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O prazo da chamada janela partidária para as eleições de 2026 se encerra nesta sexta-feira (3), marcando o fim de um período estratégico para a reorganização das forças políticas no país. O mecanismo, aberto no dia 5 de março, permite que deputados federais, estaduais e distritais troquem de partido sem risco de perder o mandato. Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a regra estabelece um intervalo de 30 dias em anos eleitorais para a mudança de legenda por parlamentares eleitos pelo sistema proporcional. A medida funciona como uma “justa causa” para a desfiliação, dispensando justificativas formais durante esse período. Neste ano, o benefício alcança apenas deputados federais, estaduais e distritais. Vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela, já que não estão em fim de mandato. Já os ocupantes de cargos majoritários — como presidente da República, governadores e senadores — podem mudar de partido a qualquer momento, sem necessidade de justificativa legal. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o mandato nos cargos proporcionais pertence ao partido político, e não ao candidato eleito. Por isso, fora da janela partidária, a troca de sigla só é permitida em situações específicas, como mudança no programa partidário, discriminação política pessoal ou anuência da legenda, conforme previsto na legislação. Criada a partir da reforma eleitoral de 2015 e consolidada pela Emenda Constitucional nº 91 de 2016, a janela partidária se tornou um dos principais instrumentos de movimentação política pré-eleitoral, influenciando diretamente a formação de alianças e estratégias para as eleições, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
O Partido dos Trabalhadores prepara uma celebração de três dias para marcar os 46 anos de fundação da sigla. O evento está programado para ocorrer entre 5 e 7 de fevereiro, em Salvador, e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com lideranças do partido, a programação deve funcionar também como um momento de projeção política, sendo tratada internamente como possível ato de largada para a pré-campanha de Lula à reeleição. O encontro reunirá ministros e integrantes do governo, que participarão com palestras e debates. Entre os nomes previstos está Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência. A última visita de Lula à Bahia ocorreu em outubro deste ano. Na ocasião, o presidente participou da cerimônia de inauguração da fábrica da BYD em Camaçari e também anunciou investimentos industriais durante agenda oficial em Maragogipe. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (8) pelo Metrópoles.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima, liderança do MDB na Bahia e padrinho político do vice-governador Geraldo Júnior, afirmou na sexta-feira (5) que não há tensão interna no partido sobre a composição da chapa majoritária que deverá ser liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pela reeleição em 2026. Nos bastidores, circulam comentários de que a vaga do vice-governador poderia ser alvo de rearranjos políticos para atrair novos aliados ao grupo governista. Geddel, porém, rejeitou qualquer possibilidade de mudança. Ele afirmou que o MDB não abrirá mão da posição e avaliou que a aliança vitoriosa em 2022 deve ser mantida para o próximo pleito. O ex-ministro destacou a participação do partido na campanha anterior e a atuação de Geraldo Júnior como vice, classificando ambos como leais à gestão. Para ele, esses fatores sustentam a permanência do MDB na chapa que buscará a reeleição do governador. A sinalização ocorre em meio às movimentações políticas que antecedem a formação das coligações para 2026 e reforça o alinhamento entre MDB e PT na Bahia.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, convidou o advogado Wagner Lemos, marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, para se filiar ao partido e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições de 2026. Lemos foi lançado como pré-candidato em agosto, mas ainda não definiu a sigla pela qual pretende concorrer. Roma confirmou o convite e afirmou que aguarda a decisão do advogado. Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma estratégia do PL para ampliar sua atuação no Sudoeste baiano e se aproximar de lideranças com mandato e influência regional. Caso aceite a filiação, Lemos deve integrar a lista de nomes da legenda na disputa por uma cadeira na AL-BA. O lançamento da pré-candidatura de Wagner Lemos, em agosto, provocou tensão entre o PSDB e o União Brasil. Vitória da Conquista é um dos principais redutos eleitorais do deputado estadual Tiago Correia, líder da oposição na Assembleia. À época, a movimentação levantou possibilidade de divergências entre tucanos e aliados do ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band, no início de setembro, Tiago Correia afirmou que a articulação surpreendeu aliados e foi recebida com cautela diante da atuação política já desenvolvida no município.
O deputado estadual Vitor Bonfim, atualmente filiado ao PV, se encontrou nesta terça-feira (25) em Brasília com o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos. A agenda ocorre em meio às articulações do parlamentar para definir o partido pelo qual pretende concorrer à Câmara dos Deputados em 2026. A movimentação envolve conversas com siglas que compõem a base do governo baiano. Bonfim já dialogou com o PT, recebeu sinalização do Podemos e mantém tratativas para identificar o melhor cenário eleitoral. Com o novo encontro, o PSB passa a integrar o grupo de possibilidades em avaliação. Aliados afirmam que o deputado tem adotado postura cautelosa antes de decidir o destino partidário. O objetivo é consolidar apoios entre prefeitos e lideranças regionais para alcançar uma votação capaz de garantir vaga na Câmara, onde interlocutores apontam a necessidade de atingir aproximadamente 100 mil votos para assegurar a eleição. Além de Bonfim, João Campos também tem mantido conversas com parlamentares que buscam nova filiação após a federação formada entre Progressistas e União Brasil. Entre eles está o deputado Niltinho, que se reuniu com o dirigente nacional do PSB em setembro.
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