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O secretário da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, apresentou o balanço oficial das ações de segurança durante o Carnaval da Bahia 2026 e apontou como principal resultado a inexistência de mortes violentas nos circuitos oficiais da festa pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com o secretário, mais de 10 milhões de pessoas passaram pelos portais de acesso instalados nas áreas monitoradas, número que se aproxima de 11 milhões quando incluídos os eventos de pré-Carnaval. Mesmo com o aumento do público, os índices criminais permaneceram estáveis, segundo a pasta. A operação contou com mais de cinco mil câmeras distribuídas nos circuitos da capital e em municípios do interior onde cerca de 150 cidades realizaram festejos. Werner informou que não houve registro de ocorrências graves nas celebrações fora de Salvador. Entre os destaques está o avanço no uso do reconhecimento facial, que resultou na prisão de 73 pessoas com mandados em aberto, sendo 10 delas no interior do estado. A ampliação da tecnologia para outras regiões foi citada como estratégia para fortalecer o monitoramento. Além disso, drones, aeronaves e embarcações foram utilizados no patrulhamento aéreo e marítimo, e policiais civis atuaram de forma disfarçada nos circuitos. Houve aumento de prisões em flagrante, especialmente relacionadas a crimes contra o patrimônio. O número de portais de acesso subiu para 53 neste ano, ante 47 na edição anterior. Conforme o balanço, mais de sete mil objetos proibidos foram retidos, crescimento próximo de 50% em relação a 2025. A coordenação das ações ocorreu por meio do Centro Integrado de Comando e Controle, que reuniu 48 órgãos municipais, estaduais e federais durante o período festivo. Werner também destacou as iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com respostas consideradas rápidas em ocorrências envolvendo importunação e agressões. Ao encerrar a apresentação, o secretário agradeceu às forças de segurança, ao sistema de Justiça, à imprensa e aos foliões. Segundo levantamento realizado com mais de 12 mil entrevistados, o índice de satisfação e sensação de segurança ficou em torno de 90%, conforme dados divulgados pela pasta.
A Polícia Civil da Bahia registrou, em novembro de 2025, o menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos. De acordo com a corporação, 273 ocorrências foram contabilizadas no período, resultado influenciado por megaoperações voltadas ao bloqueio financeiro de facções e pelo reforço no patrulhamento estadual. O total representa uma queda de 28% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 379 mortes violentas. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, a redução é atribuída ao trabalho contínuo das forças policiais, que vêm promovendo ações de enfrentamento ao crime organizado. A pasta destaca que, em 2023, a Bahia registrou redução de 6% nos crimes letais e, em 2024, de 8,2%. Entre as estratégias citadas estão o aumento do efetivo e o investimento em operações integradas. Nos últimos dois anos, seis mil policiais e bombeiros foram incorporados às corporações. Um novo grupo, com dois mil policiais militares, será apresentado no dia 5 de dezembro. A Secretaria também aponta avanços na área pericial, com ampliação do quadro do Departamento de Polícia Técnica. Para 2026, está previsto um novo concurso público para a Polícia Civil, com 750 vagas distribuídas entre delegados, escrivães e investigadores.
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