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Estudo aponta que vacina brasileira contra dengue mantém eficácia por cinco anos
BRASIL 07/Mar/2026 - 18h00
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Estudo aponta que vacina brasileira contra dengue mantém eficácia por cinco anos

Um estudo divulgado pelo Instituto Butantan aponta que a vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por pelo menos cinco anos após a aplicação. O imunizante, chamado Butantan-DV, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em novembro de 2025 e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde em diferentes regiões do país. Segundo os dados da pesquisa, nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue grave ou precisou de hospitalização durante o período de acompanhamento. Com isso, a eficácia da vacina contra formas severas da doença ou infecções com sinais de alerta foi estimada em 80,5%. A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, destacou que os resultados reforçam a importância do imunizante, principalmente por ser aplicado em dose única. Segundo ela, vacinas que exigem mais de uma dose costumam ter menor adesão, já que muitas pessoas não retornam para completar o esquema de vacinação. Por isso, a proteção obtida com apenas uma aplicação é considerada um avanço. A eficácia geral da vacina contra a dengue foi estimada em 65%. Entre pessoas que já haviam contraído a doença anteriormente, o índice de proteção chegou a 77,1%. Os resultados também mostraram diferenças de eficácia entre faixas etárias, com desempenho maior entre adolescentes e adultos do que entre crianças. Por esse motivo, a Anvisa autorizou o uso do imunizante apenas para pessoas entre 12 e 59 anos. Mesmo assim, o Instituto Butantan já planeja novos estudos para ampliar o público-alvo da vacina. Pesquisas adicionais estão sendo realizadas com crianças e também com idosos, grupo que apresenta maior taxa de mortalidade por dengue. Os dados de longo prazo foram publicados na revista científica Nature Medicine e são resultado do acompanhamento de mais de 16 mil voluntários. Cerca de 10 mil receberam a vacina e aproximadamente 6 mil receberam placebo para comparação. Especialistas destacam que o desenvolvimento de uma vacina nacional representa um avanço estratégico para o país. A expectativa é que o imunizante fortaleça o Programa Nacional de Imunizações e amplie a capacidade de resposta do Brasil diante de surtos da doença. Segundo o Instituto Butantan, a prioridade é garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde. Após atender a demanda interna, a instituição avalia a possibilidade de exportar doses para outros países, principalmente da América Latina, onde a dengue também provoca epidemias frequentes.

Estudantes baianos criam repelente natural à base de cravo-da-índia contra o Aedes aegypti
PRESIDENTE DUTRA 09/Fev/2026 - 18h05
Foto: Magali Souza/Secti

Estudantes baianos criam repelente natural à base de cravo-da-índia contra o Aedes aegypti

Dengue, zika e chikungunya estão entre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e, de acordo com dados do InfoDengue, o Brasil pode atingir em 2026 um pico de 1,8 milhão de novos casos. Diante desse cenário, os estudantes Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, no município de Presidente Dutra, desenvolveram um repelente em creme à base de cravo-da-índia como alternativa acessível para a prevenção das picadas do mosquito. Orientadora do projeto, a professora Mirian de Carvalho explica que a pesquisa busca compartilhar conhecimento e oferecer soluções simples e de baixo custo, destacando que os ingredientes utilizados são acessíveis e fáceis de encontrar, o que torna o produto viável para comunidades com menor poder aquisitivo. Samara Pereira ressalta que o repelente utiliza o Syzygium aromaticum, nome científico do cravo-da-índia, conhecido por suas propriedades repelentes, sendo uma opção natural para quem busca reduzir o uso de substâncias químicas, além de apresentar melhor fixação na pele, maior conforto na aplicação e auxílio na hidratação. Já o estudante Yêgo Gabriel destaca que a ideia surgiu da necessidade de prevenção aliada ao aproveitamento de recursos naturais abundantes na região, valorizando o conhecimento popular e oferecendo uma alternativa complementar para comunidades com acesso limitado a produtos comerciais. O projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e, segundo a professora Mirian, entra agora em novas etapas de aprimoramento, que incluem ajustes na fórmula, melhorias no aroma e na durabilidade do efeito repelente, além da realização de testes mais detalhados para avaliar a aceitação do produto e possíveis reações na pele, sempre com cautela.

Casos de dengue caem 86 por cento na Bahia em 2025 aponta Sesab
BAHIA 07/Jan/2026 - 17h46
Foto: Reprodução

Casos de dengue caem 86 por cento na Bahia em 2025 aponta Sesab

Os casos de dengue na Bahia apresentaram uma redução de 86% em 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Ao todo, foram registradas 32.715 notificações da doença neste ano, contra 232.645 casos contabilizados em 2024. A queda também foi expressiva nos casos de chikungunya e zika. De acordo com a Sesab, a chikungunya apresentou redução de 84,7%, com 2.562 casos prováveis em 2025. Já a zika teve diminuição de 74,4%, totalizando 305 casos no mesmo período. O número de mortes provocadas pela dengue também caiu de forma significativa. Em 2024, o estado registrou 182 óbitos pela doença. Em 2025, esse número caiu para 14, representando uma redução de 92,3%. Outro dado destacado pela secretaria é que nenhum município baiano se encontra atualmente em situação de epidemia, cenário diferente do ano anterior, quando seis cidades enfrentavam esse quadro. Segundo a Sesab, os resultados refletem a atuação conjunta do Governo do Estado da Bahia e dos municípios no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses. Para reforçar as ações, foram investidos cerca de R$ 32 milhões em equipamentos, veículos para aplicação de fumacê, kits destinados aos agentes de combate às endemias, insumos estratégicos e campanhas educativas voltadas à população. A secretaria informou que as ações de vigilância, prevenção e controle seguem sendo realizadas de forma contínua para manter a redução dos casos e evitar novos surtos das doenças no estado.

Brasil pode registrar até 18 milhão de casos de dengue em 2026 com concentração em São Paulo
BRASIL 27/Dez/2025 - 09h17
Foto: Reprodução

Brasil pode registrar até 18 milhão de casos de dengue em 2026 com concentração em São Paulo

O Brasil pode alcançar até 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026, de acordo com projeções que apontam forte concentração da doença no estado de São Paulo. A estimativa indica que mais da metade dos registros, cerca de 54%, deve ocorrer em território paulista. Apesar do volume elevado, o cenário projetado é considerado menos grave do que o enfrentado em 2024, quando o país viveu o pior surto da história recente da dengue. As informações fazem parte do InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge, iniciativa internacional que reúne pesquisadores de diversos países com o objetivo de aprimorar a previsão de epidemias da doença no Brasil. O estudo conta com apoio da Fiocruz e da Fundação Getulio Vargas e analisa um período de 12 meses a partir de outubro de 2025. A projeção indica que 2026 tende a se tornar o segundo ano com maior número de casos de dengue desde 2010. Segundo os pesquisadores, o comportamento esperado é epidêmico, mas distante dos picos observados em 2024, quando o Brasil superou 6,5 milhões de casos prováveis e registrou mais de 6,3 mil mortes. O cenário estimado para 2026 se aproxima dos números de 2025, ano que acumulou aproximadamente 1,6 milhão de infecções e 1.761 óbitos até o início de dezembro. A pesquisa reuniu 52 especialistas de países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e África do Sul, combinando dados climáticos e epidemiológicos para melhorar a capacidade de antecipar surtos da doença. As projeções também mostram que estados de todas as regiões do país devem ultrapassar o índice de 300 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde. Entre os estados com esse nível estão Acre, Tocantins, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, além de todos os estados das regiões Sul e Centro-Oeste.

Vacina do Butantan contra dengue é oficialmente registrada pela Anvisa
BRASIL 09/Dez/2025 - 20h16
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Vacina do Butantan contra dengue é oficialmente registrada pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na segunda-feira (8) o registro da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão aparece no Diário Oficial da União e formaliza a autorização para produção e comercialização do imunizante no país. A previsão do Ministério da Saúde é iniciar a aplicação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026. O registro consolida o processo regulatório iniciado anteriormente e garante que o imunizante atende aos requisitos de segurança, eficácia e qualidade previstos na legislação sanitária. Segundo a agência, a vacina passou por todas as etapas de análise técnica antes de ser liberada. O imunizante é tetravalente, capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue, e será aplicado em dose única. A tecnologia utilizada é a de vírus vivo atenuado, modelo já empregado em outras vacinas amplamente utilizadas no Brasil e no exterior. Com a autorização, o Butantan poderá iniciar a produção em escala para abastecer a rede pública, que deverá incorporar o novo imunizante como estratégia nacional de enfrentamento à doença.

Brasil autoriza primeira vacina do mundo contra dengue aplicada em uma só dose
BRASIL 26/Nov/2025 - 22h09
Foto: Reprodução

Brasil autoriza primeira vacina do mundo contra dengue aplicada em uma só dose

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a Butantan-DV, primeira vacina do mundo contra a dengue capaz de oferecer proteção com uma única dose. Produzido pelo Instituto Butantan, o imunizante será aplicado inicialmente em pessoas de 12 a 59 anos e deverá ser incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O instituto já havia iniciado a fabricação antes da aprovação regulatória e conta com cerca de 1 milhão de doses prontas para distribuição ao PNI. A decisão ocorre em um momento de forte avanço da doença no país. Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis, número quatro vezes maior que o de 2023. Neste ano, 1,6 milhão de notificações já foram contabilizadas. Os resultados de eficácia foram obtidos a partir de um estudo que acompanhou mais de 16 mil voluntários entre 2016 e 2024, distribuídos em 14 estados. Entre o público de 12 a 59 anos, a proteção geral do imunizante atingiu 74,7%. Para formas graves ou com sinais de alarme, o índice subiu para 91,6%. O estudo também registrou 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações. A inclusão da vacina no calendário nacional permitirá ampliar a resposta à dengue em todo o país, reforçando ações de controle em meio ao aumento expressivo de casos.

Bahiafarma obtém registro para produção de testes rápidos de dengue
1;2 07/Fev/2017 - 10h00
Foto: Divulgação

Bahiafarma obtém registro para produção de testes rápidos de dengue

O laboratório público baiano Bahiafarma foi autorizado a produzir testes rápidos para dengue. O registro foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União desta segunda-feira (6). Com a autorização, a Bahiafarma passa a ser o primeiro laboratório público brasileiro a poder fabricar dispositivos de diagnóstico rápido para a doença e um dos únicos do mundo a ter registros em instituições reconhecidas para produção de testes rápidos das três arboviroses mais comuns: dengue, zika e chikungunya. Os registros obtidos pela Bahiafarma são referentes a dois tipos de testes rápidos para diagnóstico da dengue: um que detecta anticorpos produzidos por organismos infectados, o Dengue IgG/IgM, e um que reage com o antígeno NS1, o Dengue NS1. Desenvolvidos em parceria com o laboratório sul-coreano GenBody, ambos os dispositivos funcionam com uma pequena quantidade, tanto de sangue quanto de soro ou plasma sanguíneo, e fornecem os resultados em até 20 minutos. "O Brasil está há três décadas enfrentando surtos de Dengue sem que houvesse uma forma de diagnóstico rápida e economicamente viável para o poder público, que possibilitasse o acompanhamento correto dos pacientes", afirmou o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. "Em pouco mais de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, conseguimos não só eliminar esse gargalo, como também prover o País com testes rápidos para as outras viroses mais conhecidas, a zika e a febre chikungunya", completou.


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