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Um passaporte antigo de Eliza Samudio foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Portugal. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou oficialmente o achado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Segundo informações divulgadas pelo portal Portal Léo Dias, o passaporte estava guardado entre livros em uma estante de um imóvel compartilhado. O morador que encontrou o documento afirmou que reconheceu imediatamente a identidade ao observar a fotografia. Em relato ao portal, o homem disse ter ficado surpreso ao identificar o nome no documento. Ele afirmou que o caso teve ampla repercussão no Brasil e no exterior e que, ao ver a imagem no passaporte, soube de quem se tratava. Ainda de acordo com a publicação, o passaporte não possui segunda via e está em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas. O documento apresenta apenas um registro de entrada no exterior, datado de 5 de maio de 2007, três anos antes do registro oficial da morte de Eliza Samudio, sem qualquer anotação de saída do país. O morador informou que não foi possível identificar quem deixou o passaporte no local nem há quanto tempo o documento permanecia no apartamento. Após a descoberta, ele entrou em contato com a equipe do portal, que acompanhou a entrega formal do passaporte às autoridades brasileiras em Lisboa. Em nota oficial, o Consulado-Geral do Brasil informou que já comunicou o Itamaraty sobre o caso e aguarda orientações quanto aos próximos procedimentos a serem adotados. Segundo o comunicado, o documento permanece sob custódia das autoridades consulares até nova definição.
A Polícia Federal reuniu documentos que confirmam o registro de uma viagem internacional envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. A documentação indica que ambos embarcaram em um voo de primeira classe com destino à Europa no dia 8 de novembro do ano passado, partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com chegada em Lisboa, capital de Portugal. Os registros obtidos pela PF detalham informações como o número do voo, a classe utilizada e até a localização dos assentos ocupados pelos passageiros. De acordo com os dados, Antônio Carlos Camilo Antunes viajou no assento 3A, enquanto Lulinha ocupou o assento 6J, ambos localizados na primeira classe da aeronave e posicionados junto à janela. O voo identificado nos documentos é o Latam JJ-8148. A viagem já havia sido mencionada em depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes. Segundo ele, o deslocamento internacional faria parte de uma série de viagens realizadas pelos dois ao exterior. A lista de passageiros do voo citada pela PF é considerada um elemento de confirmação de parte do relato apresentado à investigação. No âmbito do Congresso Nacional, a CPMI do INSS chegou a discutir a possibilidade de requisitar à companhia aérea os dados completos do voo, mas o pedido acabou não sendo aprovado após articulação de parlamentares governistas. A Polícia Federal, no entanto, obteve as informações por meios próprios, incorporando os documentos ao inquérito em andamento. Ainda conforme o depoimento do ex-funcionário, os custos das viagens teriam sido arcados por Antônio Carlos Camilo Antunes. Ele também relatou à PF que Lulinha receberia repasses mensais de valores elevados e que teria ocorrido um pagamento de grande monta ao empresário, informações que seguem sob apuração das autoridades. De acordo com valores praticados pelo mercado, passagens aéreas internacionais em primeira classe podem variar entre cifras elevadas, oferecendo serviços como poltronas totalmente reclináveis, atendimento personalizado e opções exclusivas de alimentação e bebidas durante o voo. A investigação também registra que Lulinha passou a residir em Madri, na Espanha, em meados deste ano. A mudança levantou questionamentos entre parlamentares da oposição que integram a CPMI do INSS, que buscam esclarecer se a decisão ocorreu em meio ao avanço das apurações sobre o caso no Congresso Nacional. A reportagem não obteve retorno das defesas de Antônio Carlos Camilo Antunes nem de Fábio Luís Lula da Silva até a publicação desta matéria. Pessoas próximas a Lulinha afirmaram que ele pretende retornar ao Brasil no fim do ano e que avalia medidas judiciais contra associações feitas entre seu nome e as investigações em curso. Segundo esses interlocutores, a presença no mesmo voo não comprova que os dois tenham viajado juntos ou mantido relação durante o deslocamento.
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