Essa tag tem 2 posts encontrados
A estiagem recorrente no semiárido baiano tem impulsionado iniciativas inovadoras para enfrentar os desafios da alimentação animal na região. Em Igaporã, estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã desenvolveram um suplemento alimentar para bovinos à base de Moringa oleifera, como alternativa de baixo custo para pequenos produtores. O projeto foi idealizado pelos alunos Lívia Lopes e Pedro Henrique, com orientação dos professores Poliana Cardoso e Robson Costa. A iniciativa surgiu a partir da dificuldade enfrentada por criadores de gado durante períodos de seca, quando a vegetação perde folhas e o capim se torna escasso. Durante a pesquisa, os estudantes realizaram visitas a quatro propriedades rurais da região para observar práticas de alimentação bovina. Em duas delas, identificaram o uso da moringa como suplementação alimentar, enquanto nas demais predominavam alternativas tradicionais, como capim, palma e cana-de-açúcar. A partir dessas observações, os alunos estruturaram uma proposta baseada no uso da moringa, planta adaptada ao clima semiárido e conhecida pelo valor nutricional, com presença de proteínas, ferro, cálcio e vitaminas. A ideia é oferecer uma solução acessível aos produtores, reduzindo custos com insumos industrializados e incentivando práticas mais sustentáveis. O projeto também contou com a aplicação de etapas de pesquisa científica, incluindo análise de campo e desenvolvimento da proposta de formulação do suplemento. A iniciativa foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação da Bahia e deve avançar com novas etapas, como aprofundamento das análises nutricionais, testes mais detalhados na alimentação bovina e busca por parcerias para viabilizar o desenvolvimento do produto.
Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, no sudoeste da Bahia, desenvolveram um inseticida natural à base de mamona (Ricinus communis) com foco no controle de pragas na cultura de alface (Lactuca sativa). O projeto foi idealizado pelos alunos Caíque Santos, Amanda Santos e Larissa Freitas, após conversas com pequenos produtores rurais da região que relataram dificuldades no controle de formigas e lagartas nas lavouras. Sob orientação da professora Joseane Morais, o grupo realizou testes controlados para avaliar a eficácia do composto. Durante o experimento, metade dos pés de alface recebeu aplicação do inseticida natural, enquanto a outra parte permaneceu sem tratamento. De acordo com os resultados observados, as plantas tratadas apresentaram menor incidência de pragas e desenvolvimento considerado superior em comparação às demais. A iniciativa foi apresentada no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e busca ampliar as possibilidades de utilização da mamona na agricultura de baixo custo. Atualmente, o produto já é utilizado por agricultores da comunidade Fazenda Capão do Cipó. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as perdas causadas por pragas na produção agrícola brasileira chegam a R$ 60 bilhões por ano. O projeto dos estudantes propõe uma alternativa natural e acessível para reduzir esses impactos em pequenas propriedades.
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

