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O Governo da Bahia realiza na sexta-feira (13), às 9h30, a abertura das propostas de preços da licitação para reforma e ampliação do Hospital Geral de Guanambi, no sudoeste do estado. O processo é conduzido pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e prevê um investimento estimado em R$ 81,2 milhões. A intervenção tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento da unidade, que atualmente registra elevada taxa de ocupação. De acordo com dados da Sesab, os leitos clínicos operam com ocupação de 169%, enquanto os leitos cirúrgicos alcançam 81%. O projeto prevê uma área total de intervenção superior a 11 mil metros quadrados, com foco na modernização da estrutura hospitalar que atende moradores de 22 municípios e uma população estimada em quase 500 mil pessoas. Entre as mudanças previstas está a ampliação do número de leitos, com a criação de 30 vagas adicionais para internação adulta e a implantação de uma nova ala pediátrica com 20 leitos. O projeto também inclui a instalação de uma unidade de terapia intensiva pediátrica com 10 leitos, estrutura que ainda não existe na unidade. O centro cirúrgico também deve ser ampliado e passará a contar com cinco salas, além de novos leitos destinados à recuperação pós-operatória. A proposta contempla ainda a criação de um espaço voltado para ensino e pesquisa, voltado à formação de profissionais da área de saúde. Parte significativa do investimento será direcionada à infraestrutura da unidade. O projeto prevê cerca de R$ 23,2 milhões destinados ao sistema de climatização e aproximadamente R$ 10,1 milhões para a modernização da rede elétrica, incluindo instalação de geradores e transformadores. Como o hospital continuará em funcionamento durante a obra, o cronograma será executado em etapas. A primeira fase prevê a construção de novos blocos de apoio, como cozinha, refeitório e farmácia. Após essa etapa, as intervenções devem avançar para setores considerados estratégicos, como a UTI e a emergência. A maternidade e o Centro de Parto Normal, entregues em (2022), não fazem parte da reforma e seguirão funcionando normalmente durante a execução das obras. A licitação ocorre na modalidade de concorrência presencial e deve definir nos próximos dias a empresa responsável pela execução do projeto, considerado uma das maiores intervenções recentes na rede pública de saúde do sudoeste baiano.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, concluída em outubro, identificou aumento no tempo de espera para atendimento em diversas especialidades médicas da rede pública entre 2019 e 2024. O levantamento apontou piora em 14 das 26 áreas avaliadas, mesmo com a ampliação de leitos e investimentos pontuais no período. Segundo o relatório, procedimentos de média e alta complexidade estão entre os mais afetados. A espera para cirurgias torácicas, por exemplo, passou de uma média de quatro dias para mais de dez, podendo chegar a 17 dias em algumas regiões do estado. Também houve crescimento no tempo de resposta para consultas em especialidades como Hematologia, Oncologia, Urologia e Pneumologia. O estudo mostrou ainda que somente nove especialidades apresentaram melhora e outras três permaneceram estáveis. Apesar disso, o TCE concluiu que a estrutura atual da rede estadual não tem sido suficiente para reduzir a fila de atendimento. A auditoria também destacou falhas operacionais e administrativas que contribuem para o aumento das filas, como a quantidade reduzida de médicos nas centrais de regulação, o uso predominante de trabalhadores terceirizados e a ausência de concursos públicos desde 2019. Outro ponto crítico levantado foi a centralização do sistema de regulação desde 2020, quando os complexos regionais foram desativados e a Central Estadual de Regulação passou a coordenar quase toda a demanda. A unidade hoje atende 389 municípios e mais de 13 milhões de habitantes. Especialistas ouvidos pelo Tribunal afirmaram que a demora está relacionada à baixa cobertura de atenção básica e à falta de profissionais especializados, sobretudo em áreas consideradas sensíveis, como oncologia e hematologia. A Secretaria de Saúde do Estado foi procurada para se manifestar sobre os resultados da auditoria, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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