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Estudantes baianos criam repelente natural à base de cravo-da-índia contra o Aedes aegypti
PRESIDENTE DUTRA 09/Fev/2026 - 18h05
Foto: Magali Souza/Secti

Estudantes baianos criam repelente natural à base de cravo-da-índia contra o Aedes aegypti

Dengue, zika e chikungunya estão entre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e, de acordo com dados do InfoDengue, o Brasil pode atingir em 2026 um pico de 1,8 milhão de novos casos. Diante desse cenário, os estudantes Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, no município de Presidente Dutra, desenvolveram um repelente em creme à base de cravo-da-índia como alternativa acessível para a prevenção das picadas do mosquito. Orientadora do projeto, a professora Mirian de Carvalho explica que a pesquisa busca compartilhar conhecimento e oferecer soluções simples e de baixo custo, destacando que os ingredientes utilizados são acessíveis e fáceis de encontrar, o que torna o produto viável para comunidades com menor poder aquisitivo. Samara Pereira ressalta que o repelente utiliza o Syzygium aromaticum, nome científico do cravo-da-índia, conhecido por suas propriedades repelentes, sendo uma opção natural para quem busca reduzir o uso de substâncias químicas, além de apresentar melhor fixação na pele, maior conforto na aplicação e auxílio na hidratação. Já o estudante Yêgo Gabriel destaca que a ideia surgiu da necessidade de prevenção aliada ao aproveitamento de recursos naturais abundantes na região, valorizando o conhecimento popular e oferecendo uma alternativa complementar para comunidades com acesso limitado a produtos comerciais. O projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e, segundo a professora Mirian, entra agora em novas etapas de aprimoramento, que incluem ajustes na fórmula, melhorias no aroma e na durabilidade do efeito repelente, além da realização de testes mais detalhados para avaliar a aceitação do produto e possíveis reações na pele, sempre com cautela.

Casos de dengue caem 86 por cento na Bahia em 2025 aponta Sesab
BAHIA 07/Jan/2026 - 17h46
Foto: Reprodução

Casos de dengue caem 86 por cento na Bahia em 2025 aponta Sesab

Os casos de dengue na Bahia apresentaram uma redução de 86% em 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. Ao todo, foram registradas 32.715 notificações da doença neste ano, contra 232.645 casos contabilizados em 2024. A queda também foi expressiva nos casos de chikungunya e zika. De acordo com a Sesab, a chikungunya apresentou redução de 84,7%, com 2.562 casos prováveis em 2025. Já a zika teve diminuição de 74,4%, totalizando 305 casos no mesmo período. O número de mortes provocadas pela dengue também caiu de forma significativa. Em 2024, o estado registrou 182 óbitos pela doença. Em 2025, esse número caiu para 14, representando uma redução de 92,3%. Outro dado destacado pela secretaria é que nenhum município baiano se encontra atualmente em situação de epidemia, cenário diferente do ano anterior, quando seis cidades enfrentavam esse quadro. Segundo a Sesab, os resultados refletem a atuação conjunta do Governo do Estado da Bahia e dos municípios no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses. Para reforçar as ações, foram investidos cerca de R$ 32 milhões em equipamentos, veículos para aplicação de fumacê, kits destinados aos agentes de combate às endemias, insumos estratégicos e campanhas educativas voltadas à população. A secretaria informou que as ações de vigilância, prevenção e controle seguem sendo realizadas de forma contínua para manter a redução dos casos e evitar novos surtos das doenças no estado.

OMS diz que antes de 2020 não será licenciada vacina segura contra o vírus Zika
19;16;2 02/Fev/2017 - 09h00
Agência Brasil Pesquisadores fazem o sequenciamento do genoma do vírus ZikaReprodução/TV Brasil

OMS diz que antes de 2020 não será licenciada vacina segura contra o vírus Zika

Um anos depois da declaração de emergência internacional sobre o Zika, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que, em grande parte do mundo o vírus está “firmemente entrincheirado”, apesar de existirem “incertezas” relacionadas à doença. Ao fazer um balaço das ações para combater o vírus, adotadas nos últimos 12 meses, Chan estimou que antes de 2020 não será licenciada uma vacina segura contra o Zika. “De acordo com as recomendações da OMS, algumas abordagens inovadoras para o controle dos mosquitos estão sendo experimentadas de maneira piloto em vários países, com resultados promissores. Cerca de 40 vacinas estão em preparação. Enquanto alguns avançaram para ensaios clínicos, uma vacina julgada segura o suficiente para uso em mulheres em idade fértil pode não ser totalmente licenciada antes de 2020”, disse Chan em evento realizado ontem (1º) em Genebra, na Suíça. A diretora-geral da OMS lembrou que o surto da doença revelou falhas nos serviços de planejamento familiar e o desmantelamento de programas nacionais de controle de mosquitos. Segundo Chan, passada a fase mais aguda do problema, os países precisam tratar do Zika de forma continuada e em longo prazo.


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