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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) registrou (27.586) medidas protetivas de urgência entre (1º) de janeiro e (30) de novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número representa aumento de (3,85%) em relação ao mesmo período de 2024, quando o estado contabilizou (26.432) medidas. Os dados foram filtrados para processos iniciados em 2025 em todos os graus de jurisdição e órgãos julgadores. No total, considerando todas as movimentações relacionadas a esse tipo de proteção judicial, o levantamento somou (49.043) registros ao longo do ano. O relatório indica ainda que, no mesmo período, (1.865) pedidos de proteção foram negados, o que corresponde a cerca de (9%) do total. O sistema registrou também a revogação de (11.351) medidas que já haviam sido concedidas anteriormente, além da prorrogação de outras (8.198). Entre os casos analisados, sete medidas protetivas concedidas inicialmente por autoridade policial foram homologadas posteriormente pela Justiça. Por outro lado, (36) medidas originadas em delegacias acabaram sendo revogadas durante a tramitação judicial. Ainda segundo o relatório do CNJ, o tempo médio entre o início do processo e a concessão da primeira medida protetiva é de (13) dias na Bahia.
Um homem procurado pela Justiça de Minas Gerais foi preso na manhã desta segunda-feira (24) no povoado de Barrinha, em Carinhanha, no sudoeste da Bahia. A ação aconteceu por volta das 6h e foi conduzida por equipes da Polícia Militar. O detido foi identificado como Giliard Fernandes Ruas, conhecido como Galego, de 40 anos. Ele possuía mandado de prisão por roubo expedido pelo Judiciário mineiro. Durante a abordagem, tentou fugir, mas foi alcançado e contido pelos policiais. Com ele foram apreendidos uma carteira com documentos e um aparelho celular. Após a prisão, Galego foi levado para a Delegacia Territorial de Carinhanha, onde permanecerá à disposição da Justiça de Minas Gerais. Registros policiais apontam que ele já havia fugido do presídio de Montes Claros, em 2015, quando cumpria pena por furto e roubo. No ano seguinte, também escapou da cadeia pública de Carinhanha, sendo recapturado posteriormente. O suspeito é classificado como de alta periculosidade e investigado por envolvimento em assaltos na região.
O Tribunal do Júri de Carinhanha, no sudoeste da Bahia, condenou, na quarta-feira (19), Wanrley Silva Teixeira, de 30 anos, a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Ele foi responsabilizado por tentativa de feminicídio qualificado e por provocar aborto sem consentimento da vítima. O crime ocorreu em abril de 2020. Cleidiane dos Santos Ribeiro, então com 20 anos e grávida, foi empurrada da ponte Guimarães Rosa, que liga Carinhanha a Malhada, sobre o rio São Francisco. A jovem sobreviveu após ficar presa na vegetação às margens do rio. Ela foi resgatada por guardas municipais com apoio de um pescador que passava pelo local. Durante o julgamento, a defesa alegou que a queda teria sido acidental, mas os jurados rejeitaram a tese. O Ministério Público sustentou que o réu agiu por motivo torpe, ao se recusar a assumir a paternidade, e levou a vítima ao local com o objetivo de provocar sua morte. A denúncia foi acolhida integralmente pelo júri, que reconheceu as qualificadoras de feminicídio tentado e aborto provocado por terceiro. Na sentença, o juiz Arthur Antunes Amaro Neves destacou a gravidade do crime e as consequências para a vítima, que ainda enfrenta sequelas psicológicas e faz uso de medicamentos controlados cinco anos após o ocorrido. Apesar da condenação, Wanrley Teixeira poderá recorrer em liberdade. Ele terá de cumprir medidas cautelares que o impedem de se aproximar ou manter contato com a vítima e familiares.
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