também torcedor do Palmeiras. Ele atua na defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master, que foi preso na operação da Polícia Federal que também deteve Vorcaro. A viagem contou ainda com a presença do ex-deputado Aldo Rebelo, que acompanhou o grupo até o Peru.

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