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A ida de Guilherme Boulos (PSOL) à chefia da Secretaria-Geral da Presidência, confirmada nesta segunda-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marca o desfecho de uma longa negociação política e consolida a aproximação entre o Palácio do Planalto e os movimentos sociais de esquerda. O convite foi feito após meses de conversas reservadas entre Lula e o deputado, que desde março já era cotado para o cargo. Aos 43 anos, Boulos passa de parlamentar de atuação discreta na Câmara a figura central no diálogo entre o governo e os movimentos populares — papel que já exerceu como líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).
Nos últimos meses, o deputado voltou a ocupar protagonismo nas ruas. Em julho, liderou um ato na Avenida Paulista que reuniu cerca de 15 mil pessoas em defesa de políticas econômicas do governo federal. Em setembro, foi um dos principais nomes nos protestos contra a chamada “PEC da Blindagem” e o projeto de anistia, que mobilizaram mais de 40 mil manifestantes. Com a nomeação, Boulos assume o ministério que estava sob comando de Márcio Macêdo, que deixará o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. A mudança reforça a estratégia de Lula de recompor a base histórica de esquerda, mirando as próximas eleições.
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