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A um dia da eleição que definirá o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), a disputa pela vaga tem intensificado articulações políticas na Câmara dos Deputados. A oposição tenta unificar os nomes lançados por partidos de direita para enfrentar o deputado Odair Cunha (PT-MG), que conta com o apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nos bastidores, Motta atua para consolidar votos em favor de Odair e evitar dissidências, em cumprimento a um acordo firmado com o PT em 2024. Segundo relatos de parlamentares, o presidente da Câmara tem feito contatos diretos com deputados para reforçar o apoio ao candidato. Do outro lado, lideranças da oposição buscam reduzir o número de candidaturas e concentrar votos em um único nome. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o influenciador Pablo Marçal, recém-filiado ao União Brasil, participaram das articulações para convencer candidatos com menor competitividade a desistirem da disputa. A eleição está marcada para esta terça-feira (14), após a sabatina dos sete candidatos realizada na Comissão de Finanças e Tributação. Além de Odair Cunha, concorrem à vaga Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Todos tiveram os nomes aprovados por unanimidade na comissão. Durante a sabatina, os candidatos apresentaram posicionamentos sobre independência e atuação técnica no cargo. Odair Cunha afirmou que sua candidatura não pertence a grupos políticos e defendeu o caráter institucional do tribunal. Já outros concorrentes destacaram a necessidade de autonomia e criticaram acordos políticos na escolha para um cargo vitalício. A votação ocorre em turno único e por maioria simples, o que amplia a importância das articulações de última hora. A avaliação entre parlamentares é de que a divisão de votos entre candidatos da oposição pode favorecer o nome apoiado pelo governo. O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo Poder Executivo. A Corte tem como função fiscalizar a aplicação de recursos públicos, analisar contas do governo federal e realizar auditorias nos órgãos da administração pública.
A movimentação política na Bahia já começa a indicar possíveis cenários para a disputa eleitoral de 2026, com destaque para o posicionamento de prefeitos em diferentes regiões do estado. Embora setores da oposição tentem comparar o atual momento com o cenário de 2006 — quando Paulo Souto foi derrotado por Jaques Wagner em uma virada considerada histórica —, o comportamento de gestores municipais tem sido apontado como fator relevante para o pleito que deve envolver o atual governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Nos últimos meses, prefeitos de diferentes partidos têm demonstrado aproximação com o governo estadual, inclusive alguns que integraram a base de oposição nas eleições de 2022. Um dos exemplos é o prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, filiado ao União Brasil. Durante visita de Jerônimo Rodrigues ao município, nesta terça-feira (7), o gestor municipal fez declarações em defesa do governador. Sem citar nomes, Belitardo criticou posicionamentos de adversários políticos e afirmou que críticas feitas por quem não integra o governo podem gerar distorções na percepção da população. O prefeito também destacou investimentos na área da saúde, mencionando a ampliação de serviços como a radioterapia no Hospital Estadual Costa das Baleias. O episódio reforça um cenário em que lideranças municipais têm desempenhado papel estratégico na articulação política estadual, especialmente diante da proximidade do próximo ciclo eleitoral.
O governador Jerônimo Rodrigues aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia, segundo levantamento encomendado ao Instituto TML e registrado na Justiça Eleitoral. Os dados indicam vantagem numérica nos cenários estimulados avaliados. No primeiro cenário apresentado aos entrevistados, com múltiplos nomes, Jerônimo soma 52,51% das intenções de voto. ACM Neto registra 35,65%. José Carlos Aleluia aparece com 1,03% e Ronaldo Mansur com 0,93%. Brancos e nulos totalizam 0,93%, enquanto 8,95% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Nesse cenário, o percentual do atual governador ultrapassa a metade dos votos válidos. Em um segundo cenário estimulado, considerando apenas dois postulantes, Jerônimo Rodrigues atinge 54,24%, enquanto ACM Neto marca 37,70%. Brancos e nulos somam 0,73%, e 7,33% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Na modalidade espontânea, quando não são apresentados nomes previamente, Jerônimo registra 22,54% das menções, seguido por ACM Neto, com 15,94%. João Roma aparece com 2,10%, e Rui Costa com 2,05%, embora estes dois últimos não figurem como pré-candidatos ao governo estadual. O levantamento foi realizado entre terça-feira (18/02/2026) e sexta-feira (21/02/2026), com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,17 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número BA-07735/2026 no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.
Eleitores da Bahia têm até 6 de maio para regularizar o título e garantir a participação nas Eleições Gerais de 2026, marcadas para 4 de outubro. Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado pela Justiça Eleitoral para organização do pleito, e quem estiver com pendências ficará impedido de votar. Até o prazo final, é possível realizar emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, atualização de dados cadastrais e regularização da situação eleitoral. A orientação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia é que o atendimento seja buscado com antecedência, evitando filas e a possibilidade de perder o prazo. Os serviços podem ser realizados de três formas: presencialmente nos cartórios eleitorais e unidades do SAC em todo o estado; pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral no site do TRE-BA; ou pelo aplicativo e-Título, disponível para sistemas Android e iOS. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo NAVE, via WhatsApp, Telegram ou e-mail. Para atendimento presencial, é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência recente e, no caso de homens que completam 19 anos em 2026, comprovante de quitação militar. Jovens a partir de 15 anos já podem solicitar o título, e aqueles que completam 16 anos até o dia da eleição podem votar de forma facultativa. Eleitores que não regularizarem a situação poderão enfrentar restrições além do impedimento de votar, como dificuldade para emitir passaporte, assumir cargo público ou renovar matrícula. Atualmente, a Bahia possui mais de 11 milhões de eleitores aptos.
O plenário do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia decidiu, nesta segunda-feira (15), reformar a sentença da 146ª Zona Eleitoral de Iguaí e manter os mandatos do prefeito de Ibicuí, Salomão Cerqueira, e do vice-prefeito Doda Morais. A Corte acolheu o recurso apresentado pela defesa da chapa e afastou a cassação determinada em primeira instância. Durante o julgamento, os desembargadores concluíram que não houve comprovação de abuso de poder político nos fatos analisados no processo. O entendimento predominante foi de que o evento questionado, realizado no distrito de Ibitupã em homenagem ao padroeiro local, integra o calendário tradicional da comunidade e ocorre de forma recorrente ao longo dos anos, sem evidências de uso indevido da máquina pública com fins eleitorais. O Ministério Público Federal também se posicionou favoravelmente ao provimento do recurso, reforçando a tese de inexistência de irregularidades capazes de justificar a perda dos mandatos. Com a decisão, foram restabelecidos os direitos políticos do prefeito, do vice-prefeito e do ex-prefeito Marcos Galvão, que igualmente figurava na ação. O caso havia provocado repercussão no cenário político local após a decisão de primeira instância que determinou a cassação da chapa eleita. Com o julgamento no TRE-BA, o entendimento foi revertido, mantendo a atual administração municipal e encerrando, neste momento, a possibilidade de novas eleições em Ibicuí.
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