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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do feminicídio da policial militar Gisele Alves Santana, será julgado pela Justiça comum. A decisão foi proferida pelo ministro Reinaldo Soares, do Superior Tribunal de Justiça, após análise sobre a competência para julgamento do caso. O magistrado aplicou entendimento recente da Terceira Seção do STJ, que estabelece que crimes dolosos contra a vida praticados por militares só devem ser julgados pela Justiça Militar quando houver relação direta com a atividade funcional e com a preservação da hierarquia e disciplina. Como o caso não apresenta esse vínculo, a competência foi atribuída ao Tribunal do Júri. O processo tramita na 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, onde a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Estadual. Em manifestação nesta terça-feira (28), o advogado José Miguel da Silva Junior, representante da família da vítima, afirmou que o entendimento sempre foi de que o crime não possui natureza militar. A decisão deverá ser publicada oficialmente na próxima quinta-feira (30) e reforça o posicionamento do STJ sobre a limitação da competência da Justiça Militar em casos de crimes contra a vida sem relação com o exercício da função.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Megaoperação Zimmer para desarticular a cadeia de comando e neutralizar a atuação de integrantes de uma organização criminosa com ramificações em seis estados. As ações alcançam a Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com apoio das polícias Militar e Federal. A operação reúne cerca de 400 agentes, entre policiais civis, militares, equipes do Departamento de Polícia Técnica e policiais federais. Mais de 90 mandados judiciais estão sendo cumpridos contra suspeitos ligados aos setores operacional, logístico e financeiro da organização. A investigação identificou uma estrutura criminosa responsável pelo tráfico de drogas, homicídios, crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e disputas territoriais. As apurações revelaram que o grupo atuava no abastecimento, preparo e distribuição de entorpecentes, além de utilizar pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem de valores obtidos com atividades ilícitas. A Justiça recebeu pedido de bloqueio de R$ 100 milhões, além do sequestro de bens ligados aos investigados, como parte do esforço para impedir a continuidade das ações do grupo. A Megaoperação Zimmer conta com equipes dos departamentos de Inteligência Policial, Repressão ao Narcotráfico, Homicídios, Polícia Metropolitana, Polícia do Interior, Proteção à Mulher e de unidades especializadas, como Core e COPJ. As ações também têm apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, do Departamento de Polícia Técnica, da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. O trabalho integrado busca desestruturar a organização criminosa em todas as suas frentes, desde o comando até os responsáveis pela movimentação financeira e logística.
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