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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que não tinha conhecimento da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na manhã de hoje em Brasília por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu durante entrevista ao correspondente da Record em Washington, Mathias Brotero. Ao ser informado pelo jornalista, Trump demonstrou surpresa e questionou o que havia acontecido, classificando a situação como lamentável. O norte-americano é visto como um aliado político por apoiadores do ex-presidente brasileiro e, em julho deste ano, chegou a justificar a criação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros citando Bolsonaro e alegando perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes. A prisão preventiva do ex-presidente foi decretada com base no risco de fuga. Segundo a decisão do ministro, a curta distância entre a residência onde Bolsonaro cumpria monitoramento domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul, em Brasília, permitiria um eventual deslocamento rápido para buscar abrigo diplomático. O episódio ocorre em meio a investigações sobre possíveis tentativas de violar o sistema de monitoramento eletrônico ao qual Bolsonaro estava submetido.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, em até 24 horas, uma explicação sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que ele passou a usar após a prisão preventiva. O mesmo prazo foi dado para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi tomada após a divulgação de registros que indicam que o ex-presidente tentou queimar a carcaça do equipamento. O episódio foi relatado pela diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), que esteve com Bolsonaro durante a verificação da tornozeleira. De acordo com o relato, a equipe de monitoramento recebeu o alerta de violação às 0h07 e acionou a escolta para que o ex-presidente fosse conduzido imediatamente para a checagem do dispositivo. O equipamento apresentava danos compatíveis com exposição a alta temperatura. Durante a vistoria, Bolsonaro informou que utilizou um ferro de solda no objeto. A confissão foi registrada oficialmente e encaminhada às autoridades responsáveis pelo monitoramento eletrônico e ao STF. Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), por decisão de Moraes, que determinou o uso da tornozeleira como uma das medidas de acompanhamento previstas no processo em curso.
A tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro foi substituída na madrugada deste sábado (22) após o sistema de monitoramento acusar uma violação classificada como grave por investigadores. O alerta foi registrado às 0h07, acionando imediatamente a direção do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal e a equipe responsável por acompanhar o ex-presidente. À 1h09, a falha foi confirmada, e o dispositivo foi trocado um minuto depois. A nova tornozeleira já estava ativa e funcionando normalmente às 1h15. Informações colhidas pela investigação apontam que o equipamento apresentou sinais compatíveis com tentativa de rompimento da carcaça usando instrumentos de soldagem. A Polícia Federal fará a perícia para detalhar o tipo de dano e sua causa. A violação do equipamento foi citada pelo ministro Alexandre de Moraes como um dos motivos que justificaram a ordem de prisão preventiva do ex-presidente. O ministro registrou que foi informado sobre o alerta pelo sistema de monitoramento do DF pouco depois da meia-noite e que o episódio indicava risco concreto de fuga. Na decisão, Moraes destacou a proximidade entre o condomínio onde Bolsonaro mora e o Setor de Embaixadas Sul, além de lembrar que o ex-presidente já esteve na Embaixada da Hungria em 2024, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. O ministro também mencionou apurações que indicam que Bolsonaro chegou a considerar a Embaixada da Argentina como rota de escape. A decisão cita ainda a saída do país de parlamentares aliados, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, interpretada como indício de risco elevado de evasão. Moraes apontou também que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro na sexta-feira (21) poderia favorecer uma tentativa de fuga durante o tumulto. A perícia da Polícia Federal deverá esclarecer com detalhes como ocorreu a violação e qual instrumento foi utilizado para danificar a tornozeleira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) estar surpreso com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte decidiu, por maioria, condenar Bolsonaro e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado. A dosimetria da pena será anunciada nesta sexta-feira (12). Ao deixar a Casa Branca rumo a Nova York, Trump comentou o caso e afirmou que a situação de Bolsonaro lembra os processos judiciais que ele próprio enfrentou em seu país. “Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem”, disse o mandatário norte-americano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom mais duro e prometeu resposta contra o Brasil. Em publicação na rede social X, ele acusou o relator Alexandre de Moraes de “violador de direitos humanos” e classificou a decisão do STF como “caça às bruxas”. Rubio afirmou que “os Estados Unidos responderão de forma adequada”. As críticas se somam a medidas já anunciadas anteriormente pela Casa Branca. Em julho, Trump enviou carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informando a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificadas em parte pelo que chamou de perseguição contra Bolsonaro.
O Itamaraty reagiu às declarações norte-americanas e, em nota divulgada na terça-feira (9), rejeitou o “uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força” como forma de interferência na democracia brasileira. O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos em meio à condenação histórica de um ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe.
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar piora clínica. Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (24), Bolsonaro teve elevação da pressão arterial e piora nos exames laboratoriais hepáticos. Ele será submetido a novos exames de imagem para avaliação do quadro. De acordo com o hospital, o ex-presidente continua em jejum oral e recebe nutrição parenteral exclusiva. Ele segue com fisioterapia motora e medidas de prevenção de trombose venosa. A recomendação de não receber visitas permanece, e não há previsão de alta da UTI. Bolsonaro está internado desde o último dia 13, quando passou por uma cirurgia no intestino e na parede abdominal. O procedimento, realizado para tratar uma obstrução intestinal parcial, teve duração de 12 horas e foi considerado de grande porte. A obstrução era resultado de uma dobra do intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal, e foi desfeita durante o procedimento de liberação das aderências. O boletim médico é assinado pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo coordenador da UTI, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; pelo diretor médico do hospital, Guilherme Meyer; e pelo diretor-geral da instituição, Allisson Barcelos Borges.
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