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O Tribunal do Júri de Dias d'Ávila condenou, nesta quarta-feira (25), três acusados pelo feminicídio da cantora gospel Sara Freitas, assassinada em (24) de outubro de 2023, na entrada do povoado Leandrinho. O julgamento foi realizado no fórum criminal do município. Entre os condenados está o viúvo da vítima, Ederlan Santos Mariano, apontado como mentor do crime, que recebeu pena de 34 anos e cinco meses de prisão. Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses. Já Weslen Pablo Correia de Jesus teve pena fixada em 28 anos e seis meses, com redução devido à confissão apresentada durante o julgamento. Os três foram condenados por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento e promessa de recompensa, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também responderam por ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, a cantora foi atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso. Ela foi morta com 22 facadas, e o corpo foi posteriormente ocultado e queimado. A investigação apontou que os acusados atuaram de forma organizada, com divisão de tarefas e motivação financeira, além de interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos. O caso já havia resultado em outra condenação. Em abril de 2025, Gideão Duarte de Lima, ex-motorista de aplicativo responsável por levar a vítima ao local do crime, foi sentenciado a 20 anos e quatro meses de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.
O plenário do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia decidiu, nesta segunda-feira (15), reformar a sentença da 146ª Zona Eleitoral de Iguaí e manter os mandatos do prefeito de Ibicuí, Salomão Cerqueira, e do vice-prefeito Doda Morais. A Corte acolheu o recurso apresentado pela defesa da chapa e afastou a cassação determinada em primeira instância. Durante o julgamento, os desembargadores concluíram que não houve comprovação de abuso de poder político nos fatos analisados no processo. O entendimento predominante foi de que o evento questionado, realizado no distrito de Ibitupã em homenagem ao padroeiro local, integra o calendário tradicional da comunidade e ocorre de forma recorrente ao longo dos anos, sem evidências de uso indevido da máquina pública com fins eleitorais. O Ministério Público Federal também se posicionou favoravelmente ao provimento do recurso, reforçando a tese de inexistência de irregularidades capazes de justificar a perda dos mandatos. Com a decisão, foram restabelecidos os direitos políticos do prefeito, do vice-prefeito e do ex-prefeito Marcos Galvão, que igualmente figurava na ação. O caso havia provocado repercussão no cenário político local após a decisão de primeira instância que determinou a cassação da chapa eleita. Com o julgamento no TRE-BA, o entendimento foi revertido, mantendo a atual administração municipal e encerrando, neste momento, a possibilidade de novas eleições em Ibicuí.
O julgamento dos três homens apontados como responsáveis pela morte da cantora gospel Sara Freitas foi adiado na terça-feira (25), em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A sessão do júri popular, prevista para ocorrer mais de dois anos após o crime, foi suspensa depois que a defesa dos réus deixou o plenário alegando ausência de condições adequadas no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos. A nova data ainda não foi definida. Os advogados solicitaram que o julgamento seja transferido para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, e afirmaram que o espaço destinado ao julgamento não comportaria todos os envolvidos, incluindo três réus, mais de 11 defensores, membros do Ministério Público e jurados. Também relataram que a chegada dos acusados ao local ocorreu em meio a manifestações externas, o que, segundo eles, poderia comprometer a neutralidade da sessão. Integrantes do Ministério Público da Bahia criticaram a postura da defesa e consideraram a saída do plenário uma atitude desrespeitosa ao tribunal e à população do município. Sara Freitas foi assassinada em 24 de outubro de 2023. Em abril de 2025, o ex-motorista de aplicativo Gideão Duarte recebeu pena de 20 anos e 4 meses de prisão por conduzir a vítima até o local onde seria atacada. Os demais acusados, Ederlan Santos Mariano, marido da cantora e apontado como mandante; Weslen Pablo Correia de Jesus, identificado como autor dos golpes; e Victor Gabriel Oliveira Neves, suspeito de imobilizar a vítima permanecem presos e aguardam julgamento. Eles admitiram ter recebido parte dos R$ 2 mil oferecidos pelo mandante. De acordo com as investigações, Ederlan Mariano articulou o assassinato, Gideão Duarte levou a vítima ao ponto onde o ataque ocorreria, Victor Gabriel segurou Sara durante a ação e Weslen Pablo desferiu os golpes que provocaram a morte. O Ministério Público atribui ao grupo os crimes de feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Outro envolvido, o cantor Davi Oliveira, teria recebido R$ 200 por conhecer o plano, embora não tenha participado diretamente da execução.
Após passar por audiência de custódia neste domingo (23), na qual teve a prisão preventiva mantida, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a análise da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O colegiado irá decidir, nesta segunda-feira (24), se confirma ou revoga a ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O julgamento ocorrerá no plenário virtual, entre 8h e 20h, conforme agendamento feito pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino. Além de Dino e Moraes, participam do julgamento as ministras Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. No fim de outubro, Luiz Fux deixou o grupo ao ser transferido para a Segunda Turma, alterando a composição do colegiado. A expectativa nos bastidores do Supremo é de que a decisão seja unânime pela manutenção da prisão. Bolsonaro foi detido no sábado (22) e levado para uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na decisão que fundamentou a medida, Moraes citou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica como elementos que justificariam o risco de fuga. A prisão preventiva não representa início de cumprimento de pena. A defesa ainda pode apresentar um recurso final ao STF até esta segunda-feira. Somente após o julgamento da Turma e a rejeição desse recurso é que o ex-presidente começaria a cumprir a pena de 27 anos e três meses pela condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
A tentativa de reverter a condenação de Jair Bolsonaro (PL) por liderar a articulação golpista que resultou nos ataques de 8 de janeiro será analisada novamente no Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli encaminhou para a Segunda Turma o agravo regimental interposto após a rejeição de um habeas corpus apresentado por uma cidadã que não integra a equipe jurídica do ex-presidente. O julgamento está previsto para ocorrer no plenário virtual entre os dias 5 e 15 de dezembro. O pedido inicial foi protocolado por uma autora que não possui vínculo com a defesa de Bolsonaro. Ela sustentou que o voto divergente do ministro Luiz Fux no julgamento da Primeira Turma indicaria suposta incompetência do juízo responsável pela condenação e caracterizaria uma situação que, segundo sua argumentação, deveria justificar a anulação do processo. Toffoli negou o habeas corpus na segunda-feira (17), observando que pedidos paralelos podem interferir nas estratégias adotadas pelos advogados do ex-presidente. Após a negativa, a autora recorreu, o que levou o caso à Segunda Turma. O colegiado que analisará o agravo é formado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Caberá ao grupo decidir se o pleito terá continuidade ou será arquivado. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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