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As quatro universidades públicas estaduais da Bahia — Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Universidade do Estado da Bahia (UNEB) — ofertam, neste ano, 7.930 vagas em cursos de graduação por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Poderão concorrer candidatos que participaram de, pelo menos, uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2023 e 2025. As inscrições são gratuitas e começam nesta segunda-feira (19), seguindo até 23 de janeiro, pelo site oficial do Sisu. Segundo o assessor da Coordenação Executiva de Programas e Projetos Estratégicos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), José Bites de Carvalho, a iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Estado com a democratização do acesso ao ensino superior público e de qualidade. Ele destaca que a ação amplia oportunidades para estudantes da rede pública, especialmente os contemplados por políticas de ações afirmativas, além de contribuir para a interiorização da educação superior e o desenvolvimento regional. A UEFS ofertará 2.167 vagas em 31 cursos, sendo 930 para ampla concorrência e 1.237 para ações afirmativas. A UESC disponibilizará 1.874 vagas em 35 cursos, com 868 destinadas à ampla concorrência e 1.006 às ações afirmativas. A UESB oferecerá 1.029 vagas distribuídas em 47 cursos, das quais 508 são para ampla concorrência e 521 para ações afirmativas. Já a UNEB contará com 2.860 vagas em 141 cursos, sendo 1.244 para ampla concorrência e 1.616 voltadas às ações afirmativas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta sexta-feira (21) que o Exame Nacional do Ensino Médio será mantido, apesar da identificação de questões antecipadas em uma transmissão feita por um universitário. A divulgação irregular envolveu ao menos cinco itens semelhantes aos aplicados na prova oficial. Após análise, o Inep decidiu anular três desses itens e encaminhou o caso à Polícia Federal. O ministro afirmou que não há possibilidade de cancelamento do exame. Segundo ele, a exclusão dos itens suspeitos foi uma decisão técnica adotada para preservar a igualdade entre os participantes. O Ministério da Educação também reforçou que o calendário está mantido e que os resultados serão divulgados em janeiro, conforme previsto. As questões anuladas correspondem aos temas de fotossíntese, grito e parcelamento de R$ 60 mil. Cada item possuía numerações diferentes nas provas coloridas distribuídas aos candidatos. Mesmo com a retirada, as notas dos estudantes não serão afetadas, pois o cálculo do Enem utiliza o modelo estatístico da Teoria de Resposta ao Item, que atribui pesos específicos às questões e não depende apenas do número de acertos. A Polícia Federal instaurou investigação para identificar responsabilidades e determinar como ocorreu o acesso prévio aos conteúdos semelhantes aos itens oficiais.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (22) que a edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano ainda apresentou ”questão de ideologia”, mas que a prova está mudando e não teve perguntas sobre “linguagem de tal tipo de gente”. “Estão acusando o ministro Milton Ribeiro [da Educação] de ter interferido na elaboração da prova. Se ele tivesse essa capacidade, não teria nenhuma questão de ideologia nesse Enem agora, que teve ainda”, afirmou o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro disse que o governo tem margem curta para interferir no exame, pois é obrigado a usar questões de um banco de dados. ”Agora, dá pra mudar? Já está mudando. Vocês não viram mais a linguagem de tal tipo de gente, com tal perfil”, declarou o presidente. O presidente estava ao lado do jogador de vôlei Maurício Souza, demitido do Minas Tênis Clube após publicar mensagens homofóbicas em seus perfis nas redes sociais. ”O que o cara faz entre quatro paredes é problema dele, pô. Agora, não tem mais aquilo. A linguagem neutra ‘não sei de quê, não tem mais”, disse ainda Bolsonaro. O presidente não mencionou qual questão do exame deste ano desejaria vetar. O primeiro dia de prova do Enem ocorreu no domingo (21). As provas de linguagens e ciências humanas abordaram questões sobre minorias, como população indígena, população carcerária e desigualdade de gênero. O exame teve questões com a música “Admirável Gado Novo”, do cantor Zé Ramalho. Em 2018, quando era presidente eleito, Bolsonaro criticou perguntas do Enem sobre ”dialeto secreto” utilizado por gays e travestis. A equipe de Milton Ribeiro tentou criar uma espécie de tribunal ideológico do Enem, com uma comissão de análise das questões, como a Folha revelou. O governo engavetou a iniciativa após má repercussão. Bolsonaro e apoiadores fazem críticas recorrentes ao exame sob o argumento de que há questões com temas de esquerda. Após o primeiro dia de provas, Ribeiro disse que o conteúdo do exame mostra que não houve interferência ideológica nas questões. Afirmou ainda que, se pudesse, poderia vetar algumas questões aplicadas no exame. Às vésperas do início do Enem, servidores do Inep, órgão responsável pela elaboração da prova, fizeram uma série de denúncias sobre assédio moral que sofreram para suprimir perguntas com temas considerados inadequados pela gestão do órgão. O conteúdo do Enem foi considerado equilibrado por especialistas. No entanto, nenhuma pergunta falou sobre a ditadura militar no país. Desde o início do governo Jair Bolsonaro, o período histórico, defendido pelo presidente, nunca mais apareceu na prova.
O edital do Enem 2017 ainda não saiu, mas engana-se quem acha que ainda é cedo para começar a pensar no assunto, afinal o exame avalia habilidades e competências adquiridas ao longo de todo ensino médio. E é exatamente a imensidão de assuntos que costuma paralisar o aluno na hora de começar a estudar. “O que o estudante precisa fazer é manter a calma e fazer uma autoavaliação, para então estabelecer as estratégias”, diz Alexandre Antonello, coordenador pedagógico do Cursinho CPV. Para quem foi treineiro em 2016, essa tarefa é fácil. O aluno precisa pegar as cinco notas no boletim e comparar com as notas mínima, média e máxima divulgadas pelo Inep. Se estiver próximo à nota máxima, o esquema de estudos está correto e pode ser continuado. Se, no entanto, estiver próximo à mínima, ele precisa de ajuda. “No caso do Enem, estar próximo à média não é, necessariamente, bom”, alerta Antonello. Para ter uma ideia mais clara, o estudante que já sabe qual curso e faculdade quer entrar deve comparar suas notas com os últimos colocados. Além disso, deve usar suas notas conforme o edital da universidade, com os pesos indicados para cada prova. “Essa comparação vai dar uma noção real de onde ele tem espaço para conquistar pontos importantes”, explica Antonello.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai reforçar a segurança de acesso ao sistema do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em entrevista, Camilo Mussi, diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep, afirmou que a área ainda estuda detalhes sobre o redesenho do sistema, mas que já foi definido que ele terá uma camada extra de segurança. "Com certeza não será esse sistema que está hoje", afirmou Mussi. O sistema atual de acesso individual às páginas de cada candidato do Enem tem um mecanismo de recuperação de senha apontado como falho por especialistas em segurança digital. Para que alguém consiga redefinir a senha e, por consequência, ter acesso ao perfil pessoal do candidato no site do Enem, do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni), basta que ele tenha acesso a alguns dados pessoais do candidato, como seu CPF, o nome da mãe e a data de nascimento. A brecha foi supostamente explorada por internautas em um fórum anônimo, que disseminaram dicas para "furtar" a senha de candidatos do Sisu que se destacaram no Enem 2016. "Nós estamos estudando várias opções, uma delas é colocar o sistema de enviar o e-mail a senha, provisória ou definitiva, estamos pensando. Ou de enviar por SMS também. Estamos estudando, ainda não definimos definitivamente. Ou vai ter e-mail, ou vai ter por SMS cadastrado", afirmou Mussi
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou pedido liminar da Associação Escola Sem Partido que questionava o critério de correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A entidade questionou a regra que prevê nota zero para candidatos que desrespeitaram os direitos humanos em suas redações, requerendo que a regra passasse a não ser mais aplicada no Enem 2016 e em suas próximas edições. Como argumento, a Escola Sem Partido afirmou que a norma "afronta garantias constitucionais" como liberdade de expressão, consciência e pluralismo de ideias. O TRF-1, no entanto, afirmou que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e que "não pode ser usada como pretexto para acobertar manifestações preconceituosas ou que incitem a violência e a intolerância". “Toda e qualquer manifestação de opinião que venha, direta ou indiretamente, a promover preconceito, discriminação, marginalização, estigmatização ou exclusão se coloca em colisão com o princípio do respeito à dignidade humana e, portanto, passa a ser considerada um ato abusivo, infundado, ilegítimo e, em si mesmo, uma violação dos direitos humanos”, afirmou a Advocacia-Geral da União. O Tribunal analisou o recurso e rejeitou o pedido de liminar contra a decisão de primeira instância que já havia negado.
Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado têm até as 23h59 (horário de Brasília) de hoje para se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do programa. No total, serão oferecidas 214.110 bolsas de estudos, número que representa crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram ofertadas 203.602 bolsas. O Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior de todo o país. A seleção dos candidatos, com base nas notas do Enem, alinha inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhor desempenho acadêmico. Do total de bolsas ofertadas, 103.719 são integrais e 110.391 parciais — o governo federal cobre 50% da mensalidade. Para acesso ao processo seletivo, na página eletrônica do programa, o candidato deve informar o número de inscrição e a senha usados no Enem. É possível escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência. O resultado da primeira chamada será divulgado na próxima segunda-feira (6) e o da segunda chamada, no dia 20 de fevereiro.