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O delegado titular de Livramento de Nossa Senhora, Cláudio Oliveira, detalhou em entrevista à Rádio 88 FM os desdobramentos da Operação Rodovia Segura, responsável por desarticular um esquema de veículos roubados no Rio de Janeiro, clonados em São Paulo e comercializados na região sudoeste da Bahia. Segundo o delegado, a investigação teve início após a Polícia Civil do Rio de Janeiro informar que 20 veículos haviam sido tomados de assalto naquele estado. Desses, 12 estariam circulando em Livramento de Nossa Senhora. A partir das informações, a equipe da Polícia Civil da Bahia iniciou um trabalho investigativo que durou cerca de um mês. “Conseguimos apreender 11 dos 12 veículos que estavam aqui em Livramento. Todos roubados e clonados. Trata-se de uma facção criminosa estruturada: os carros eram roubados no Rio, levados para São Paulo para clonagem e depois trazidos para serem vendidos na região”, explicou o delegado. A operação foi desencadeada após a apreensão de um veículo em Brumado, o que levou à identificação do principal articulador do esquema, conhecido pelo apelido de “Empreendedor”. De acordo com Cláudio Oliveira, o suspeito trabalhava como técnico de enfermagem em um hospital da região e era o responsável por trazer os veículos de São Paulo para a Bahia, onde realizava as vendas. Os automóveis eram de alto padrão, com valores de mercado superiores a R$ 150 mil, mas eram comercializados por preços muito abaixo do valor real. Um dos exemplos citados foi um Toyota Corolla Cross, avaliado em cerca de R$ 220 mil, que teria sido vendido por R$ 37 mil. Ao todo, oito pessoas foram presas em Livramento, Rio de Contas e Jussiape. Elas devem responder por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Os veículos apreendidos permanecem na delegacia e passarão por perícia para identificação dos proprietários e posterior devolução. O delegado destacou que um dos donos, morador de Copacabana, no Rio de Janeiro, já está se deslocando para reaver o automóvel recuperado. Cláudio Oliveira afirmou ainda que as investigações continuam e não estão descartadas novas apreensões na região, incluindo cidades como Vitória da Conquista, Anagé e Aracatu. Para o delegado, esta foi a maior operação da história da Delegacia Territorial de Livramento de Nossa Senhora em número de veículos recuperados e pessoas presas em um curto período de tempo.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) a Operação Furvus para desarticular uma associação criminosa especializada no furto de terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal. O grupo tinha base no estado de São Paulo e concentrava parte das ações em municípios da Bahia. Segundo a PF, a quadrilha atuava de forma itinerante, deslocando-se por diferentes regiões do país para cometer os crimes. No território baiano, foram identificadas ocorrências em Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Poções. Também houve registros de atuação em Curitiba. As investigações apontam que, entre novembro e dezembro de 2023, a organização criminosa realizou ao menos sete investidas, sendo quatro furtos consumados e três tentativas frustradas. O prejuízo inicialmente estimado é de R$ 24,7 mil, mas a Polícia Federal avalia que o valor real pode ser superior. De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam um método silencioso para evitar chamar atenção. Inicialmente, simulavam um depósito bancário para provocar a abertura mecânica do compartimento do caixa eletrônico. Em seguida, empregavam um artefato artesanal conhecido como “jacaré” para retirar envelopes com dinheiro e cheques deixados por clientes. A Justiça Federal em Vitória da Conquista expediu quatro mandados de prisão preventiva e determinou medidas cautelares contra um quinto investigado. As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, com apoio da Superintendência Regional da Polícia Federal. Além das prisões, foram autorizados o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos valores subtraídos. Os suspeitos foram indiciados por associação criminosa e furto qualificado, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão.
O Ministério do Trabalho bloqueou o pagamento de 9,5 mil requerimentos de seguro-desemprego desde a implementação do sistema antifraude, em dezembro de 2016. O total equivale a R$ 52 milhões em benefícios. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a plataforma antifraude tem 30 trilhas de auditoria a partir do CPF do requerente do seguro-desemprego ou do abono social. Neste momento, está em operação apenas uma trilha de rastreamento, mas as demais serão implantadas até julho, ampliando a capacidade de verificação de possíveis fraudes. “O resultado é extraordinário porque com apenas uma trilha de auditoria em funcionamento nós já evitamos o pagamento indevido de R$ 52 milhões. Quando tivermos as 30 trilhas em funcionamento, com certeza todos esses resultados serão aprimorados”, disse o ministro em entrevista à TV NBR. A primeira checagem de dados, feita em requerimentos de agosto a dezembro de 2016, identificou cerca de 45 mil pedidos suspeitos de fraude, que ainda estão sendo investigados, no valor de R$ 145 milhões. A estimativa para 2017 é evitar o pagamento indevido de R$ 1,3 bilhão, segundo informações da Agência Brasil. “É dinheiro que pertence ao trabalhador e não é justo que ele seja utilizado para sustentar e potencializar ações criminosas. Existem quadrilhas organizadas para fraudar o dinheiro dos trabalhadores”, disse o ministro. As fraudes comprovadas são comunicadas à Polícia Federal.
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