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Um homem com mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio foi preso na tarde de terça-feira (28), na Praça da Matriz, em Jussiape, na Chapada Diamantina. A captura ocorreu após a polícia receber informações sobre o paradeiro do suspeito. De acordo com os agentes, ao localizar o indivíduo, foi iniciada a abordagem. O homem tentou fugir ao perceber a presença da guarnição, mas acabou sendo alcançado e detido no local. Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça para a adoção das medidas cabíveis.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu nesta terça-feira (24) a situação de emergência no município de Jussiape, localizado na Chapada Diamantina, após as fortes chuvas que atingiram a região. A portaria que oficializa o reconhecimento foi publicada no Diário Oficial da União. Com a medida, a prefeitura passa a ter acesso a mecanismos que permitem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil. Com o reconhecimento, o município fica autorizado a requisitar apoio financeiro para atender às demandas emergenciais provocadas pelas chuvas, incluindo a aquisição de itens e serviços necessários para o atendimento à população afetada. A liberação dos recursos depende do envio de planos de trabalho por parte da gestão municipal, que são analisados pela equipe técnica da Defesa Civil Nacional antes da autorização dos repasses.
O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou a suspensão imediata do Carnaval 2026 no distrito de Caraguataí, no município de Jussiape, na região da Chapada Diamantina. A festa estava prevista para acontecer entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 2026. A recomendação foi emitida pela Primeira Promotoria de Justiça de Livramento de Nossa Senhora, após análise do planejamento apresentado para a realização do evento. Segundo o órgão, foram identificadas falhas administrativas, financeiras e estruturais que podem comprometer a segurança do público e a legalidade da festividade. Entre os principais problemas apontados está a ausência de procedimentos administrativos formais para vistoria e regularização das estruturas temporárias do Carnaval, além da inexistência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento obrigatório para eventos de grande porte. A promotoria também destacou que não há autorização da Polícia Civil para a realização de escala extraordinária de agentes durante o período da festa, o que, segundo o Ministério Público, fragiliza o esquema de segurança pública previsto para o evento. Outro ponto considerado crítico diz respeito à situação financeira do município. Embora a Prefeitura tenha informado que o Carnaval seria custeado com recursos próprios, estimados em cerca de R$ 800 mil, não foram apresentados documentos que comprovem a regularidade orçamentária, nem contratos firmados com artistas ou publicações oficiais dessas contratações no Diário Oficial. O Ministério Público ainda chamou atenção para a precariedade de serviços públicos essenciais em Jussiape, como problemas estruturais na delegacia de polícia, dificuldades no transporte de pacientes para tratamento fora do domicílio — especialmente pessoas em hemodiálise — e demora no acesso a consultas especializadas, como neuropediatria. Para a promotoria, esse cenário torna incompatível a realização de um evento de grande porte e alto custo. A recomendação cita também atrasos na entrega das prestações de contas de 2025 ao Tribunal de Contas dos Municípios, o que dificulta a fiscalização dos gastos públicos, além de indícios de uso excessivo de contratações temporárias sem processo seletivo. Diante desse conjunto de fatores, o Ministério Público orientou que o prefeito se abstenha de autorizar ou realizar o Carnaval, até que todas as irregularidades sejam sanadas. Caso a recomendação não seja acatada, o gestor deverá apresentar, no prazo de 12 horas, manifestação formal acompanhada de documentação que comprove a regularidade financeira, administrativa, contratual e de segurança do evento. O órgão informou ainda que o descumprimento da recomendação poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo ações nas esferas cível, administrativa e penal.
O município de Jussiape voltou a integrar oficialmente a área de atuação da 46ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada em Livramento de Nossa Senhora. A mudança faz parte de uma reestruturação da Polícia Militar da Bahia voltada à otimização da distribuição de recursos e à ampliação da eficiência do atendimento à população. Em 2024, Jussiape havia sido transferida para a área da 29ª Companhia Independente de Polícia Militar, com sede em Seabra. A decisão agora é revista a partir de critérios operacionais e de planejamento, considerando a dinâmica territorial e as demandas crescentes por segurança no município e no entorno. O ato de transição ocorreu na manhã desta terça-feira (13), na Câmara Municipal de Jussiape. Estiveram presentes o prefeito Zé Luz, o vice-prefeito Raul de Cássio, o comandante da 46ª CIPM, major Wagner Rocha, o comandante da 29ª CIPM, major Pires, e o presidente da Câmara Municipal, José Roberto, além de autoridades locais. Durante o encontro, representantes do Executivo e do Legislativo destacaram a importância da integração entre o poder público municipal e a Polícia Militar no enfrentamento da violência e do tráfico de drogas. A preocupação é reforçada pela previsão de chegada, entre 2025 e 2026, de mais de mil trabalhadores da Grande Sertão Transmissora de Energia, responsável pela construção da linha de transmissão Ourolândia–Jussiape. O prefeito também mencionou o impacto do crescimento populacional esperado com a instalação da Brazil Iron, cuja subsidiária brasileira tem sede em Piatã. A estimativa é de que até 15 mil trabalhadores sejam realocados para Jussiape, o que amplia a necessidade de planejamento integrado e de reforço do aparato de segurança pública para garantir prevenção, ordem e tranquilidade à população.
Na cidade de Jussiape, na Chapada Diamantina, servidores da educação vêm enfrentando recorrentes atrasos no pagamento dos salários, situação atribuída à gestão do prefeito José Santos Luz (Avante). De acordo com informações da categoria, os vencimentos vêm sendo creditados sistematicamente após o prazo legal de cinco dias úteis de cada mês, comprometendo a organização financeira dos trabalhadores. Além do atraso, educadores relatam desigualdade na liberação dos pagamentos, já que parte dos profissionais recebe antes e outro grupo permanece aguardando por mais tempo. Segundo o diretor da APLB-Sindicato, professor Dourival Caíres, o problema se intensificou no final do ano, quando servidores passaram a virada sem receber os salários de dezembro e sem o terço constitucional de férias. Diante do cenário, o sindicato acionou seu setor jurídico e protocolou, em 14 de outubro de 2024, um Mandado de Segurança Coletivo para garantir que o pagamento seja realizado dentro do prazo legal e de forma igualitária entre todos os trabalhadores. Em despacho emitido em 16 de dezembro, o juiz responsável determinou que o Município de Jussiape se manifeste em até dez dias sobre as alegações apresentadas. O caso segue em tramitação, enquanto educadores aguardam uma solução definitiva para assegurar a regularidade salarial e o cumprimento dos direitos da categoria.
O prefeito de Jussiape, Zé Luz (Avante), apresentou esclarecimentos sobre questionamentos relacionados à contratação de serviços terceirizados na rede municipal de ensino. A apuração teve origem em denúncia apresentada pela APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia e pela Auditoria Pública Cidadã Baiana (AUCIB), que apontam supostas irregularidades no uso de recursos do Fundeb. As entidades questionam um contrato firmado entre a Prefeitura de Jussiape e a empresa Sertel Serviços Terceirizados Ltda., no valor global de R$ 11,45 milhões, que contempla funções como auxiliar de classe e monitor escolar. Segundo a denúncia, essas atividades integrariam a atividade-fim da educação básica e, por isso, não poderiam ser terceirizadas, além de estarem, supostamente, substituindo cargos efetivos do quadro municipal. Em resposta, a gestão municipal sustenta que não há irregularidade na contratação e que os valores pagos com recursos do Fundeb respeitam os limites legais. Conforme informações apresentadas pela Prefeitura, o gasto total com a empresa terceirizada ao longo do ano, custeado com recursos do Fundeb, foi de R$ 556.788,28, valor distribuído ao longo em cinco repasses: R$ 68.285,71, R$ 178.476,13, R$ 147.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 133.026,44. O montante corresponde a menos que 13% do total recebido pelo município via Fundeb no exercício analisado. “O que precisa ficar claro é que não houve extrapolação da lei. O percentual utilizado está muito abaixo do limite permitido. A legislação autoriza que até 30% do Fundeb seja destinado a esse tipo de despesa, e em Jussiape usamos menos de 13%”, afirmou o prefeito Zé Luz, destacando que a administração age com responsabilidade fiscal e transparência na aplicação dos recursos públicos. O governo reforça ainda que as contratações terceirizadas atendem a necessidades específicas da rede municipal de ensino e não configuram substituição irregular de servidores efetivos. A gestão afirma estar à disposição do Ministério Público para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia que, com a análise técnica dos dados e documentos apresentados, ficará demonstrada a legalidade dos atos administrativos.
Um homem morreu no fim da tarde de sábado (20), após um confronto com policiais da 29ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), na cidade de Jussiape, na Chapada Diamantina. O caso ocorreu por volta das 18h30, na Rua da Embasa, no centro do município. Identificado como Aparecido Barbosa de Carvalho Junior, de 34 anos, ele era morador da Fazenda Espinho, na zona rural da cidade. Segundo a 20ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a guarnição foi acionada para averiguar uma denúncia de tráfico de drogas em um bar da região. Durante a abordagem, o suspeito tentou fugir e disparou contra os policiais, que reagiram. Houve troca de tiros, e os militares relataram terem sido surpreendidos por novos disparos antes de revidarem novamente. Ao final do confronto, Aparecido foi encontrado caído ao solo, ainda portando uma arma de fogo e uma bolsa preta contendo entorpecentes e munições. Ele foi socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pelo médico plantonista.
Os professores da rede municipal de ensino de Jussiape, na Chapada Diamantina, estão enfrentando atraso no pagamento dos salários. A categoria afirma que não recebeu justificativas da prefeitura para o problema, gerando frustração e indignação. Segundo os profissionais, o saldo positivo de R$ 170.436,62 no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) comprova que não há falta de recursos. Apesar disso, o prefeito José Santos Luz (Avante) não apresentou explicações sobre a situação.
O diretor da APLB em Jussiape, professor Dourival Caires, confirmou que a Secretaria Municipal de Educação reconheceu o atraso, mas não ofereceu esclarecimentos concretos. Para os docentes, o impasse compromete suas finanças pessoais, prejudica o ambiente escolar e afeta diretamente a dedicação às atividades pedagógicas. A categoria afirma ainda que o atraso salarial representa sensação de abandono e desvalorização profissional, cobrando que a gestão municipal regularize os pagamentos o quanto antes, garantindo respeito, dignidade e cumprimento dos direitos trabalhistas.