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O senador Otto Alencar sinalizou, pela primeira vez, que pode disputar o governo da Bahia em 2026 caso o PT não garanta espaço para Ângelo Coronel tentar a reeleição ao Senado. A declaração foi feita durante reunião com a bancada baiana do PSD na Câmara dos Deputados, realizada na segunda-feira (24). No encontro, Otto afirmou que Coronel é o nome do PSD para renovar o mandato e que a sigla não aceita ser retirada da chapa majoritária por causa da intenção do PT de lançar dois candidatos ao Senado na eleição de 2026. Segundo o senador, a exclusão de Coronel abriria a possibilidade de o PSD rever sua posição na aliança estadual. Otto também comentou que não seguiria Coronel caso o colega optasse por migrar para o grupo de ACM Neto, do União Brasil, em busca de espaço para concorrer ao Senado. O PSD, porém, defende que o acordo firmado no ciclo eleitoral anterior seja mantido e que a vaga ao Senado permaneça com o partido. O cenário adiciona tensão às articulações para a sucessão do governador Jerônimo Rodrigues, que tenta manter a base unida enquanto partidos aliados disputam espaço na chapa majoritária.
O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que a Câmara Municipal de Biritinga, na região sisaleira, realize uma nova votação para escolher o presidente da Casa. A decisão foi proferida na terça-feira (18) e recoloca em debate a disputa que se estende desde o falecimento do então presidente, Joivan Soares Gonçalves (PSB), ocorrido em 22 de maio. Após a morte de Joivan, o comando do Legislativo passou a ser exercido interinamente pelo vice-presidente, Anderson do Nascimento Santos (PSD), conhecido como Rau da Funerária. O período foi marcado por decisões judiciais divergentes, que geraram instabilidade e questionamentos sobre quem deveria ocupar a chefia da Câmara. A sentença da 2ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Serrinha apontou que o Regimento Interno da Câmara de Biritinga não traz regras específicas para situações de vacância provocada por morte. Diante disso, o magistrado decidiu aplicar, por analogia, o procedimento adotado pelo Senado Federal, que prevê a convocação de uma nova eleição. O novo processo eleitoral ainda não tem data definida, e os parlamentares podem recorrer da decisão. Desde maio, a disputa interna passou por diferentes reviravoltas. Após o falecimento de Joivan, Rau da Funerária tentou assumir a presidência de forma definitiva, mas encontrou resistência de vereadores que defendiam um novo pleito. Ele recorreu ao Judiciário e conseguiu inicialmente uma liminar que o autorizava a assumir o posto e impedia a sessão que escolheria outro presidente. Horas depois, durante a madrugada de 29 de maio, o plantão do TJ-BA suspendeu a liminar, permitindo a continuidade da eleição. A votação ocorreu por volta das 3h, sem a presença do vice-presidente, e resultou na escolha de Josemir da Cruz Moura, conhecido como Josemir da Saúde. Dias mais tarde, outra decisão judicial restabeleceu a interinidade de Rau da Funerária no comando da Câmara, onde permanece desde então. Com a nova determinação do TJ-BA, a disputa volta a ganhar desdobramentos e aguarda definição sobre a data da eleição.
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