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O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta segunda-feira (30) que a Bahia vai aderir ao plano do governo federal para conter a alta do diesel, pressionado pelo cenário internacional. A medida prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro do combustível importado, com divisão de custos entre União e estados. Pelo modelo apresentado, o Governo Federal do Brasil ficará responsável por R$ 0,60 por litro, enquanto a Bahia assumirá a outra metade, também de R$ 0,60. A iniciativa busca reduzir os impactos diretos no transporte, na logística e no custo de vida da população. Segundo o governador, a decisão segue o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra um esforço conjunto para enfrentar os efeitos da crise internacional, que elevou o preço dos combustíveis. O aumento do diesel tem sido atribuído, principalmente, à instabilidade no Oriente Médio. A adesão do estado ocorre após o governo federal apresentar uma alternativa à isenção do ICMS sobre o diesel importado, que enfrentava entraves legais. A solução encontrada foi considerada viável dentro do cenário atual, permitindo a participação direta dos estados na política de estabilização. Além do subsídio, o governo baiano anunciou que vai intensificar a fiscalização sobre a cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis. O objetivo é evitar abusos e garantir que a redução no custo chegue de fato ao consumidor final. A medida coloca a Bahia entre os estados que aderem ao esforço fiscal para tentar conter a escalada dos preços, em um momento de pressão sobre a economia e o orçamento das famílias.
Os casos de dengue na Bahia apresentaram uma redução de 86% em 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Ao todo, foram registradas 32.715 notificações da doença neste ano, contra 232.645 casos contabilizados em 2024. A queda também foi expressiva nos casos de chikungunya e zika. De acordo com a Sesab, a chikungunya apresentou redução de 84,7%, com 2.562 casos prováveis em 2025. Já a zika teve diminuição de 74,4%, totalizando 305 casos no mesmo período. O número de mortes provocadas pela dengue também caiu de forma significativa. Em 2024, o estado registrou 182 óbitos pela doença. Em 2025, esse número caiu para 14, representando uma redução de 92,3%. Outro dado destacado pela secretaria é que nenhum município baiano se encontra atualmente em situação de epidemia, cenário diferente do ano anterior, quando seis cidades enfrentavam esse quadro. Segundo a Sesab, os resultados refletem a atuação conjunta do Governo do Estado da Bahia e dos municípios no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses. Para reforçar as ações, foram investidos cerca de R$ 32 milhões em equipamentos, veículos para aplicação de fumacê, kits destinados aos agentes de combate às endemias, insumos estratégicos e campanhas educativas voltadas à população. A secretaria informou que as ações de vigilância, prevenção e controle seguem sendo realizadas de forma contínua para manter a redução dos casos e evitar novos surtos das doenças no estado.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Megaoperação Zimmer para desarticular a cadeia de comando e neutralizar a atuação de integrantes de uma organização criminosa com ramificações em seis estados. As ações alcançam a Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com apoio das polícias Militar e Federal. A operação reúne cerca de 400 agentes, entre policiais civis, militares, equipes do Departamento de Polícia Técnica e policiais federais. Mais de 90 mandados judiciais estão sendo cumpridos contra suspeitos ligados aos setores operacional, logístico e financeiro da organização. A investigação identificou uma estrutura criminosa responsável pelo tráfico de drogas, homicídios, crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e disputas territoriais. As apurações revelaram que o grupo atuava no abastecimento, preparo e distribuição de entorpecentes, além de utilizar pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem de valores obtidos com atividades ilícitas. A Justiça recebeu pedido de bloqueio de R$ 100 milhões, além do sequestro de bens ligados aos investigados, como parte do esforço para impedir a continuidade das ações do grupo. A Megaoperação Zimmer conta com equipes dos departamentos de Inteligência Policial, Repressão ao Narcotráfico, Homicídios, Polícia Metropolitana, Polícia do Interior, Proteção à Mulher e de unidades especializadas, como Core e COPJ. As ações também têm apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, do Departamento de Polícia Técnica, da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. O trabalho integrado busca desestruturar a organização criminosa em todas as suas frentes, desde o comando até os responsáveis pela movimentação financeira e logística.
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