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MP aponta R$ 15 milhões em repasses a PM aposentado investigado por milícia no oeste da Bahia
REGIãO SUDOESTE 02/Mar/2026 - 18h00
Foto: Alan Oliveira / G1

MP aponta R$ 15 milhões em repasses a PM aposentado investigado por milícia no oeste da Bahia

Uma investigação sobre a atuação de grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, identificou repasses que somam aproximadamente R$ 15 milhões em um período de dois anos e meio a um policial militar aposentado que está preso e responde a processos sob acusação de comandar uma milícia privada envolvida em grilagem de terras na região. De acordo com informações do Ministério Público da Bahia, as transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram detectadas por meio de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento aponta movimentação considerada atípica nas contas de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ex-sargento da PM baiana. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os valores eram transferidos para Erlani ou para sua empresa de segurança e, posteriormente, redirecionados para contas suspeitas de serem utilizadas como interpostas pessoas. O Ministério Público sustenta que os principais remetentes são empresas do setor agropecuário atuantes na região de Correntina e municípios vizinhos. Entre as empresas citadas estão a Agrothathi Ltda., que teria transferido R$ 2,6 milhões no período investigado; a Agropecuária Ubatuba, com quase R$ 1 milhão; e a empresa Água Santa, ligada ao cultivo de batata-inglesa, que também teria realizado repasses superiores a R$ 1 milhão. As empresas afirmam que mantiveram contratos formais e lícitos de prestação de serviços, com emissão regular de notas fiscais, e negam qualquer irregularidade. O Ministério Público aponta que Erlani é réu em dois processos, sob acusações de constituição de milícia privada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com as denúncias, o grupo investigado teria atuado com ameaças, agressões e sequestros em disputas fundiárias na região. Além dele, um suposto ajudante também está preso. As investigações seguem em andamento e, embora mencionadas nos relatórios financeiros, as empresas citadas não figuram como rés nas ações até o momento. O oeste da Bahia é considerado um dos principais polos agropecuários do país e registra histórico de conflitos relacionados à posse de terras. A defesa do policial aposentado nega as acusações e afirma que ele atuava regularmente por meio de empresa de segurança patrimonial contratada por produtores rurais. O caso continua sob apuração do Ministério Público e da Justiça estadual.

Ex-sargento da PM apontado como líder de milícia volta à prisão no oeste da Bahia
CORRENTINA 24/Dez/2025 - 23h00
Foto: Divulgação/Policia Militar

Ex-sargento da PM apontado como líder de milícia volta à prisão no oeste da Bahia

Um sargento da reserva remunerada da Polícia Militar, apontado como líder de uma milícia armada que atua há mais de uma década no oeste da Bahia, voltou a ser preso nesta terça-feira (23). A nova detenção ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que revogou a liberdade anteriormente concedida ao acusado. Carlos Erlani Gonçalves dos Santos teve a prisão preventiva restabelecida durante novos desdobramentos da Operação Terra Justa, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em conflitos agrários marcados por extrema violência, especialmente no município de Correntina. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa utilizava empresas de segurança privada como fachada para praticar crimes como ameaças, agressões físicas, destruição de propriedades rurais e expulsão de comunidades tradicionais. As apurações também indicam suspeitas de pistolagem e de negociação de armamento pesado. Na primeira fase da operação, Carlos Erlani foi denunciado por integrar milícia armada. Em etapas posteriores, passou a responder também por organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, ele teria movimentado mais de R$ 29 milhões entre os anos de 2021 e 2024, montante considerado incompatível com a renda declarada. As investigações revelaram ainda que um tenente-coronel da Polícia Militar, preso em setembro por suspeita de acobertar as ações da milícia, teria recebido pagamentos mensais de R$ 15 mil feitos pelo acusado no mesmo período. O suposto repasse reforçou as suspeitas de envolvimento de agentes públicos no esquema investigado. Para o Ministério Público, a decisão que havia colocado o ex-sargento em liberdade não considerou a gravidade dos crimes atribuídos nem o risco de continuidade das atividades ilícitas. O órgão também apontou a possibilidade de intimidação de testemunhas e vítimas caso o acusado permanecesse solto. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos não havia sido localizada.

Operação Terra Justa mira grupo miliciano armado no oeste da Bahia
REGIãO OESTE 26/Abr/2025 - 22h01
Foto: Divulgação

Operação Terra Justa mira grupo miliciano armado no oeste da Bahia

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos na manhã de sexta-feira (25) contra um grupo miliciano armado que atuava há mais de dez anos no oeste da Bahia, em regiões habitadas por dezenas de famílias de comunidades tradicionais. A "Operação Terra Justa" teve como alvos integrantes da milícia acusada de envolvimento em atos de intimidação e violência em conflitos fundiários. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, da Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia e do Comando de Policiamento de Missões Especiais, através da Cipe Cerrado.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Correntina e Jaborandi. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, armas e munições. Os mandados foram autorizados pela Vara Criminal de Correntina, a partir de investigações conduzidas pelo MPBA, que identificaram a atuação do grupo em áreas rurais da região. De acordo com as apurações, a milícia operava disfarçada de empresa de segurança privada, sem autorização da Polícia Federal, prestando serviços a grandes fazendeiros.
O grupo é acusado de praticar ameaças, agressões e grilagem de terras, expulsando famílias posseiras e povos tradicionais de suas terras de origem. O Ministério Público denunciou os integrantes à Justiça por crime de milícia privada.

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