A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em parceria com o Ministério da Saúde, aponta um cenário de preocupação em relação à violência sexual e ao comportamento de adolescentes entre 13 e 17 anos no país. O levantamento, que chega à sua quinta edição, considera uma população estimada em mais de 12,3 milhões de estudantes matriculados em escolas públicas e privadas. De acordo com os dados, 9% dos adolescentes relataram já ter sido obrigados, ameaçados ou intimidados a manter relações sexuais contra a própria vontade, o que representa cerca de 1,1 milhão de jovens. Outros 18% afirmaram ter sofrido algum tipo de violência sexual sem contato físico consentido, como toques, beijos ou exposição. A incidência é maior entre meninas, com 26%, enquanto entre meninos o percentual é de 11%. Em comparação com a edição anterior, realizada em 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais nos casos de assédio sexual e de 2,5 pontos nos relatos de relações forçadas. Na maior parte das ocorrências, os agressores eram pessoas próximas das vítimas, como familiares, desconhecidos e namorados. Em 66% dos casos, os episódios aconteceram quando a vítima tinha até 13 anos. Na Bahia, os dados também mostram crescimento na iniciação sexual precoce. Entre os adolescentes que já tiveram relações, 41,2% relataram que a primeira experiência ocorreu antes dos 13 anos, índice superior ao registrado em 2019, que era de 39,6%. Em Salvador, o percentual chegou a 42,5%, colocando a capital entre as cidades com maior incidência desse indicador no país. Apesar disso, o número geral de jovens sexualmente ativos no estado apresentou queda, passando de 35% para 30,8%. A pesquisa reúne informações que auxiliam no monitoramento de políticas públicas voltadas à saúde e à proteção de adolescentes em todo o Brasil.
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