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O governador Jerônimo Rodrigues anunciou uma série de mudanças no secretariado estadual e em órgãos da administração pública, em movimento alinhado ao calendário eleitoral de 2026. As alterações ocorrem por conta da regra de desincompatibilização, que obriga gestores a deixarem cargos até seis meses antes do primeiro turno prazo que se encerrou no sábado (4). As mudanças atingem áreas estratégicas do governo e, segundo o governador, buscam manter o equilíbrio político da base aliada sem comprometer a continuidade das ações em andamento. Na Secretaria de Agricultura (Seagri), assume Vivaldo Góis de Oliveira, que ocupava a chefia de gabinete da pasta, substituindo Pablo Barrozo. Já na Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Elisabete Costa passa a comandar a área no lugar de Osni Cardoso. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) terá como novo titular Joaquim Belarmino Cardoso Neto, ex-prefeito de Alagoinhas, substituindo Jusmari Oliveira. Na Educação, a chefe de gabinete Luciana Menezes assume interinamente a pasta após a saída de Rowenna Brito. Na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Marise Prado de Oliveira Chastinet deixa a presidência da Juceb para assumir a função no lugar de Larissa Moraes, que, por sua vez, passa a comandar a Cerb. Com isso, a Junta Comercial do Estado da Bahia passa a ser presidida por Ramon de Almeida Bagano Guimarães. Outras mudanças incluem a chegada de Camilla Batista à Secretaria de Políticas para Mulheres, após a saída de Neuza Cadore, e a nomeação de Aécio Moreira do Nascimento como responsável interino pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A Casa Civil também teve alteração: o então chefe de gabinete, Carlos Melo, assumiu o comando da pasta no lugar de Afonso Florence. As mudanças fazem parte do processo de reorganização política antes das eleições e refletem a movimentação de quadros que devem disputar cargos eletivos no pleito deste ano.
A disputa pelas duas vagas ao Senado na Bahia tem provocado avaliações estratégicas tanto no campo governista quanto na oposição, com projeções que envolvem diferentes combinações de candidaturas e possíveis impactos no equilíbrio político do estado. Nos bastidores, aliados e adversários analisam cenários considerados decisivos para o desempenho das principais lideranças nas urnas. Entre as avaliações internas, há o entendimento de que um dos riscos para determinados grupos seria terminar a corrida fora das duas primeiras colocações, atrás de nomes ligados ao atual campo governista. A possibilidade de uma chapa composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, é vista como um fator de forte competitividade eleitoral. Segundo avaliações atribuídas a interlocutores da oposição, há um cenário considerado desfavorável em que Rui Costa poderia alcançar uma votação expressiva para o Senado, o que ampliaria as dificuldades para o ex-prefeito ACM Neto e, por consequência, para Angelo Coronel, especialmente em hipóteses de reposicionamento político. Nesse contexto, a leitura é de que a força eleitoral do grupo governista pode reduzir o espaço de manobra da oposição. Por outro lado, também circula entre adversários do governo a avaliação de que, caso Angelo Coronel dispute o Senado alinhado ao grupo governista, ainda haveria margem para uma disputa direta pela segunda vaga, principalmente em um confronto com João Roma, enquanto Rui Costa despontaria como favorito. Em meio às especulações, Rui Costa comentou publicamente a leitura de que uma eventual chapa formada por ele, Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner seria classificada como homogênea do ponto de vista partidário. O ex-governador avaliou que essa interpretação não se aplica ao cenário, uma vez que a votação de cada nome estaria relacionada às trajetórias administrativas construídas ao longo dos anos. Na avaliação de Rui, o peso eleitoral de ex-governadores está associado aos resultados entregues durante os mandatos, independentemente da filiação partidária no momento da disputa. Ele também destacou que o papel político dessas lideranças estaria ligado à articulação institucional e ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dentro de um projeto nacional. Com a aproximação do calendário eleitoral, as projeções seguem em aberto, mas os bastidores indicam que a disputa pelo Senado na Bahia será marcada por estratégias complexas, protagonismo de ex-governadores e uma disputa intensa por espaço entre governistas e oposição.
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