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O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito da investigação que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master. O inquérito tramita sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva faz parte do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, além da adoção de medidas de restrição relacionadas às suas atividades econômicas, por determinação judicial. Segundo a investigação, a PF apura uma possível ligação entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas vinculadas ao Banco Master. Os investigadores buscam esclarecer se houve o repasse de vantagens econômicas ao parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias relacionadas à instituição financeira. Os autos também apontam que Jaques Wagner teria mantido contato frequente com Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master e investigado por operações financeiras relacionadas ao caso. Conforme a Polícia Federal, ele seria o responsável por intermediar supostos benefícios destinados ao senador. Jaques Wagner nega ter recebido qualquer vantagem indevida e afirma que demonstrará a legalidade de sua conduta durante a investigação. Até o momento, o senador não foi denunciado pelo Ministério Público nem é réu no processo, permanecendo sob a garantia da presunção de inocência.
O prefeito de Rio do Pires, José Marcos Pereira, é alvo de uma investigação da Polícia Civil após ser denunciado por suposta agressão contra um jovem de 18 anos. O caso teria ocorrido no dia 1º de julho, durante os festejos de São Pedro, na Praça Ângelo Marques Filho, no município localizado no sudoeste da Bahia. De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem relatou que o incidente aconteceu quando o prefeito conduzia uma caminhonete e realizava uma manobra de marcha à ré nas proximidades do grupo em que ele estava com amigos. Segundo a vítima, uma brincadeira entre os rapazes, envolvendo um termo pejorativo utilizado entre eles, teria sido interpretada pelo gestor como uma ofensa direcionada a ele. Ainda conforme o depoimento, o jovem tentou esclarecer o mal-entendido, mas o prefeito teria descido do veículo e desferido um tapa em seu rosto. O boletim também registra que, no dia seguinte ao episódio, José Marcos Pereira teria procurado a avó do jovem para explicar que sua reação teria sido motivada pelo entendimento de que havia sido ofendido durante a festa. Após o ocorrido, a família da vítima procurou a Polícia Civil e registrou a denúncia. O caso está sendo investigado para esclarecer as circunstâncias do fato e apurar eventual responsabilidade. Até a publicação desta matéria, o prefeito José Marcos Pereira não havia se manifestado oficialmente sobre a denúncia. O espaço permanece aberto para que ele ou sua defesa apresentem esclarecimentos ou posicionamento sobre o caso.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimentos administrativos para fiscalizar a qualidade dos cursos de Medicina da Universidade Salvador (Unifacs) e da Faculdade Atenas, localizada em Valença, no Baixo Sul da Bahia. A medida foi assinada pelo procurador da República Leandro Bastos Nunes. A investigação tem como objetivo verificar se as duas instituições cumprem as diretrizes estabelecidas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e as exigências previstas no Programa Mais Médicos. Segundo o MPF, a fiscalização busca assegurar que os cursos ofereçam infraestrutura adequada, supervisão pedagógica eficiente e formação prática compatível com os padrões exigidos para a formação médica, especialmente durante o período de internato. O órgão também pretende apurar se o suporte acadêmico disponibilizado aos estudantes corresponde aos valores das mensalidades cobradas pelas instituições. Além da atuação do Ministério Público Federal, a Unifacs também é alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). O procedimento estadual apura possíveis irregularidades na prestação de serviços educacionais, incluindo atrasos na emissão de diplomas e históricos escolares, além de denúncias de cobranças indevidas e valores considerados desproporcionais nas taxas de rematrícula. A controladora da Unifacs, a Ânima Holding, também foi acionada para prestar esclarecimentos sobre as reclamações apresentadas. Até a publicação desta reportagem, a Unifacs, a Faculdade Atenas e a Ânima Holding não haviam se manifestado sobre os procedimentos instaurados pelos órgãos de fiscalização. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
Um homem de 56 anos foi encontrado morto na tarde deste domingo (5), em uma residência localizada no bairro Planaltino, no município de Iuiu, no sudoeste da Bahia. A principal hipótese é de que a morte tenha ocorrido por causas naturais. De acordo com a Polícia Militar, equipes do 17º Batalhão (BPM) foram acionadas por volta das 14h03 por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestavam atendimento na Rua Raul Dias, onde o corpo foi localizado. Ao chegarem ao endereço, os policiais foram informados pela equipe médica de que a vítima já não apresentava sinais vitais. Informações colhidas no local indicam que o homem era acometido por alcoolismo crônico. Após a avaliação inicial, não foram constatadas marcas de violência ou qualquer indício de crime. Diante das evidências, a ocorrência foi registrada como morte por causas naturais. Concluídos os procedimentos no local, o serviço funerário foi acionado para realizar a remoção do corpo e adotar as providências legais cabíveis.
A Polícia Civil da Bahia cumpriu, no sábado (4), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 24 anos investigado por homicídio qualificado no município de Jitaúna, no sudoeste baiano. A ordem judicial foi expedida pela Vara de Jurisdição Plena da comarca.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito é apontado como um dos envolvidos no assassinato de Danielysson Pereira Matos, crime ocorrido em maio de 2021 e que vinha sendo investigado pela Delegacia Territorial do município.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Territorial (DT) de Jitaúna durante a Operação Forró em Paz, ação desenvolvida para reforçar a segurança pública e intensificar o policiamento durante os festejos de São Pedro na cidade.
Após ser localizado, o investigado foi conduzido à unidade policial, onde foram adotadas todas as medidas legais para o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
O suspeito permanece custodiado à disposição da Justiça, aguardando a realização da audiência de custódia e, posteriormente, sua transferência para o Conjunto Penal de Jequié.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na terça-feira (16), um homem de 32 anos investigado pelo crime de furto qualificado no município de Seabra. O suspeito, que estava foragido da Justiça há aproximadamente um mês, foi localizado durante uma ação da Operação Malhas da Lei.
A prisão foi realizada por equipes da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (13ª Coorpin), por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), após diligências que levaram à localização do investigado na região central da cidade.
Segundo a Polícia Civil, o homem possui diversos antecedentes criminais e era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Após ser identificado e abordado pelos policiais, a ordem judicial foi imediatamente cumprida.
O investigado foi conduzido à unidade policial de Seabra, onde foram realizados os procedimentos legais de praxe. Em seguida, ele permaneceu custodiado, ficando à disposição do Poder Judiciário.
A ação integra a Operação Malhas da Lei, que tem como objetivo localizar foragidos e cumprir mandados judiciais em diversas regiões da Bahia, reforçando o combate à criminalidade e a atuação integrada das forças de segurança pública.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na terça-feira (16), um homem de 31 anos investigado por tentativa de latrocínio no município de Manoel Vitorino. A captura ocorreu durante mais uma fase da Operação Malhas da Lei, que tem como objetivo localizar e prender foragidos da Justiça em diversas regiões do estado.
De acordo com as investigações, o crime foi registrado em novembro de 2025 e segue sendo apurado pelas autoridades policiais. O mandado de prisão preventiva contra o suspeito foi expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Jequié.
Após diligências realizadas por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Central) e da Delegacia Territorial de Manoel Vitorino, o investigado foi localizado no bairro Imbuíra, onde teve a ordem judicial cumprida.
Após a prisão, o homem foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jequié para a realização dos exames periciais e demais procedimentos legais. Em seguida, foi apresentado na sede da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (9ª Coorpin), onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou que a ação integra os esforços contínuos de combate à criminalidade e de cumprimento de mandados judiciais em toda a região sudoeste da Bahia.
O Ministério Público da Bahia instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de aumento abusivo na Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP) no município de Brumado, no sudoeste do estado. A apuração foi aberta após representação apresentada por um morador, que relatou reajustes considerados excessivos nas contas de energia elétrica emitidas em abril de 2026. Segundo a denúncia, os aumentos chegam a ultrapassar 800%. De acordo com o procedimento, os reajustes teriam ocorrido após a aplicação da Lei Complementar Municipal nº 17, aprovada em dezembro de 2025, que alterou a forma de cálculo da contribuição. Em uma das unidades consumidoras citadas, o valor da taxa teria passado de R$ 3 para R$ 27,54, mesmo com o consumo de energia mantido no nível mínimo. Em outro caso, a cobrança aumentou de R$ 8 para R$ 27,64, representando alta de aproximadamente 245%. O promotor de Justiça Gustavo Pereira determinou a notificação da prefeitura para que apresente, no prazo de dez dias úteis, justificativa técnica e financeira para os novos valores, além do impacto arrecadatório previsto com a alteração. O Ministério Público também requisitou à Câmara Municipal a íntegra do processo legislativo que resultou na aprovação da norma e solicitou à Neoenergia Coelba esclarecimentos sobre a metodologia de cálculo aplicada nas faturas. A investigação busca verificar se a política tributária adotada respeita os princípios da razoabilidade e da capacidade contributiva. Até o momento, os órgãos envolvidos não divulgaram posicionamento oficial sobre o caso.
Seis adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, foram apreendidos na manhã desta quarta-feira (6) durante uma operação da Polícia Civil no município de Maracás, no sudoeste do estado. A ação, batizada de “Operação Estado de Direito”, foi realizada em conjunto com a Polícia Militar e cumpriu mandados de internação provisória e busca domiciliar. A operação é resultado de uma investigação que apura a participação dos adolescentes em atos infracionais análogos aos crimes de tortura, castigo majorado e tentativa de homicídio qualificado contra outro adolescente, de 15 anos. O caso ocorreu no dia 30 de abril, também em Maracás. De acordo com a Polícia Civil, as agressões foram registradas em vídeo e divulgadas em redes sociais. As investigações indicam que os envolvidos agiram com violência extrema, utilizando pedaços de madeira e ferro para agredir a vítima, que não teve possibilidade de defesa e sofreu risco à vida, conforme atendimento hospitalar. Segundo a delegada substituta responsável pelo caso, Natália Palhares, a motivação do crime estaria relacionada a uma suposta relação afetiva manifestada pela vítima em relação a uma jovem. Durante o cumprimento dos mandados, também foram apreendidos oito aparelhos celulares e dois notebooks, que devem auxiliar no aprofundamento das investigações. A operação contou com o apoio de equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Jequié, do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Central), vinculado à 9ª Coorpin, além da Delegacia Territorial de Jaguaquara e da Polícia Militar. Após as apreensões, os adolescentes foram apresentados à Delegacia Territorial de Maracás, e o cumprimento das medidas foi comunicado ao Poder Judiciário. Eles permanecem à disposição da Justiça para as providências cabíveis.
O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia converteu em inquérito civil um procedimento preparatório que investiga suspeitas de fraude na inscrição de alunos no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município de Pindaí. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (30) e tem como objetivo aprofundar a apuração de possíveis irregularidades no cadastro de estudantes. De acordo com o órgão, há indícios de manipulação no número de matrículas com a finalidade de elevar os repasses de recursos federais e estaduais destinados à manutenção do programa educacional. As suspeitas apontam que gestores locais podem ter incluído alunos fictícios ou mantido registros irregulares para ampliar a base de cálculo dos valores recebidos. A investigação teve início após uma representação encaminhada pela Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF, que indicou possíveis inconsistências nas inscrições da EJA. Inicialmente, foi instaurado um procedimento preparatório para análise preliminar dos fatos. Com o término do prazo dessa fase inicial e diante da necessidade de novas diligências, o MPF decidiu converter o caso em inquérito civil, instrumento que permite uma apuração mais detalhada. O procedimento agora está vinculado à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável por temas relacionados ao patrimônio público e social. O objetivo da investigação é esclarecer se houve fraude na inserção de dados de alunos com o intuito de aumentar os recursos destinados ao programa no município.
Um esquema criminoso de locação fraudulenta de veículos foi desarticulado pela Polícia Civil na terça-feira (28), em Feira de Santana. De acordo com as investigações, o grupo teria causado um prejuízo estimado em R$ 892 mil ao utilizar dados de terceiros para alugar automóveis que não eram devolvidos às locadoras. Segundo a polícia, o esquema utilizava pessoas como intermediárias, fornecendo dados pessoais sob o pretexto de dificuldades para realizar as locações. Após a retirada dos veículos, parte deles tinha o sistema de rastreamento adulterado e era levada para cidades como Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista. As investigações começaram após sete vítimas procurarem a delegacia ao mesmo tempo. Durante o registro da ocorrência, uma delas recebeu uma ligação de um dos suspeitos exigindo pagamento para devolver um dos veículos, o que levou os policiais a iniciarem diligências imediatas. Um homem de 23 anos foi preso em flagrante no bairro SIM. Com ele, foram encontrados dois veículos, sendo um sem placas de identificação. O suspeito ainda tentou fugir no momento da abordagem, mas foi alcançado pelos agentes. Um segundo envolvido foi localizado e levado à delegacia para prestar depoimento, sendo liberado por não estar em situação de flagrante. O homem preso foi autuado por extorsão, apropriação indébita e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As investigações continuam para localizar outros veículos e identificar possíveis participantes do esquema.
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um relatório que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República. Entre os nomes citados estão os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet. A base do pedido está relacionada ao caso envolvendo o Banco Master. Segundo o relator, há indícios de crimes de responsabilidade, como atuar em julgamento mesmo estando legalmente impedido e adotar condutas incompatíveis com a função pública. As infrações citadas estão previstas na Lei nº 1.079/1950 e podem ser julgadas pelo próprio Senado Federal. O relatório, que possui 221 páginas, ainda precisa ser analisado e votado pela comissão. Um eventual pedido de vista pode adiar a decisão. Ao justificar a medida, o senador destacou que o foco está em casos que fogem dos mecanismos tradicionais de investigação.