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A composição da chapa governista na Bahia deve ser definida ainda nesta terça-feira (31), com a tendência de manutenção do vice-governador Geraldo Júnior ao lado do governador Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição. As negociações se intensificaram na noite de segunda-feira (30), durante reuniões realizadas na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O encontro reuniu lideranças partidárias em uma rodada considerada decisiva para o desenho final da chapa majoritária. Entre os nomes envolvidos nas articulações, o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, foi chamado para discutir o cenário e avaliar a permanência do MDB na vaga de vice. Durante as conversas, o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, chegou a ser cogitado como alternativa para compor a chapa, indicando a disputa interna pelo espaço. Apesar das especulações, a tendência, segundo apuração, é de que Geraldo Júnior seja mantido na posição, encerrando um período de incerteza e disputa nos bastidores da base governista.
A disputa política na Bahia ganhou novos contornos nesta terça-feira (31), após uma declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre a situação do vice-governador Geraldo Júnior dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues. Ao comentar a indefinição sobre a permanência de Geraldo Jr. na chapa para a próxima eleição, Bruno criticou o que classificou como falta de respeito ao atual vice. Segundo ele, o cargo estaria sendo oferecido a diferentes nomes aliados do Partido dos Trabalhadores, sem uma definição clara. “O que estão fazendo com o atual vice-governador é algo deplorável. É uma desconsideração pública. Já ofereceram o cargo dele a mais de dez nomes e nenhum aceitou”, afirmou o prefeito. A fala teve repercussão imediata e provocou reação dentro do MDB. Horas depois, o ex-ministro e presidente de honra da sigla na Bahia, Geddel Vieira Lima, respondeu publicamente ao prefeito nas redes sociais. No comentário, Geddel relembrou episódios do passado político envolvendo Bruno Reis, especialmente o período em que o MDB indicou seu nome para compor chapa com ACM Neto na disputa pela Prefeitura de Salvador. Em tom crítico, o dirigente afirmou que a escolha de Bruno não teria sido consensual e que houve resistência interna. “Você sabe, e sabe também que tenho como provar, que Neto não te queria. Foi preciso eu, que tinha muita força à época, enfiar, depois de muita humilhação para você, seu nome pela goela dele”, escreveu. Geddel ainda completou dizendo que o MDB teve papel decisivo na trajetória política de Bruno Reis e pediu que o prefeito evitasse críticas ao partido. O episódio evidencia o clima de tensão nos bastidores da política baiana, especialmente diante das articulações para a formação de chapas e alianças visando as próximas eleições.
O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, atravessa um dos momentos mais delicados desde que foi alçado à condição de aliado estratégico na eleição de 2022. Integrante da chapa do governador Jerônimo Rodrigues, ele passou de símbolo de articulação política a nome questionado dentro da própria base governista. O desgaste não é recente. Desde o período em que foi lançado como candidato à Prefeitura de Salvador em 2024 — em uma disputa considerada difícil contra o prefeito Bruno Reis — Geraldo Jr. já demonstrava perda de protagonismo. Internamente, era visto como figura secundária e acabou vinculado a funções com pouco peso político, sem inserção efetiva nas decisões centrais do governo. Nos bastidores, a avaliação negativa se intensificou nos últimos meses. A situação se agravou após um episódio em que o vice teria compartilhado, ainda que por engano, um conteúdo com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, nome que desponta como candidato ao Senado na chapa governista. O episódio ampliou o desconforto dentro do grupo político. O cenário ficou ainda mais evidente em declarações públicas do próprio governador, que passou a admitir a possibilidade de mudanças na composição da chapa, inclusive com a entrada de outro partido na vaga de vice. A movimentação abriu espaço para o PSD, liderado pelo senador Otto Alencar, como possível ocupante do posto. Dentro do MDB, partido de Geraldo Jr., a reação foi imediata. Lideranças como Geddel Vieira Lima passaram a defender a permanência do vice na chapa, argumentando que qualquer substituição sem uma solução política seria interpretada como deslealdade. A tensão ultrapassou o cenário estadual e chegou ao debate nacional, diante do interesse do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o MDB alinhado ao governo. Mesmo assim, o enfraquecimento político de Geraldo Jr. permanece evidente. Ainda que permaneça na chapa, o vice-governador entra no novo ciclo eleitoral sob pressão e com menor capital político. Nos bastidores, cresce a percepção de que sua permanência depende mais de arranjos partidários do que de protagonismo próprio — um retrato das disputas internas que marcam a construção das alianças na Bahia.
Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Bahia, evitaram comentar o aumento da pressão para que o vice-governador Geraldo Júnior deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues nas eleições deste ano. O silêncio ocorre em meio ao crescimento das especulações sobre possíveis mudanças na composição da chapa governista. Nos bastidores, as articulações são conduzidas principalmente pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Otto Alencar, que defendem maior espaço para o Partido Social Democrático (PSD). Durante coletiva de imprensa realizada na manhã de segunda-feira (09), o governador Jerônimo Rodrigues admitiu a possibilidade de alterações na chapa para contemplar o partido aliado. Segundo ele, há compromisso político com o senador Otto Alencar e a participação do PSD na majoritária faz parte das discussões em andamento. As especulações ganharam força após Geraldo Júnior compartilhar, na semana passada, em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas, uma mensagem com críticas ao ministro Rui Costa. A publicação foi apagada pouco tempo depois, mas repercutiu entre integrantes da base governista. Em meio ao episódio, Rui Costa fez uma manifestação interpretada como indireta ao vice-governador. Dentro do Palácio de Ondina, sede do governo estadual, aliados avaliam que a permanência de Geraldo Júnior na chapa se tornou mais incerta diante da pressão de partidos que integram a base política. No domingo (08), Rui Costa, Otto Alencar e o senador Jaques Wagner se reuniram para discutir o cenário e possíveis alternativas para a vaga de vice, entre elas o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, filiada ao PSD. A indefinição também levanta questionamentos sobre o futuro do MDB dentro da coalizão governista. Nos bastidores, há relatos de conversas entre integrantes do partido e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre uma possível reaproximação com o grupo oposicionista. O cenário político ficou ainda mais movimentado após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente sua saída do PSD e do grupo governista. O parlamentar negocia filiação ao Podemos, legenda que ficou sem representantes na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados no início da janela partidária.
O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) assumiu, nesta quarta-feira (18), o comando do Governo do Estado da Bahia, durante a viagem internacional do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Jerônimo embarcou para compromissos oficiais na Índia e, posteriormente, na Coreia do Sul, onde participa de agenda institucional ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transmissão temporária do cargo já havia sido confirmada pelo governador na semana anterior. A missão internacional tem como objetivo estabelecer parcerias voltadas à produção de medicamentos contra o câncer na Bahiafarma, indústria farmacêutica estadual. A proposta busca reduzir custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar a geração de empregos, atrair tecnologia e fortalecer a indústria local. Ao comentar a responsabilidade, Geraldo Júnior afirmou que assume a função com compromisso de manter a continuidade administrativa durante a ausência do titular do Executivo. A previsão é que Jerônimo permaneça fora do país por cerca de uma semana.
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