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Os deputados federais da Bahia utilizaram mais de R$ 17 milhões da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) em 2025. Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, o volume total chegou a R$ 17.439.842,11 ao longo do ano. O deputado Bacelar, do PV, lidera o ranking de gastos entre os 39 parlamentares baianos, com R$ 538.794,19 utilizados. A cota parlamentar cobre despesas como passagens aéreas, manutenção de escritórios, consultorias, alimentação, transporte e divulgação da atividade legislativa. Cada deputado baiano tem direito a até R$ 44.804,65 por mês, valor que pode acumular ao longo do exercício anual. O montante registrado mantém a média de anos anteriores. Apenas no primeiro semestre de 2025, os gastos somavam R$ 9.046.531,22, conforme dados oficiais já divulgados. Considerando o total anual dividido pelo número de deputados do estado, o gasto médio chega a R$ 447,1 mil por parlamentar, dos mais de R$ 537,6 mil possíveis para utilização durante o ano. O topo do ranking é ocupado por Bacelar, seguido de Joseildo Ramos e Roberta Roma. Entre os menores gastos aparecem José Rocha, Pastor Sargento Isidório e Sérgio Brito. Os valores refletem despesas declaradas e reembolsadas dentro do prazo estabelecido pela Câmara. A CEAP foi instituída pelo Ato da Mesa 43 de 2009, unificando verbas destinadas ao exercício do mandato, passagens aéreas e serviços postais e telefônicos. O uso pode ser feito por reembolso ou débito direto na cota mensal. O parlamentar tem até noventa dias para apresentar documentação comprobatória, o que permite que despesas de meses anteriores sejam registradas posteriormente. O reembolso é depositado na conta do deputado em até três dias úteis após validação. Alguns parlamentares têm acréscimo no valor mensal da cota por exercer funções como liderança de partidos, vice-liderança, presidência de comissão e atuação na Mesa Diretora. Esse adicional pode variar entre R$ 902,02 e R$ 5.075,62 e não é cumulativo. A lista geral revela oscilações significativas entre os parlamentares e mostra que parte dos deputados não utiliza a totalidade disponível durante o exercício anual da cota. A variação pode ocorrer por diferenças de agenda, deslocamento, estrutura de gabinete e funções internas desempenhadas na Câmara dos Deputados.
Bacelar (PV): R$ 538.794,19
Joseildo Ramos (PT): R$ 538.342,30
Roberta Roma (PL): R$ 525.389,06
Daniel Almeida (PCdoB): R$ 524.805,32
Paulo Azi (União): R$ 512.217,55
Lídice da Mata (PSB): R$ 506.992,42
Rogéria Santos (Republicanos): R$ 504.382,04
Gabriel Nunes (PSD): R$ 496.834,84
Leur Lomanto Júnior (União): R$ 493.601,74
Neto Carletto (Avante): R$ 492.550,49
Arthura Maia (União): R$ 482.137,16
Waldenor Pereira (PT): R$ 481.340,36
João Leão (PP): R$ 478.988,27
Josias Gomes (PT): R$ 472.818,74
Jorge Solla (PT): R$ 469.882,78
Valmir Assunção (PT): R$ 466.153,11
Raimundo Costa (Podemos): R$ 464.675,79
Zé Neto (PT): R$ 461.647,51
Leo Prates (PDT): R$ 461.172,67
Diego Coronel (PSD): R$ 458.125,85
Ricardo Maia (MDB): R$ 457.421,84
Alice Portugal (PCdoB): R$ 456.528,33
Félix Mendonça Júnior (PDT): R$ 454.073,41
Paulo Magalhães (PSD): R$ 453.452,66
Otto Alencar Filho (PSD): R$ 453.145,18
Capitão Alden (PL): R$ 440.560,85
Mário Negromonte Jr. (PP): R$ 438.911,32
Márcio Marinho (Republicanos): R$ 438.487,01
Antonio Brito (PSD): R$ 435.214,21
Charles Fernandes (PSD): R$ 434.935,23
Claudio Cajado (PP): R$ 434.371,75
Adolfo Viana (PSDB): R$ 425.142,02
Ivoneide Caetano (PT): R$ 419.702,58
Dal Barreto (União): R$ 389.918,11
Alex Santana (Republicanos): R$ 370.963,26
João Carlos Bacelar (PL): R$ 355.136,67
Elmar Nascimento (União): R$ 341.461,65
José Rocha (União): R$ 282.471,50
Pastor Sargento Isidório (Avante): R$ 111.847,71
Sérgio Brito (PSD): R$ 15.244,63
Os Correios aprovaram um plano de reestruturação que será executado ao longo do próximo ano com o objetivo de conter gastos, reduzir o déficit operacional e preparar a estatal para voltar a registrar lucros a partir de 2027. Entre as medidas previstas estão o fechamento de até mil agências classificadas como deficitárias, um programa de demissão voluntária destinado a reduzir a folha de pagamento, a revisão dos planos de saúde oferecidos aos funcionários que permanecerem na empresa e a venda de imóveis próprios. A gestão também trabalha para concluir, ainda em novembro, uma operação de crédito que pode chegar a R$ 20 bilhões, valor considerado determinante para sustentar a transição financeira prevista para 2026 e permitir a retomada da lucratividade no ano seguinte. O número de desligamentos ainda não está definido, mas estimativas internas indicam que cerca de 10 mil trabalhadores podem deixar o quadro por meio do programa de demissão voluntária. Já os empregados que permanecerem deverão ter alterações nos benefícios, com remodelagem dos planos de saúde atualmente oferecidos. Além do fechamento de unidades que acumulam prejuízos, o plano prevê a ampliação de serviços voltados ao comércio eletrônico, área considerada estratégica para o crescimento da estatal. A venda de imóveis também está entre as ações previstas e pode render até R$ 1,5 bilhão. A reestruturação foi organizada em três fases: recuperação financeira, consolidação das operações e posterior expansão. Mesmo com o conjunto de mudanças, a empresa informou que manterá os serviços postais universais, considerados essenciais para o atendimento da população e parte das atribuições sociais da estatal.
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