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Um ônibus que realizava o transporte de estudantes da zona rural de Rio do Antônio foi completamente destruído por um incêndio na manhã desta terça-feira (28). O veículo seguia pela estrada que liga a comunidade do Bastião à sede do município quando o motorista percebeu fumaça na parte mecânica e decidiu parar imediatamente. Segundo informações, o condutor solicitou que todos os alunos descessem do ônibus antes que o fogo se alastrasse. Em poucos minutos, as chamas consumiram toda a estrutura do veículo, restando apenas a carcaça metálica. O transporte atendia estudantes de localidades como Pau de Colher e Passagem da Raiz. A suspeita inicial é de que o incêndio tenha sido provocado por uma falha mecânica, mas as causas ainda serão investigadas. O caso gerou preocupação entre pais e moradores da região, especialmente em relação às condições de segurança e manutenção do transporte escolar. A Prefeitura de Rio do Antônio foi procurada para comentar o ocorrido, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
Uma iniciativa de estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, em Ipiaú, tem chamado atenção ao propor uma alternativa mais saudável para o consumo de chocolate, especialmente voltada a pessoas com diabetes tipo 2. O projeto, batizado de “ChocoMed”, foi desenvolvido pelos alunos Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, sob orientação do professor Lucas Santos. A proposta combina ciência de alimentos, biotecnologia e saúde para criar um produto com menor impacto glicêmico. A base do produto é o cacau (Theobroma cacao), com concentração de cerca de 70%, aliado a ingredientes naturais com propriedades funcionais. Entre eles, estão o melão-de-são-caetano (Momordica charantia) e sementes de abóbora (curcubita), conhecidos por apresentarem compostos bioativos. Segundo o orientador do projeto, esses elementos podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de oferecer nutrientes importantes ao organismo. A iniciativa surge em um contexto em que o Brasil figura entre os cinco maiores mercados de chocolate do mundo, segundo dados da consultoria Euromonitor, mas ainda enfrenta desafios relacionados à alimentação saudável, especialmente para pessoas com restrições alimentares. Ao unir inovação científica e ingredientes naturais, o projeto busca oferecer uma alternativa que mantenha o sabor característico do chocolate, mas com benefícios adicionais à saúde, ampliando as possibilidades de consumo consciente.
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em parceria com o Ministério da Saúde, aponta um cenário de preocupação em relação à violência sexual e ao comportamento de adolescentes entre 13 e 17 anos no país. O levantamento, que chega à sua quinta edição, considera uma população estimada em mais de 12,3 milhões de estudantes matriculados em escolas públicas e privadas. De acordo com os dados, 9% dos adolescentes relataram já ter sido obrigados, ameaçados ou intimidados a manter relações sexuais contra a própria vontade, o que representa cerca de 1,1 milhão de jovens. Outros 18% afirmaram ter sofrido algum tipo de violência sexual sem contato físico consentido, como toques, beijos ou exposição. A incidência é maior entre meninas, com 26%, enquanto entre meninos o percentual é de 11%. Em comparação com a edição anterior, realizada em 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais nos casos de assédio sexual e de 2,5 pontos nos relatos de relações forçadas. Na maior parte das ocorrências, os agressores eram pessoas próximas das vítimas, como familiares, desconhecidos e namorados. Em 66% dos casos, os episódios aconteceram quando a vítima tinha até 13 anos. Na Bahia, os dados também mostram crescimento na iniciação sexual precoce. Entre os adolescentes que já tiveram relações, 41,2% relataram que a primeira experiência ocorreu antes dos 13 anos, índice superior ao registrado em 2019, que era de 39,6%. Em Salvador, o percentual chegou a 42,5%, colocando a capital entre as cidades com maior incidência desse indicador no país. Apesar disso, o número geral de jovens sexualmente ativos no estado apresentou queda, passando de 35% para 30,8%. A pesquisa reúne informações que auxiliam no monitoramento de políticas públicas voltadas à saúde e à proteção de adolescentes em todo o Brasil.
A estiagem recorrente no semiárido baiano tem impulsionado iniciativas inovadoras para enfrentar os desafios da alimentação animal na região. Em Igaporã, estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã desenvolveram um suplemento alimentar para bovinos à base de Moringa oleifera, como alternativa de baixo custo para pequenos produtores. O projeto foi idealizado pelos alunos Lívia Lopes e Pedro Henrique, com orientação dos professores Poliana Cardoso e Robson Costa. A iniciativa surgiu a partir da dificuldade enfrentada por criadores de gado durante períodos de seca, quando a vegetação perde folhas e o capim se torna escasso. Durante a pesquisa, os estudantes realizaram visitas a quatro propriedades rurais da região para observar práticas de alimentação bovina. Em duas delas, identificaram o uso da moringa como suplementação alimentar, enquanto nas demais predominavam alternativas tradicionais, como capim, palma e cana-de-açúcar. A partir dessas observações, os alunos estruturaram uma proposta baseada no uso da moringa, planta adaptada ao clima semiárido e conhecida pelo valor nutricional, com presença de proteínas, ferro, cálcio e vitaminas. A ideia é oferecer uma solução acessível aos produtores, reduzindo custos com insumos industrializados e incentivando práticas mais sustentáveis. O projeto também contou com a aplicação de etapas de pesquisa científica, incluindo análise de campo e desenvolvimento da proposta de formulação do suplemento. A iniciativa foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação da Bahia e deve avançar com novas etapas, como aprofundamento das análises nutricionais, testes mais detalhados na alimentação bovina e busca por parcerias para viabilizar o desenvolvimento do produto.
Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, no sudoeste da Bahia, desenvolveram um inseticida natural à base de mamona (Ricinus communis) com foco no controle de pragas na cultura de alface (Lactuca sativa). O projeto foi idealizado pelos alunos Caíque Santos, Amanda Santos e Larissa Freitas, após conversas com pequenos produtores rurais da região que relataram dificuldades no controle de formigas e lagartas nas lavouras. Sob orientação da professora Joseane Morais, o grupo realizou testes controlados para avaliar a eficácia do composto. Durante o experimento, metade dos pés de alface recebeu aplicação do inseticida natural, enquanto a outra parte permaneceu sem tratamento. De acordo com os resultados observados, as plantas tratadas apresentaram menor incidência de pragas e desenvolvimento considerado superior em comparação às demais. A iniciativa foi apresentada no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e busca ampliar as possibilidades de utilização da mamona na agricultura de baixo custo. Atualmente, o produto já é utilizado por agricultores da comunidade Fazenda Capão do Cipó. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as perdas causadas por pragas na produção agrícola brasileira chegam a R$ 60 bilhões por ano. O projeto dos estudantes propõe uma alternativa natural e acessível para reduzir esses impactos em pequenas propriedades.
Dengue, zika e chikungunya estão entre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e, de acordo com dados do InfoDengue, o Brasil pode atingir em 2026 um pico de 1,8 milhão de novos casos. Diante desse cenário, os estudantes Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, no município de Presidente Dutra, desenvolveram um repelente em creme à base de cravo-da-índia como alternativa acessível para a prevenção das picadas do mosquito. Orientadora do projeto, a professora Mirian de Carvalho explica que a pesquisa busca compartilhar conhecimento e oferecer soluções simples e de baixo custo, destacando que os ingredientes utilizados são acessíveis e fáceis de encontrar, o que torna o produto viável para comunidades com menor poder aquisitivo. Samara Pereira ressalta que o repelente utiliza o Syzygium aromaticum, nome científico do cravo-da-índia, conhecido por suas propriedades repelentes, sendo uma opção natural para quem busca reduzir o uso de substâncias químicas, além de apresentar melhor fixação na pele, maior conforto na aplicação e auxílio na hidratação. Já o estudante Yêgo Gabriel destaca que a ideia surgiu da necessidade de prevenção aliada ao aproveitamento de recursos naturais abundantes na região, valorizando o conhecimento popular e oferecendo uma alternativa complementar para comunidades com acesso limitado a produtos comerciais. O projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação e, segundo a professora Mirian, entra agora em novas etapas de aprimoramento, que incluem ajustes na fórmula, melhorias no aroma e na durabilidade do efeito repelente, além da realização de testes mais detalhados para avaliar a aceitação do produto e possíveis reações na pele, sempre com cautela.
A matrícula para o ano letivo de 2026 na rede estadual da Bahia será realizada entre os dias 12 e 20 de janeiro. O período também vale para estudantes que perderam o prazo de renovação e precisam solicitar novamente a vaga. Para renovar, o aluno ou o responsável — no caso de menores de 16 anos — deve ir até a secretaria da escola e assinar a lista de renovação. Durante o atendimento, será necessário atualizar informações pessoais, como endereço, telefone e e-mail, além de apresentar documentos pendentes. Já a inscrição para novos estudantes será feita exclusivamente pela internet, por meio do portal ba.gov.br, e poderá ser realizada a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet. Para agilizar o processo, a Secretaria da Educação orienta que estudantes e responsáveis façam o cadastro prévio na plataforma estadual. O formulário solicita CPF, data de nascimento, endereço, telefone, e-mail e gênero. A confirmação da matrícula será enviada automaticamente para o e-mail informado no cadastro. A Secretaria da Educação divulgará nos próximos dias a portaria com o calendário detalhado e as datas específicas para cada público.
Estudantes de cinco colégios estaduais participaram no sábado (29) de mais um dia de atividades da Feira Literária de Rio de Contas, realizada no município da Chapada Diamantina. Ao longo da programação, cerca de 500 alunos da rede pública se envolveram em ações culturais que integraram a temática Palavra ancestral: vozes e saberes dos povos tradicionais. A feira seguiu até o domingo (30). Os estudantes participaram de exposições, recitais, apresentações artísticas, oficinas e intervenções voltadas à valorização da literatura e da diversidade cultural do território. A secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, acompanhou parte das atividades, visitou os espaços montados no evento e destacou a relevância da iniciativa para o incentivo à leitura e para o fortalecimento da produção cultural entre os jovens. A participação dos alunos foi um dos principais destaques do encontro. Eles apresentaram performances de música, dança, teatro, poesia e trabalhos artísticos vinculados aos projetos Educa Mais e às ações estruturantes da Secretaria da Educação do Estado, expondo resultados das aprendizagens desenvolvidas durante o ano letivo. As apresentações também reforçaram a relação entre escola, comunidade e território, aproximando a literatura do cotidiano dos participantes. Entre os destaques, Yasmim Borges Brandão, aluna da 3ª série do Colégio Estadual do Campo Rodolfo de Abreu e integrante da Agência de Notícias Vozes do Campo, relatou a experiência de apresentar uma poesia de autoria de uma colega, intitulada Vidas Negras Importam. Ela avaliou o momento como significativo para o encerramento do ciclo escolar. A primeira edição da FLIARCONTAS integrou as comemorações pelos 302 anos de fundação de Rio de Contas e as celebrações do mês da Consciência Negra. A programação contou com oficinas, mesas literárias, apresentações teatrais e musicais, exposições audiovisuais, cortejos escolares e outras ações culturais, com entrada gratuita e apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Pedro Calmon e do projeto Bahia Literária.