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A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora divulgou um esclarecimento à população sobre as recomendações emitidas pelo Ministério Público da Bahia relacionadas às contratações artísticas e aos credenciamentos do Arráia do Amor 2026. Segundo a administração municipal, as recomendações não significam cancelamento, suspensão ou impedimento imediato da realização da festa junina. A prefeitura informou que os apontamentos feitos pelo órgão ministerial são instrumentos legais voltados à orientação e análise de procedimentos administrativos. De acordo com a nota, a equipe jurídica do município já está avaliando cada ponto apresentado, com o compromisso de responder às recomendações dentro do prazo legal estabelecido. A gestão também garantiu que o Arráia do Amor segue confirmado e que a programação artística permanece inalterada. Conforme a prefeitura, a Secretaria Municipal de Cultura continua trabalhando na organização do evento com foco na valorização da cultura nordestina e das tradições juninas do município. Ainda no comunicado, a administração destacou que, desde o ano passado, vem adotando medidas de responsabilidade e transparência na aplicação dos recursos públicos. A prefeitura ressaltou que o município recebeu o selo de transparência nas contratações dos festejos juninos, reconhecimento relacionado à condução dos processos administrativos ligados ao evento. A gestão municipal finalizou afirmando que segue empenhada para realizar uma edição organizada e segura do Arráia do Amor 2026.
Uma investigação sobre a atuação de grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, identificou repasses que somam aproximadamente R$ 15 milhões em um período de dois anos e meio a um policial militar aposentado que está preso e responde a processos sob acusação de comandar uma milícia privada envolvida em grilagem de terras na região. De acordo com informações do Ministério Público da Bahia, as transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram detectadas por meio de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento aponta movimentação considerada atípica nas contas de Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ex-sargento da PM baiana. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os valores eram transferidos para Erlani ou para sua empresa de segurança e, posteriormente, redirecionados para contas suspeitas de serem utilizadas como interpostas pessoas. O Ministério Público sustenta que os principais remetentes são empresas do setor agropecuário atuantes na região de Correntina e municípios vizinhos. Entre as empresas citadas estão a Agrothathi Ltda., que teria transferido R$ 2,6 milhões no período investigado; a Agropecuária Ubatuba, com quase R$ 1 milhão; e a empresa Água Santa, ligada ao cultivo de batata-inglesa, que também teria realizado repasses superiores a R$ 1 milhão. As empresas afirmam que mantiveram contratos formais e lícitos de prestação de serviços, com emissão regular de notas fiscais, e negam qualquer irregularidade. O Ministério Público aponta que Erlani é réu em dois processos, sob acusações de constituição de milícia privada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com as denúncias, o grupo investigado teria atuado com ameaças, agressões e sequestros em disputas fundiárias na região. Além dele, um suposto ajudante também está preso. As investigações seguem em andamento e, embora mencionadas nos relatórios financeiros, as empresas citadas não figuram como rés nas ações até o momento. O oeste da Bahia é considerado um dos principais polos agropecuários do país e registra histórico de conflitos relacionados à posse de terras. A defesa do policial aposentado nega as acusações e afirma que ele atuava regularmente por meio de empresa de segurança patrimonial contratada por produtores rurais. O caso continua sob apuração do Ministério Público e da Justiça estadual.
O Comando-Geral da Polícia Militar da Bahia decidiu ampliar para todas as unidades do estado o processo de identificação de policiais ativos que estejam filiados a partidos políticos. A medida ocorre após recomendação do Ministério Público estadual, que alertou para irregularidades detectadas inicialmente no oeste baiano. Segundo o MP, dados encaminhados pelo Tribunal Regional Eleitoral indicaram a existência de 84 policiais militares com registro partidário na região, situação considerada incompatível com a Constituição e com as normas internas da corporação. O órgão destacou que o vínculo político fere princípios como hierarquia, disciplina e neutralidade funcional, pilares da atuação policial. A recomendação, enviada no dia 6, determinou que os comandos regionais notifiquem os militares envolvidos. Eles terão 15 dias para efetuar a desfiliação, sob risco de abertura de processo administrativo disciplinar. O MP também orientou que as unidades façam consultas periódicas à Justiça Eleitoral e enviem um relatório, em até 45 dias, detalhando as providências adotadas. Com a orientação, o Comando-Geral estabeleceu que todas as unidades da PM realizem levantamentos internos para identificar eventuais casos semelhantes em outras regiões do estado. A corporação também definiu que, a cada período eleitoral, os comandos deverão monitorar a participação de policiais em campanhas e candidaturas. Militares eleitos terão de regularizar a situação funcional ao fim do mandato, enquanto aqueles que não forem eleitos devem retornar imediatamente às atividades sem qualquer vínculo partidário.
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