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O grupo político liderado pela prefeita de Itatim, Daiane, anunciou mudança de posicionamento e passou a integrar a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues. O anúncio foi feito na quarta-feira (22), durante reunião realizada em Salvador. O movimento representa uma alteração no cenário político local, já que, nas eleições de 2022, o grupo havia apoiado a candidatura de ACM Neto ao governo do estado. A articulação também envolve o ex-prefeito Tingão, uma das principais lideranças políticas do município, que participou do encontro que formalizou a nova aliança. Segundo a gestão municipal, a decisão está relacionada ao fortalecimento institucional e à aproximação com o governo estadual, diante da perspectiva de ampliação de investimentos e ações no município. Com a mudança, Itatim, que anteriormente figurava entre as cidades onde a oposição obteve maioria na disputa estadual, passa a integrar o grupo de apoio ao atual governo, o que pode influenciar o cenário político regional nos próximos ciclos eleitorais.
O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, atravessa um dos momentos mais delicados desde que foi alçado à condição de aliado estratégico na eleição de 2022. Integrante da chapa do governador Jerônimo Rodrigues, ele passou de símbolo de articulação política a nome questionado dentro da própria base governista. O desgaste não é recente. Desde o período em que foi lançado como candidato à Prefeitura de Salvador em 2024 — em uma disputa considerada difícil contra o prefeito Bruno Reis — Geraldo Jr. já demonstrava perda de protagonismo. Internamente, era visto como figura secundária e acabou vinculado a funções com pouco peso político, sem inserção efetiva nas decisões centrais do governo. Nos bastidores, a avaliação negativa se intensificou nos últimos meses. A situação se agravou após um episódio em que o vice teria compartilhado, ainda que por engano, um conteúdo com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, nome que desponta como candidato ao Senado na chapa governista. O episódio ampliou o desconforto dentro do grupo político. O cenário ficou ainda mais evidente em declarações públicas do próprio governador, que passou a admitir a possibilidade de mudanças na composição da chapa, inclusive com a entrada de outro partido na vaga de vice. A movimentação abriu espaço para o PSD, liderado pelo senador Otto Alencar, como possível ocupante do posto. Dentro do MDB, partido de Geraldo Jr., a reação foi imediata. Lideranças como Geddel Vieira Lima passaram a defender a permanência do vice na chapa, argumentando que qualquer substituição sem uma solução política seria interpretada como deslealdade. A tensão ultrapassou o cenário estadual e chegou ao debate nacional, diante do interesse do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o MDB alinhado ao governo. Mesmo assim, o enfraquecimento político de Geraldo Jr. permanece evidente. Ainda que permaneça na chapa, o vice-governador entra no novo ciclo eleitoral sob pressão e com menor capital político. Nos bastidores, cresce a percepção de que sua permanência depende mais de arranjos partidários do que de protagonismo próprio — um retrato das disputas internas que marcam a construção das alianças na Bahia.
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