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Cenários para o Senado na Bahia expõem cálculos e disputas entre governistas e oposição
POLíTICA 20/Dez/2025 - 19h44
Fotos: Compisção/Arquivos/Blog Regional

Cenários para o Senado na Bahia expõem cálculos e disputas entre governistas e oposição

A disputa pelas duas vagas ao Senado na Bahia tem provocado avaliações estratégicas tanto no campo governista quanto na oposição, com projeções que envolvem diferentes combinações de candidaturas e possíveis impactos no equilíbrio político do estado. Nos bastidores, aliados e adversários analisam cenários considerados decisivos para o desempenho das principais lideranças nas urnas. Entre as avaliações internas, há o entendimento de que um dos riscos para determinados grupos seria terminar a corrida fora das duas primeiras colocações, atrás de nomes ligados ao atual campo governista. A possibilidade de uma chapa composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, é vista como um fator de forte competitividade eleitoral. Segundo avaliações atribuídas a interlocutores da oposição, há um cenário considerado desfavorável em que Rui Costa poderia alcançar uma votação expressiva para o Senado, o que ampliaria as dificuldades para o ex-prefeito ACM Neto e, por consequência, para Angelo Coronel, especialmente em hipóteses de reposicionamento político. Nesse contexto, a leitura é de que a força eleitoral do grupo governista pode reduzir o espaço de manobra da oposição. Por outro lado, também circula entre adversários do governo a avaliação de que, caso Angelo Coronel dispute o Senado alinhado ao grupo governista, ainda haveria margem para uma disputa direta pela segunda vaga, principalmente em um confronto com João Roma, enquanto Rui Costa despontaria como favorito. Em meio às especulações, Rui Costa comentou publicamente a leitura de que uma eventual chapa formada por ele, Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner seria classificada como homogênea do ponto de vista partidário. O ex-governador avaliou que essa interpretação não se aplica ao cenário, uma vez que a votação de cada nome estaria relacionada às trajetórias administrativas construídas ao longo dos anos. Na avaliação de Rui, o peso eleitoral de ex-governadores está associado aos resultados entregues durante os mandatos, independentemente da filiação partidária no momento da disputa. Ele também destacou que o papel político dessas lideranças estaria ligado à articulação institucional e ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dentro de um projeto nacional. Com a aproximação do calendário eleitoral, as projeções seguem em aberto, mas os bastidores indicam que a disputa pelo Senado na Bahia será marcada por estratégias complexas, protagonismo de ex-governadores e uma disputa intensa por espaço entre governistas e oposição.

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