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A deputada estadual Neusa Cadore (PT) assumiu, nesta quarta-feira (8), a liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia. Ela substitui Marcelino Galo, que deixou o mandato após mudanças provocadas pelo prazo de desincompatibilização eleitoral. Neusa retorna ao Legislativo após deixar o comando da Secretaria de Políticas para as Mulheres, reforçando a reorganização política dentro da base governista. Além da nova liderança, o PT também definiu outras funções estratégicas. Osni Cardoso, que deixou a Secretaria de Desenvolvimento Rural, foi indicado para a vice-liderança do governo na Casa. Já Angelo Almeida, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, assumiu a vice-liderança do partido. Com o retorno dos titulares aos mandatos, parlamentares suplentes deixaram a Assembleia, entre eles Radiovaldo Costa (PT), Fabíola Mansur (PV) e o próprio Marcelino Galo. A movimentação também envolveu outros partidos. A volta de Jusmari Oliveira (PSD), após deixar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, provocou o retorno de Marcone Amaral à suplência. As mudanças refletem o impacto direto do calendário eleitoral na composição da Assembleia e na reorganização das forças políticas no estado.
Durante participação no CPAC Estados Unidos, realizado no Texas neste sábado (28), o senador Flávio Bolsonaro colocou a Bahia no centro de sua estratégia política para as eleições de 2026. Pré-candidato à Presidência, ele afirmou que vê o estado como um dos principais polos de transformação no Nordeste e declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Ao comentar o cenário baiano, o parlamentar criticou a permanência do Partido dos Trabalhadores no comando do estado nas últimas duas décadas. Segundo ele, a continuidade do grupo político não teria produzido avanços suficientes em áreas consideradas prioritárias, como segurança, educação e geração de empregos. Flávio Bolsonaro defendeu que uma mudança política no Nordeste passa por alterar a percepção do eleitorado. Para ele, é necessário reforçar que programas sociais são direitos da população e não instrumentos de controle político. O senador também associou a troca de gestão à possibilidade de melhorias nas condições de vida. Ao tratar diretamente da Bahia, ele destacou ACM Neto como figura central nesse processo. Segundo o pré-candidato, o ex-prefeito teria potencial para converter esse discurso em apoio popular no estado. Apesar da sinalização, ele ponderou que ainda não há definições formais sobre alianças ou composição de palanques. O senador também mencionou articulações em andamento com partidos como União Brasil e Progressistas, que têm influência na Bahia. As conversas, segundo ele, ainda estão em estágio inicial, mas indicam aproximações para o próximo ciclo eleitoral. Ao ampliar o debate, Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a atual gestão como distante das demandas das novas gerações, especialmente nas áreas de tecnologia e mercado de trabalho. Mesmo com as críticas, o senador destacou o potencial da Bahia e do Nordeste, apontando a região como estratégica para o desenvolvimento do país. Ele também defendeu maior atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro, com foco em transparência e segurança nas eleições de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem previsão de retornar à Bahia no início de fevereiro, cerca de uma semana antes do início oficial do Carnaval. A agenda em discussão inclui uma passagem por Salvador por volta do dia 7, segundo informações apuradas nos bastidores políticos. A visita está associada às comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, previstas para ocorrer no Trapiche Barnabé, embora o local ainda não tenha confirmação oficial. O evento deve reunir lideranças nacionais e estaduais da sigla. Além do caráter partidário, a presença de Lula na capital baiana é interpretada como um movimento com reflexos no cenário político estadual. O presidente já sinalizou a intenção de disputar a reeleição e, durante a agenda, deve reforçar publicamente o apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que é pré-candidato a um novo mandato. Nos bastidores, também cresce a expectativa de que Lula utilize a visita para indicar apoio à possível candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao Senado Federal. Caso a articulação se confirme, o movimento pode fortalecer a formação de uma chapa majoritariamente petista na disputa estadual, que também pode contar com a participação do senador Jaques Wagner no processo eleitoral. Até o momento, a agenda oficial do presidente na Bahia ainda não foi confirmada publicamente.
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