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A Polícia Civil da Bahia deflagrou na manhã desta terça-feira (17) a Operação Pecten, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e crimes violentos em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nos bairros Avenida Integração, Brasil, Centro Industrial, Ibirapuera e Alegria. Durante as diligências, foram apreendidos R$ 150.660, celulares e documentos relacionados às atividades criminosas. Na residência de um dos investigados, foi encontrado um revólver. O proprietário, um homem de 35 anos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Um mandado de prisão preventiva foi expedido contra uma das lideranças do grupo, apontada como responsável pela distribuição de drogas e armas na região. O investigado não foi localizado e está foragido. A operação é resultado de investigação iniciada em 2025 pela 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), vinculada ao DENARC, que identificou a atuação do grupo no tráfico, no comércio ilegal de armas e em homicídios ligados à disputa pelo narcotráfico no sudoeste baiano. A ação contou com apoio de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo o DHPP, o DEIC e o DRACO.
A Receita Federal do Brasil identificou indícios de acessos irregulares a seus sistemas por parte de um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedido ao órgão. Segundo as apurações, dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares teriam sido visualizados e posteriormente repassados de forma indevida. A investigação deu origem a uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (17), que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram autorizadas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de medidas cautelares como recolhimento domiciliar noturno e afastamento imediato de funções públicas. De acordo com nota do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, os investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro no Rio de Janeiro, além de Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As investigações preliminares apontaram “múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Receita, seguidos de vazamento de informações protegidas por sigilo fiscal. O rastreamento permitiu identificar quais dados foram consultados, por quanto tempo permaneceram acessados e se houve download ou impressão de documentos. Segundo os investigadores, um sistema automatizado foi utilizado para mapear acessos envolvendo mais de 100 pessoas, entre ministros da Corte e familiares. Parte do relatório já foi encaminhada ao ministro relator, que havia solicitado auditoria abrangendo os últimos três anos. Entre os registros identificados está o acesso à declaração da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Reportagem do jornal O Globo apontou que o Banco Master contratou o escritório da advogada por R$ 3,6 milhões mensais em 2024. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil no ano passado. Em nota, a Receita informou que já conduzia investigação interna em parceria com a Polícia Federal e que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais. O órgão destacou que concluiu sete processos disciplinares no período, com três demissões, e mantém outros dez em andamento. As defesas dos investigados não foram localizadas até a última atualização.
Equipes da Delegacia Territorial (DT) de Coração de Maria cumpriram, na manhã desta terça-feira (21), mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem investigado pela morte de Yasmin Novais Nogueira, cujo corpo foi localizado no último dia 5, em uma estrada vicinal daquele município. O suspeito foi preso na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Conceição do Jacuípe, e com ele os policiais apreenderam diversos pertences da vítima. No momento da abordagem, descobriu-se que o homem se preparava para viajar para Santa Catarina. Conforme apurado, ele mantinha vínculo profissional e financeiro com a vítima. Levantamentos investigativos também indicaram que foi o próprio suspeito quem levou Yasmin ao Terminal Rodoviário de Feira de Santana, no dia 30 de dezembro de 2025, quando a mulher viajou para Fortaleza, e quem a buscou em seu retorno, no dia 5 de janeiro de 2026, sendo este o último registro dela com vida. Com o cumprimento dos mandados, o investigado foi conduzido ao Complexo Policial de Santo Amaro, passou pelos exames de praxe no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e permanece à disposição da Justiça.
O Ministério Público de São Paulo realizou na sexta-feira (16) a Operação Serpens, que investiga o possível envolvimento da delegada Layla Lima Ayub com integrantes do Primeiro Comando da Capital. Recém-empossada no cargo, ela está presa e é suspeita de manter vínculos pessoais e profissionais com membros da facção. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo e Pará, além de dois mandados de prisão temporária. As diligências ocorreram em endereços ligados à investigada e a outras pessoas apontadas como parte da estrutura que teria favorecido integrantes do grupo criminoso. De acordo com o Ministério Público, a delegada utilizava a função pública de forma irregular durante audiências de custódia envolvendo presos ligados ao PCC. As suspeitas incluem interferência em procedimentos e atuação fora dos limites legais atribuídos ao cargo. A Operação Serpens foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do Pará. As equipes seguem analisando documentos, aparelhos eletrônicos e materiais apreendidos para aprofundar as investigações e identificar a dimensão do envolvimento da delegada com a facção.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem como um dos principais alvos o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar descontos em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 52 mandados de busca e apreensão. Por se tratar de um parlamentar com foro por prerrogativa de função, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem de forma simultânea em Brasília, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas sobre um esquema considerado complexo, que envolvia a inserção de dados falsos em sistemas oficiais do governo para viabilizar descontos não autorizados em benefícios previdenciários. De acordo com as apurações, os investigados podem responder por estelionato previdenciário, organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações e ocultação de patrimônio, caracterizada como lavagem de dinheiro. A Operação Sem Desconto apura a atuação de entidades que, sem o consentimento dos segurados, realizavam descontos de mensalidades associativas diretamente nas aposentadorias e pensões. A Polícia Federal busca identificar como os dados dos beneficiários eram acessados e quem se beneficiava financeiramente dos valores desviados, que teriam causado prejuízos a milhares de aposentados em todo o país. Até a última atualização desta reportagem, a assessoria do senador Weverton Rocha não havia se manifestado oficialmente sobre o cumprimento de mandados em seus endereços.
A Polícia Civil da Bahia realizou, nesta segunda-feira (15), a Operação Gás Legal e apreendeu 204 botijões de gás em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. A ação teve como foco o combate ao armazenamento e à comercialização irregular do produto, considerados de alto risco para a segurança da população. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados na zona oeste da cidade, onde funcionavam depósitos clandestinos. As investigações tiveram início após denúncias anônimas apontarem a venda ilegal de botijões em locais sem qualquer autorização dos órgãos reguladores. Durante as diligências, os policiais constataram que o gás era estocado em residências e estabelecimentos comerciais de outros segmentos, em desacordo com as normas técnicas e de segurança exigidas pela Agência Nacional do Petróleo. O armazenamento ocorria em áreas residenciais e de grande circulação de pessoas, ampliando o risco de acidentes. Segundo a Polícia Civil, a prática caracteriza crime contra a ordem econômica, cuja pena pode variar de um a cinco anos de detenção. Quatro homens foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberados. Eles foram indiciados e responderão a inquérito policial. Todo o material apreendido foi encaminhado a um revendedor autorizado, que ficará responsável pela guarda dos botijões até decisão judicial. A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista e contou com o apoio da Delegacia de Homicídios, da 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes e do Grupo de Apoio Tático à Investigação da região Sudoeste.
A Operação Sinete desarticulou, nesta quarta-feira (26), um grupo criminoso responsável por fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos. A ação integra medida cautelar deferida pelo Poder Judiciário, que autorizou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária. Até o momento, sete pessoas foram presas. Durante as diligências, foram apreendidos doze carros, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos. O sequestro judicial de valores e bens também foi determinado, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados. As apurações conduzidas no âmbito do inquérito instaurado pela Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) identificaram uma estrutura formada por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública. O conjunto probatório aponta para um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo. A investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas, o que permitiu reunir elementos suficientes para o deferimento das medidas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema. A operação contou com o apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As medidas foram executadas de forma simultânea, garantindo a preservação das provas e a segurança dos agentes. As investigações seguem para delimitar responsabilidades, identificar possíveis novos envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.