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Ex-sargento da PM apontado como líder de milícia volta à prisão no oeste da Bahia
CORRENTINA 24/Dez/2025 - 23h00
Foto: Divulgação/Policia Militar

Ex-sargento da PM apontado como líder de milícia volta à prisão no oeste da Bahia

Um sargento da reserva remunerada da Polícia Militar, apontado como líder de uma milícia armada que atua há mais de uma década no oeste da Bahia, voltou a ser preso nesta terça-feira (23). A nova detenção ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que revogou a liberdade anteriormente concedida ao acusado. Carlos Erlani Gonçalves dos Santos teve a prisão preventiva restabelecida durante novos desdobramentos da Operação Terra Justa, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em conflitos agrários marcados por extrema violência, especialmente no município de Correntina. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa utilizava empresas de segurança privada como fachada para praticar crimes como ameaças, agressões físicas, destruição de propriedades rurais e expulsão de comunidades tradicionais. As apurações também indicam suspeitas de pistolagem e de negociação de armamento pesado. Na primeira fase da operação, Carlos Erlani foi denunciado por integrar milícia armada. Em etapas posteriores, passou a responder também por organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, ele teria movimentado mais de R$ 29 milhões entre os anos de 2021 e 2024, montante considerado incompatível com a renda declarada. As investigações revelaram ainda que um tenente-coronel da Polícia Militar, preso em setembro por suspeita de acobertar as ações da milícia, teria recebido pagamentos mensais de R$ 15 mil feitos pelo acusado no mesmo período. O suposto repasse reforçou as suspeitas de envolvimento de agentes públicos no esquema investigado. Para o Ministério Público, a decisão que havia colocado o ex-sargento em liberdade não considerou a gravidade dos crimes atribuídos nem o risco de continuidade das atividades ilícitas. O órgão também apontou a possibilidade de intimidação de testemunhas e vítimas caso o acusado permanecesse solto. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos não havia sido localizada.

Tenente-coronel investigado por corrupção e ligação com grupo miliciano é alvo de operação na Bahia
REGIãO OESTE 08/Set/2025 - 21h02
Foto: Divulgação

Tenente-coronel investigado por corrupção e ligação com grupo miliciano é alvo de operação na Bahia

Um tenente-coronel da Polícia Militar foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo sem registro durante a segunda fase da Operação Terra Justa, deflagrada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). A ação contou com apoio da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e dois de prisão preventiva nos municípios de Correntina, Santa Maria da Vitória e Salvador. Documentos, celulares, computadores, armas, munições e outros materiais foram apreendidos e encaminhados para perícia. Segundo as investigações, o oficial de alta patente recebia vantagens indevidas para encobrir atividades criminosas de uma organização miliciana que, por mais de dez anos, invadia terras de comunidades tradicionais em Correntina, usando a violência, em benefício de fazendeiros locais. De acordo com o Gaeco, o tenente-coronel teria recebido entre 2021 e 2024 pagamentos mensais de R$ 15 mil feitos pelo líder da milícia, um sargento da reserva remunerada da PM. Ele é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na primeira fase da Operação Terra Justa, o sargento e um comparsa haviam sido presos. Nesta etapa, ambos também foram alvos de novos mandados de prisão preventiva. Eles, junto a outras três pessoas, já respondem a uma denúncia apresentada pelo MP-BA, recebida em 5 de agosto pela Vara Criminal de Correntina, pela prática de crimes de organização criminosa e lavagem de capitais oriundos de atividade miliciana. A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de bens dos acusados em valores que ultrapassam R$ 8,4 milhões. Entre 2014 e 2024, só na conta bancária do sargento da reserva remunerada, foram movimentados aproximadamente R$ 30 milhões, em grande parte provenientes de empresas ligadas ao setor agropecuário, segundo a apuração. As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no esquema.

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